PÔ CARMEM LUCIA !

                                     
                                                             

O casamento foi lindo! Foi tudo muito lindo! Dizem que as mulheres valorizam mais do que os homens o planejamento, as compras, as festividades, tudo que cerca aqueles momentos mágicos que antecedem ao "sim" da união matrimonial dos cônjuges.
Em parte, isto é verdadeiro, não totalmente, porque eu me emocionei muito com o nosso casamento. Mas, reconheço que realmente você o valorizou muito mais. Comprou tudo. Coordenou todas as despesas.
Quanto empenho!
Envolveu toda a sua a família. Verdadeiro trabalho em equipe. Só depois da lua de mel é que fui ver tudo direitinho, fazer as contas, cotejar.
E, como você valorizou Carmem Lucia!
Aquelas cinqüenta rosinhas de chocolate que a sua mãe sugeriu para que fossem oferecidas aos convidados quando eles saíssem da festa, custou mais do que o aluguel da igreja e o coral, com o órgão do padre e tudo. 
Lembra do meu sapato preto, importado da Austrália de couro de canguru, que você achou lindão? Então, daria para comprar uns cinqüenta pares com o dinheiro gasto naquelas singelas lembrancinhas de chocolate. Eu sei que foi uma amiga da sua mãe que nos vendeu, não foi? 
Se a gente não conhecesse bem a sua mãe, Carmem Lúcia, diríamos que ela levou, no mínimo, cinqüenta por cento de comissão naquela comprinha.
                                           
                                              


Foi muito caro. O pior é que eu vi crianças atirando aquilo umas nas cabeças das outras. Um duplo desperdício. Como você valorizou nosso casamento, Carmem Lucia! 
Aquela gorda que fez os pasteizinhos de queijo para tira-gosto a pedido do seu pai bebum, cobrou mesmo, aquilo tudo? Tem certeza que o seu pai só gosta de comer os pasteis dela? Fiz umas contas rápidas e o que pagamos por aqueles pasteizinhos safados e mirrados daria para a gente comprar uma pastelaria no estado que mais se come pastel: São Paulo. O pastelzinho tinha no máximo, o minimo de pastel. Uma coisa à toa que, nem tinha vento e, com uma bolinha de queijo muito acanhada lá dentro, do tamanho de um grão de feijão. Um roubo! Desculpe, mas é revoltante.
Outra coisa, Carmem Lucia: eu tinha alugado um carro conversível, do ano na agência de um amigo, uma semana antes, e no dia do casamento seu irmão cancelou e alugou o carro dele para nós, aquele Escort, vermelho 86, surrado. Eu não entendi. E nos cobrou o dobro do preço daquela limousine conversível que eu já havia contratado. 
                                                 


Olha, vou ao Procon. Temos que conversar, seriamente, com seu irmão Outra coisa, quem pediu aquelas empadinhas de camarão para sua prima? Confere aí, pois, eu duvido que ela tenha mandado as quinhentas encomendadas. Foram caríssimas, não tinham camarão e ela deve ter entregue, menos da metade do que nos cobrou. 
O Juninho, filho da Esmeralda berrava: - mãe devolve minha empadinha. Ela tomou da criança na mão grande. Todo mundo estava reclamando. Meu amor você valorizou demais, prestigiou demais seus parentes, foi muito mão aberta com a sua família. 
Você falou que o tapete vermelho iria da entrada da igreja até ao altar. Que tapete? Eu vi o padre em cima de um pequeno capacho vermelho. 
Roubaram o maldito do tapete, Carmem Lúcia? 
E o dinheirão que eu paguei por 20 quilos de pétalas de tulipas multicoloridas que seriam jogadas em cima de nós no momento do beijo, lá no altar. Pétalas? Minha cabeça ficou cheia de serragem e papel de jornal picadinho. Parecia desfile gay na avenida, Carmem Lucia. Ficamos todos emporcalhados com aquilo.
Não quis lhe falar nada para não quebrar o clima, mais até quando nos deitamos na nossa tão esperada alcova na lua de mel, você ainda tinha aquele embuste de enfeite, dentro da calcinha. Lembra-se que eu comecei a espirrar? Era serragem Carmem Lucia!Vê qual foi o seu parente que nos vendeu alho por bugalho. E o arroz que seria jogado quando entrássemos no carro? Jogaram alpiste e muito milho, na nossa cara. Parecia chuva de granizo. Eu paguei arroz agulhinha de primeira. Jogaram alpiste e milho. Alguma insinuação a você? Não é possível. Nunca vi tanto milho! 

