CAPÍTULO 10
                                                                                                  A INFLAÇÃO EM HÁDESER.

PORTANTO, COMO ACABAR COM A INFLAÇÃO?

                                                                        


A inflação também consumia toda a força patriótica daquele povo no sentido de dominá‑la. Todos os planos contra a inflação possuíam, em sua essência o mesma e simplório dilema: COMO? Uma infinidade de propostas foram elaboradas pelas equipes palacianas, algumas das quais serão aqui expostas, seja pela profundidade das medidas, seja pelo absurdo das proposições ou ainda pelo certo ar de sacanagem que algumas outras continham.

A mais famosa das teses, contra a inflação e muito difundida em hádeser foi a publicada por Putus Caiado e publicada no final dos tempos de Hádeser.
Esta tese propunha que a inflação era conseqüência direta da existência da moeda. “Sem moeda não há inflação”.

Esta máxima teoria imbeciloide do Sr. Dr. Prof. Putus Caiado eminente economista Hadeseriano,serviu como plataforma de governo para a eleição de  2(dois) presidentes da república. Fato por demais interessante que uniram estes dois magistrados foi um acontecimento nefasto, pois ambos foram assassinados, exatamente quinze dias após às respectivas posses. 

Afinal, em que se baseava esta tese? Dizia Putus Caiado que, a economia sempre fora tradicionalmente apoiada no triplé; Terra, Capital e Trabalho e que modernamente, ao invés da moeda ser o instrumento de troca‑e como historicamente tinha sido provado que sem moeda não haveria inflação ‑o tal instrumento de troca passaria a ser o Semem, pois, este além de ser abundante no líquido espermático era gerado com prazer e em quantidades apreciáveis pela população Hadeseriana. 

Foi lançada, então, através de todos os meios de comunicação intensíssimas campanha promocionais para que afinal todos os Hadeserianos e Hadeserianas, juntos fizessem‑e com intensidade e velocidade de coelho ‑ aquilo que já faziam, com propósitos, nem tanto voltado para a salvação da economia nacional, ou seja: Sexo. Uma das peças publicitárias de maior apelo popular, mais inteligentes e objetivas, veiculava a seguinte mensagem: “Hadeseriano trepar é subir socialmente e, sem moeda, compre com aquilo que você tem de melhor dentro de sí: Seu sêmem, vulgarmente chamado pelos iletrados de esperma! 

Semem é a riqueza do homem, ejacule e, se faltar parceira masturbe‑se, mas não deixe de extrair o néctar salvador, pois ele é a riqueza e redenção da nossa pátria”. A campanha obviamente teve um sucesso estrondoso e todo cidadão hadeseriano tinha estocado em suas residências centenas de litros de Sêmem, porém faltava o sal, açúcar, pão, carne, enfim estas desprezíveis bobagens, coisas menores e sem nenhuma importância prática, segundo enfatizava Putus Caiado. 

A inflação neste período despencou, realmente de 2.000% ao mês, para algo em torno de 1%. Houve até mesmo deflação, Difícil era comer, vestir‑se, enfim viver!

O sistema financeiro de hádeser passou a ter uma mecânica  própria, que era operacionalizado da seguinte maneira: Cada mililitro de semem equivalia a 2.657.000 (dois milhões, seiscen­tos e cinqüenta e sete) mil Cemvalori ‑ nome da moeda de Hádeser. Paralelamente foi criada uma moeda de conversão chamada: Phoda.

Então cada mililitro de semem equivalia àquele numero de Phodas /Cenvalori. Ato contínuo juntaram‑se as Phodas /Cenvaioris com os semens e criou‑se a nova moeda chamada Trolha. Portanto, cada Trolha valia CM 2.657.000 (Cm, desculpem era a abreviatura de Cemvaiori ‑ou Phoda). Na paridade com a moeda internacional mais forte na época que era a MERRECA, cada Trolha equivalia a uma uma Merreca.

 Não deu certo, positivamente não deu certo de forma nenhuma, porque se descobriu que na verdade, quando o povo Hadeseriano era obrigado a trepar para sobreviver, foi um fracasso geral, nos quartos, nas camas, nas praças, nos muros, nos motéis. A excessiva pressão governamental sufocava a libido, que por sua vez sufocava o desejo sexual, que por sua vez esvaziava totalmente os corpos cavernosos penianos, tornando-os mais flácidos e de impossível penetração.

A falta de motivação sexual chegou a níveis absolutamente aterradores. A imensa maioria dos habitantes faziam sexo uma vez por ano. Conclusão, os mililitros de semem foram ficando cada vez mais escassos que os habitantes passaram a trocar semem de gato, cachorro, vaca etc...


Este sêmem falsificado espalhou‑se por toda a nação e, entrava e saía governo sem que nenhum deles desse a solução mais proba e adequada para as grosseiras falsificações até que o plano foi abandonado e consta que a população de Hádeser decresceu em 68%, nos anos seguintes. Entupiram‑se os cemitérios, esvasiaram‑se as maternidades. A este fenômeno o ilustre sociólogo e demógrafo social Sr. Dr. Prof Elucidatos Factualis chamou de MSE- Movimento dos sem Ereção e que foi dramático para o fim do plano anti­-inflacionário do Sr. Dr. Prof. Putus Caiado.



5 comentários:

Pedro Coimbra disse...

Qualquer semelhança com a realidade não terá sido mera coincidência?? :)))
Excelente texto!
Aquele abraço

PAULO TAMBURRO. disse...

PEDRO COIMBRA,

pois é...apesar de que eu ainda que Hádeser era menos esculhambado!

Mas, realmente existem pontos incomuns em comuns.

Um abração carioca.

Nadine Granad disse...

Hahahaha

As siglas são, pois, justificáveis!
Excelente!

Boa semana!
Beijos! =)

PAULO TAMBURRO. disse...


NADINE GRANAD,

que bom você deu seu aval as siglas desta majestosa e imaginária nação usadas em Hádeser: O país do futuro.
Durante os demais capítulos você verá como os governantes daquela nação são probos em criatividade para criar siglas.Probos só para isso!
Se é que me fiz entender!
Um abração carioca.

Smareis disse...

Uma postagem muito inteligente. Gostei muito.
Continuação de boa semana Paulo!
Abraço!
***Escrevinhados da Vida***