Tudo isto seria perdoado, não fosse aquele episódio grotesco de você ,desde cedo,começar encher a cara com seu pai - aquele bebum inveterado -  e ficar em altíssimo, estado alcoólico mal a festa ainda ter começado.
Abraçava todo mundo com aquele bafo insuportável e, ao invés de cortar o bolo de casamento cortou a galinha assada, do prato que estava perto. 
Carmem Lúcia, quando você me ofereceu aquele pedaço de galináceo, ainda pediu para que eu não sujasse o terno com o chantilly! 
Carmem Lucia, e foi, exatamente, aquele seu deplorável estado de embriaguez que, não deixou você notar quando, no final da festa, saímos e seu irmão parou aquele maldito Escort 86 ,tipo vermelho cheguei, no tal hotel que seu primo nos reservou, dentro de um pacote turístico que incluía estada em Teresópolis por uma semana com café da manhã, almoço, lanche e jantar executivo com velas e outras coisas românticas como passeio de cavalinho e assemelhados.
Na verdade ele nos deixou num velho sobrado na Rocinha. Lembra-se que você dizia - nas poucas vezes que conseguiu acordar naquela noite do embuste - que seu primo tinha pensado em tudo, até nos fogos de artifício? 
Carmem Lucia, aquilo não era foguetório nenhum, e sim um intenso tiroteio de armas pesadas entre a policia e os traficantes do local. 
                                             

Como fui enganado!
Estou num estado deplorável e lhe deixando esta carta, porque já está amanhecendo, você ronca como uma porca, o tiroteio acabou e vou direto procurar meu advogado para anular este verdadeiro ato de terrorismo que vocês chamaram de casamento e, colocar sua família na cadeia. 
Carmem Lucia, caso você queira suicidar-se, deixo-lhe um vidro de chumbinho, na mesinha de cabeceira. 
Torço por isso. 
Adeus!

CEGO,MUDO E SURDO!!!


                                                                       


Poucos tempos atrás,algumas impossibilidades físicas humanas eram vistas como sinônimo de eternos sofrimentos e necessidades de superações diárias.
Quem não se apavorava com a possibilidade de que um dia viesse a lhe faltar a visão,ou a fala,ou jamais poder escutar?
Quando jovem e o rosto ainda cheio de espinhas ficava tentando dar graduações de malefícios a estas deficiências.
Confesso que a que me atormentava mais era ficar cego,pois pensava na impossibilidade de nunca mais poder ver aquele corpo maravilhoso da minha vizinha ou ir a praia e nem poder ficar a ver navios , quanto mais todas aquelas gostosas.
Lembro também que tinha uma avô que só escutava quando queria.
Para as coisas boas que lhe falavam ela tinha uma audição incrível, mas se viessem com desgraças e problemas nunca respondia, comentava ,pois não "ouvia" absolutamente nada.



Tive um colega tão tímido,destes caras que nunca ousam ter opinião e jamais expressam uma palavra sobre nada que não seja o trivial e comum, e o apelido dele era mudinho.
Passaram os tempos e quantos de nós hoje não gostaria de ser cego, mudo e surdo?
Seria um premio e não uma deficiência em função desta barbaridade com as quais somos, atualmente obrigados a conviver.
Está tudo tão confuso minha gente que, alguns supermercados já colocam as cenouras nos boxes do xuxu e as carnes são vendidas na padaria e os pães são comprados nas prateleiras de inseticidas.
Literalmente virou zona, minha gente.
Numa sociedade na qual você já não pode falar sobre mais nada,ter que ouvir e ficar calado para ser "politicamente correto" estes nossos antigos sentidos perderam as funções.
Aquele meu pesadelo de jovem, por exemplo, de nem poder pensar em ficar cego pois, ficaria impossibilitado de ver as gostosas, outro dia me deu um lição definitiva, pois passou por mim uma destas bundudas saradas e disse esta gracinha:
-Nossa que  florzinha linda, uma rosa talvez,acertei? 
-Florzinha é o cacete mano,sou é cactus selvagem,seu babaca.Quer se espetar?- respondeu a moça revoltada.
Um senhor de meia-idade de terno e gravata e barba muito bem aparada, cabelo tipo cantor argentino todo para trás com gel tipo macho da década de quarenta então aproximou-se de mim e disse:
-Meu fofinho, deixa esta bagaça pra lá.Coisa horrorosa.Estou disponível meu gato e talvez faça coisas que ela nunca imaginaria fazer com você.- Consolou-me aquele cara com fala macia e cheio de trejeitos.
Fala sério: Passou a ser bom negócio ou não ser cego, mudo e surdo?
É melhor ser cego do que ver isto.Quer que eu minta?





"NAS COXAS" NÃO DÓI !!!




O Presidente do Senado Federal da Republica do Brasil, declarou que as denuncias contra ele foram feitas nas coxas.
Não querendo polemizar com autoridade tão exponencial desta nação brasileira, gostaria de somente e pela ordem, encaminhar uma questão pertinente e afirmar que: Nas coxas não dói.
Houve uma época inclusive, no processo de amadurecimento sexual do povo brasileiro, na qual a manutenção da virgindade, por parte das nossas amadas mulheres,para se tornar viável e atenderem aos namorados que, hipocritamente as queriam como vestais, virgens e imaculadas, mas como tinham que "aproveitar" e para que nem elas próprias se vissem privadas de tão encantadores prazeres,o intercurso nas coxas era uma usual tendência entre os casais.
E nas coxas não doía nada e na seu devida e circunscrita localização, até que era muito gostosinho para todo mundo! 
Na bunda era que doía, afirmavam elas!
Verdade! 
Manter a virgindade permitindo ao parceiro que ele fizesse um intercurso anal - e os homens pediam isto, sempre e continuam pedindo - era muito complicado, naquela época e só em situações muito especiais como data de aniversário, carnaval,  Natal e réveillon, a possibilidade era maior.
Portanto, tenho certeza de que o Presidente do Senado não esteja reclamando, por não sentir nenhuma dor, nestas denúncias. Se parasse para pensar, relaxava e gozava como dizia a Marta Suplicy.
Finalmente, a maior e a mais esgarçada verdade Sr.Presidente do Senado é a dor que o povo brasileiro tem sentido em ter que aturar estes intercursos nas suas bundas,pois fomos todos estuprados, deflorados,abduzidos,forçados por trás com este indesejável funga-funga nos nossos pescoços, pelos lava-jatos republicanos.
Nas coxas não dói, mas na bunda é um horror!
Com a palavra a assada,destroçada ,rompida,danificada ,avariada e arruinada bunda do povo brasileiro.
Esta literalmente, pegando fogo!
Querem que eu minta?

A FASE IDIOTA DA IDIOTICE JUVENIL.




                                               
Muitos garotos apaixonam-se de verdade, geralmente por uma colega de escola. 
 Um tipo de gostar diferente que não combina com masturbação, ou ficar comentando com os amigos sobre ela, tipo:
- “Cara, que peito”;” já comi”, “vou comer” e outras afirmações antropofágicas , abaixo dos limites impostos por uma convivência sadia.  Coisa de garoto na fase de pré-reprodutor amadorista e que só funciona no blá, blá, blá, improdutivo e do tipo:

 -“Po”, “né” , “tá legal” , “e ai”, “sacou”, “falou, “fala mermão”- e não tem jeito de começar e terminar uma frase inteira, inteligível!
Cedo aprendemos que enquanto os meninos falam, as meninas pensam como vão fazer. É verdade, sim. Isto, porque a menina com 14 anos é uma mulher.
O menino, nesta idade e até uns vinte e poucos anos é praticamente, um débil mental. É da natureza do macho, uma certa idiotice, hereditária, pois seu pai, também foi assim, seu  avô, o bisavô, idem.
Ao seu tempo todos os meninos são idiotizados pela própria natureza idiota da idiotice congênita. Apesar das meninas estarem reagindo às avessas e querendo imitá-los, nestes mais recentes tempos modernos, porém a supremacia da ignorância e insociabilidade, ainda é uma saga, uma sarna, uma sandice que os garotos convivem como se estivessem devorando aqueles imensos hiper- hamburgeres, nos mortais fastfood da moda. 
As meninas estão “reagindo”, o que é uma pena, às avessas! Garotos dizem porra, como vírgula, e o nome popular chulo do seu órgão genital, não sai das suas bocas.E com jactância indisfarçável bancam os machões afirmando pelos quatro cantos. 

-Eu não chupo mel, mastigo as abelhas.! 

Oh, quanta basófia como diriam os políticos de esquerda. Quanta bravata, com repetiriam os políticos da direita.
Meninos, em geral não têm um odor muito saudável. Não é só feronômio não, é também sovaco e chulé e eventualmente, sinônimo de quase sempre um bafo satânico de nicotina e álcool, o que lhes confere um hálito de dragão. Na antiga mesopotâmia, berço da humanidade , seus habitantes associavam aos dragões ao mal e os caos. É isso, mesmo! Acertaram em cheio. Nas raras vezes em que falam cospem muito no interlocutor, e como leem pouco e estudam menos ainda, chamam aquelas gotículas de cuspe de visigodo (nome de um povo bárbaro) ao invés de perdigoto. Não é o cão? Gritam muito quando falam, falam muito quando gritam e erram muito quando falam, escrevem ou gritam. 
Não leem nada. Só vêem, e aí demoradamente,pela Internet, mulheres nuas em revistas especializadas .Vida seca! Que tristeza esta fase de sexo solitário. Pena que os meninos não tenham consciência de que, fotos, ou videos de pornografia, não podem dizer-lhes ao pé do ouvido: Te amo! 

É interessante notar que, algumas revistas destes nus femininos parecem estar sendo feitas para cursos avançados de formação de ginecologista.Posições mais abertas do que braguilha de bêbado quando saem do banheiro das baladas. Aliás, sabem qual é a mais clássica definição de ginecologista?
Trabalha onde todo mundo se diverte. 
Que maldade!  Garoto imbecil, no entanto,todos nós já fomos um deles, um dia!. Amávamos ,perdidamente, aquela coisinha gostosinha, com aquela boquinha carnudinha,peitinho durinho, coxinha rolicinha, um jeitinho maneirinho, uma covinha na bochechinha, cabelinho bem pretinho, tudo “inho” como os cariocas gostam de falar. Exceptuando-se, no entanto, aquele... bundão. Ai não tem carioca que o coloque no diminutivo. Não se pode desprezar a grandiosidade da natureza farta generosa e às vezes oferecida! Quando eles olham para suas namoradinhas platônicas do colégio - diferentemente do que ocorre na fase adulta -  o que endurece  e esfria é a suas bocas do estomago.
Ora se isso é lugar para ficar duro! Com o tempo sai da boca do estomago e vai para o lugar apropriado. E aí a coisa esquenta de verdade! E quando elas vem falar com o garoto? Em geral eles ficam girando feito um cavalo de carrossel de parque de diversões, na sua frente. Babam um pouquinho pelos cantos da boca. Não sabem o que dizer . Depois de esperar um tempão  e ver que realmente, não estavam conversando,  com ninguém, ela dá as costas estourando seu chicletes de bola, por aí afora. Maldito barulho de plaft, ploft.

Quando eu era garoto, tive momentos épicos amor platônico. Seu nome: Soninha!
Até nisto eu dei azar, pois nesta época além de idiota eu trocava o m, pelo n e invariavelmente escrevia: Ninha querida Sominha. É muita ou não é muita imbecilidade! Pergunto qual a menina que poderia se interessar por um asno latente com eu? Ela toda princesinha, cheirando ao perfume daquela época, Toque de amor  e futura participante dos famosos concursos de miss suéter.Eu só pensava nela.Era até um troço muito chato.Ás vezes eu queria ver um filminho diferente na minha cabeça, mas não adiantava, lá estava ela de mini-saia vermelha, com a blusinha branca, meia de cor branca e sapatos pretos. Só a imaginava de uniforme. Mas era muito legal!Um dia saí com uns amigos para ir a uma festa e enchi a cara de cuba-libre, misturei com cerveja, enfim uma tragédia. Fiquei desprendido até demais. Ela voltou pra minha cabeça. Passei em frente a sua casa, muito doidão, cheio de coragem, a fim de arrebentar a boca do balão. Ela morava num sobrado.Eram onze horas da noite.O quarto dela estava aceso.Olhei para cima  e entusiasmo gritei: Soninha, eu te amo.Gosto muito de você.Ela chegou na sacada.Ai o entusiasmo aumentou e querendo filosofar, mandei essa!

- Gosto tanto de você que mesmo que você fosse lésbica,e eu uma bicha, o nosso amor daria certo, e mostraria que tudo poderia ser superado e de qualquer maneira, seja qual fosse a situação ou dificuldade que  existisse entre nós.
A luz apagou do quarto dela apagou, e segundos mais tarde uma bela tapona na minha cara acendeu-me, quando ela aos gritos falava:
-Depravado, além de não saber escrever meu nome, não sabe também, dar o nome certo às coisas, nem aos nossos sentimentos - finalizou.

Quando, eu a vi levando consigo aquele bundão irretocável, e não senti a boca do meu estomago endurecer, e sim um calor desgraçado no ponto certo do que deve realmente,endurecer, tive a certeza que tinha me transformado num adulto.
 Agora era só uma questão de tempo e ter o mínimo de habilidade para saber usar, sem bancar o idiota.

IRMANADOS NA DOR.


Uma cidade de duzentos mil habitantes aninhada no Estado de Santa Catarina e que antigamente se escrevia xapecó pela origem indígena do seu nome produziu um time de futebol, sempre considerado pequeno neste imenso e complicado balaio de grandes times de futebol, num país chamado Brasil , cinco vezes campeão mundial de futebol.
Um grupamento de jogadores que vive em clima absolutamente familiar, misturados em campos às suas famílias, e nos jogos, na plateia muitas crianças e casais não raramente abraçados.
Estava começando a voar alto, estes bravos jogadores da Chapecoense, assombrando o Brasil e no futebol tudo aquilo que espanta o Brasil, repercute imediato no mundo.
Até que o pagé de xapecó deve ter adormecido e o pássaro de ferro que levava seus amigos e camaradas, espatifou-se contra os obstáculos que sempre se antepõem aos pobres e pequenos quando estes insistem em botar a cabeça para fora das suas origens.
A Chapecoense estava começando a ficar grande, respeitado por aqui nestas terras Macunaíma e lá fora derrotando ilustres e imensos símbolos do futebol e o último foi o time do Papa,o San Lourenço da Argentina.
Para ser grande o pequeno deve enfrentar todas as mais perversas e ameaçadoras montanhas levantadas pelos poderosos, altas, por vezes instransponíveis, e nesta oportunidade fatal.
Ficaram por ali espalhados no campo indevido, antes de poderem entrar no campo desejado que era o do futebol.
Os pequenos e os pobres na maioria das vezes pagam com as próprias vidas suas legitimas pretensões de serem grandes, admirados e passarem a fazer parte do seleto cadinho daqueles que mesmo podem nunca terem feito gols, mas conseguem suas posições, comprando os juízes.
Foram-se quase todos os jogadores, morte estupida naquela montanha hedionda,jogo que não teve inicio, mas teve o falta fatal da sorte que os derrotou.
Cyro Aranha um conhecido e respeitado brasileiro, quando foi presidente do C.R.Vasco da Gama cunhou esta frase: “Enquanto houver um coração infantil, o Vasco será imortal”.
E hoje, nesta triste data, fica emprestado para toda a população de Chapecó esta certeza.


                                                                           


A MULHER QUEBRA-PEDRA!

                                                                    


Com certeza você já ouviu falar desta plantinha, a famosa quebra-pedra, que em geral sai das juntas dos pisos e paredes, rompendo com facilidade a dureza dos muros de cimentos e até das rochas.
É muito conhecida, e o seu chá é tomado para destruir e expelir pedras ou cálculos renais com eficiência comprovada.
Na vez que eu precisei tomar (tomar não, nem ficaria bem, beber: assim é melhor), unia o útil ao agradável e com o chazinho milagroso eu tomava umas cervejinhas geladas e muito diuréticas, também.

Pois então, aqui começa a historinha de um tal de Lindolfo Apucarana que vivia alardeando
o tamanho e o diâmetro de seu instrumental fálico por ele sempre, exageradamente, qualificado como uma das verdadeiras maravilhas do mundo.

Cecília, sua companheira, vivia sempre muito irritada com as bazófias libidinosas daquele garanhão que ela até achava gostosinho, bom de cama,mas na verdade não estava lá com essa bola toda, pois, era metido pra cacete!

Sem duplo sentido, por favor!

E um belo dia Cecília resolveu mostrar também suas armas e baixar um pouco a bola do fanfarrão Lindolfo Apucarana.

- Vou querer ver hoje se este monumento, como você mesmo diz, verdadeiro obelisco do prazer, na sua irritante concepção, vai dar conta mesmo do recado- desafiou Cecília estufando o peitão, empinando o bundão e fazendo caras e bocas de tarada devassa.
- Vem mesmo, mulher, ta vendo como “ele” já esta? Olha aqui, enorme, verdadeira viga de concreto armado envernizada e brilhando. Eu acho "ele" tão formidável que se eu pudesse comia a mim mesmo - cantou de galo o machão da Cecília com a respiração ofegante e abrindo as narinas como um búfalo no cio.
-Isso mesmo, assim que eu gosto e vamos à festa “seu” viga de concreto armado!
Cecília, tinha resolvido acabar com aquelas fanfarronices do Lindolfo Apucarana e exigir mais dele do que fazem os pilotos de Formula Um quando não querem perder a primeira colocação e atocham o pé no acelerador do carro, só que ela queria mesmo é que ele atochasse muito e demoramente, era aquele tal de Colosso de Rhodes, nela!

Só de preliminares ela provocou tanto tempo que nem parecia que haveria mais o jogo principal e mesmo assim, escutava as provocações do machão:

-Isso, ta vendo como “ele” está? Uma verdadeira rocha, nem as brocas de perfuração de poço de petróleo são mais eficientes. Ta vendo esta verdadeira viga de concreto armado?
Nossa eu nem acredito que tenho mesmo tudo isso!- Falava aquele fanfarrão metido a maioral!

Depois de horas de intensas preliminares veio a “primeira”, e para a “segunda” se viabilizar Cecília nem deu tempo para aquele garanhão provedor respirar e tome mais cavalgada, por trás na frente, na frente por trás, por cima exigindo verdadeira função de bate-estaca do Lindolfo Apucarana e também de ladinho tipo conchinha, de pé, deitado novamente, ela de quatro, de cinco de seis e sabe-se lá de quanto mais o quê!

Finalmente, exausto, sôfrego muito amarelado, ofegante e louco para que o mundo terminasse em sorvete para ele só precisar cair de boca, Lindolfo Apucarana olha para a sua antiga pirâmide e agora só vê uma mirrada minhoca encolhida, esquálida e derrotada.

Cecília, então do alto da sua soberba e provocativas insinuações cutuca o leão, agora quase sem vara:

-Vamos, mais umazinha querido? Coisa rápida. Mais uma horinha e pronto!

Ele com um sorriso maroto de canto de boca, puxou então Cecília para o seu lado e reconheceu:
-Ok, desabou a viga de concreto armado! (risos generalizados)
E para marcar território, como fazem as fêmeas vitoriosas, ela disse:
-À partir de hoje, “seu” viga de concreto armado, metidindo à besta, pode me chamar de Cecília quebra-pedra e baixa tua bola...porque o resto eu já abaixei! (mais risos, agora entre tapas e beijos).
                                                                



DESABAFO DE UM MARIDO TRAÍDO.

                                               

Espero que você tenha tido um excelente final de semana.
Que o tenha gozado e desfrutado intensamente dos sabores da carne..
Continuo desejando que você jamais necessite desta minha medíocre presença, para tornar seus dias, vindouros mais satisfatórios, e assuma definitivamente esta sua opção de comandar orgias canibalescas e antropofágicas de prazeres, entre risos infindáveis e felicidade transbordante.
Acho que esta pessoa que leva você ao delírio, êxtases e arrebatamentos supremos - como se gritassem juntos num gran finale do Cirque Soleil, bravo, bravíssimo! - é plenamente merecedor dos seus mimos, sem lhe dar como sempre fiz, rosas vermelhas ou bichinhos de pelúcia.
Não o invejo, apenas desabafo, pois é lógico que gostaria de entrar para um destes seus programas de inclusão social afetiva, porém , sempre desconfiei que eram somente mais destas bazófias e fanfarrices iguais a destes políticos em palanque eleitoral.
Mas fingi que acreditava em Mamãe-Noel.

Você não deveria ter duvidado que eu fosse capaz de proporcionar-lhe estas setenta e duas horas, que incluirão a sexta-feira, sábado e domingo , com mais competência que este seu mais novo irmão de sacanagem, travestido de Franciscano da Ordem Templária dos Papa -Tudo e você fingindo ser uma versão pós-moderna daquela dadivosa Lady Godiva que pelo seu povo entregou em holocausto sua incontestável beleza nua
Creia, Isabelle Cristine que tudo faço para tentar sentir uma felicidade demasiadamente intensa, por estes momentos que você desfrutará ao lado deste personagem épico do seu merecido filme: O senhor dos seus anéis ...de rubis,brilhantes, safiras e tudo envolto em ouro legitimo de dezoito quilates,que certamente já deve ter conseguido arrancar deste seu grande e novo amor.
Pobre de mim, que nem quinquilharias ou bugigangas que agradem aos mais humildes dos índios, eu possuo ou tenho condições de oferecer-lhe. 
E você é testemunha que eu já antevia esta situação ,pois sempre lhe dizia quanto a minha inabalável certeza de que uma mulher gostosa como você é igual à melancia: nenhum homem consegue comê-la sozinha!
Portanto, não me equivoquei!
Continue acreditando Izabelle Cristine, que apesar de tudo, resta-me a certeza , em saber que pelo menos, você ainda tem espalhado pelo seu corpo, o odor do meu feromônio incrustado na sua pele branca de loira autêntica, conseqüência de esfregaços e pegadas aqui e ali sucessivas, simultâneas e constantes que eu lhe proporcionava, implodindo toda aquela sua sensibilidade.
 Bem, agora vou comprar , dúzias de vidrinhos de chumbinho,aqueles que matam e secam os ratos e ingerir com uma deliciosa Caipira de lima da Pérsia, o que provocará o imediato desprendimento do perispírito deste meu inútil corpo como acreditam os espíritas kardecistas; a alma do meu corpo, segundo os católicos, cantando para subir, para quem for de Candomblé e na opinião dos evangélicos, algo que para mim deverá ser compreendido como uma grande benção.
Aleluia!
Continuo, apesar de tudo, tentando me alegrar em saber que você está plena de prazeres
Verdadeiramente, sinto uma felicidade do cassete, sua vaca safada!
Quer que eu minta?

                                                                     

ESPANTANDO AS MOSCAS!



No tradicional bairro do subúrbio carioca de Ramos, vamos encontrar o casal Florêncio, ambos com mais de setenta primaveras vencidas e a esperança de viverem ainda, muitos outros carnavais.

Ele Florêncio Adamastor , ela Lucia Maria que cresceram juntos, estudaram juntos,e procriaram uma verdadeira ninhada de nove filhos de um relacionamento que já ultrapassou meio centenário.

Casaram-se muito jovens, pois ela sempre despertou nele um apetite voraz e incontrolável, tornando-se premente a necessidade de um enlace matrimonial rápido para uma colheita generosa dos seus frutos.

Lucia Maria, e os seus lábios grossos, olhos verdes encantadores, pele dourada coberta de cabelinhos aloirados tipo pêssego, seios atrevidos e sempre acesos, coxas perfeitas e nádegas arrebatadoras , eis alguns dos quesitos nota dez daquele desfile de escola de samba campeã das fantasias sexuais que povoava a mente de Florêncio Adamastor.

Ela conheceu o maridão num lugar que frequentava muito, a principal padaria do bairro na qual, sempre ia comprar sua atração de consumo preferida o seu doce insubstituível : Sonhos!

Era na época uma criança absolutamente viciada neles, fossem os recheados de creme de baunilha ou de doce de leite.

E Florêncio Adamastor a seguia exatamente, como se quisesse se transformar no recheio 
daqueles deliciosos doces.

Oh, os sonhos pelos quais Lucia Maria era perdidamente apaixonada!

E foi exatamente, nestas tentações que Florêncio Adamastor em prisca era, foi buscar inspiração e uma rara estratégia de aproximação que lhe propiciaram as armas afetivas infalíveis para abater o coração daquela menina sensual, utilizando-se do mesmo virtuosismo e aptidão semelhantes aos dos raros artistas e seus malabarismos impecáveis de um gran finale do Cirque du Soleil.

Florêncio Adamastor de forma poética e seguindo os hábitos conservadores de antigamente, escreveu em papel de pão e entregou à saída da escola onde estudavam, para sua menina morena, a provocante pergunta, se ela queria namorá-lo , assinando abaixo: “Seu sonho latino”.

Essa criativa estratégia utilizada por aquele filhote de búfalo no cio e aspirante a predador masculino explodindo em testosterona com muitas espinhas no rosto, era a prova incontestável de que até os meninos com muito tesão, também pensam.Por incrível que pareça!


Lucia Maria ao bater os olhos naquela mágica senha da palavra sonho, nem deu bola para a palavra latino que vinha depois, tomou-se logo de desejos o que fez Adamastor Florêncio encher a barriga dela de continuados estados de gravidez como se fosse uma doença crônica.

E na solenidade do casamento quando o padre fez a clássica pergunta se eles concordariam viver juntos até que a morte os separasse, ela rapidamente respondeu sim, e balbuciou sorrindo para o noivo:

- Só não pode, é o recheio deste sonho, azedar!

E  isto até hoje não aconteceu porque,o casal sempre soube espantar todas as malévolas e perniciosas  moscas de padaria que muitas vezes tentaram se aproximar dos seus sonhos,com o propósito de contaminá-los.

AS NOVAS IDOSAS.

                                             


Nestes dias que o sol bota, literalmente, para correr todas as nuvens do céu, e fica tão limpo que você consegue ver até as amídalas dos astros, resolvi refestelar-me, na pracinha, ao lado da minha casa.
Sentei-me no meu banco preferido. Logo em seguida, uma senhora, cuja idade era algo indecifrável, senta-se ao meu lado e faz um cumprimento com a cabeça. Respeitosamente, respondi.
Pediu-me detalhes de onde ficava da minha casa, se morava por ali, enfim. E foi logo garantindo que eu podia ficar tranqüilo que uma velha de oitenta e três anos – pronto, acabou-se o mistério quanto a idade daquela idosa - já não pensava mais em sequestrar ninguém. A seguir, vieram então as chorumelas comuns e normais, destes tipos de situações: Dores, dores, dores e mais artroses, artrites, hipertensão... Afinal, pessoas que já viveram tantas décadas têm o direito de acumular muitas e variadas doenças e medicações

Disse-me a senhora:
-Sentia tantas dores nos ossos que, em certos dias mal conseguia levantar da cama...
-Lamento – interrompi,
 Lembrei-lhe então que existiam ervas muito boas para dores ósseas como a unha de gato e a cavalinha. E ato contínuo, recomendei-lhe também um tratamento homeopático aliado a acupuntura.
A resposta veio logo:
- Com oitenta e três anos, você acha que eu não conheço isto? - rebateu com certa indignação e continuando:
- Olha meu amigo, se erva fizesse bem, cavalo, bode, cabra e outros ruminantes que comem isto o dia todo, seriam imortais. Conversa fiada! Já me receitaram até chá de picão. Imagine uma mulher na minha idade tomar este troço! Eu sou velha mais não,sou devassa. E com a força de argumentos de um palestino suicida, rumo à derradeira missão continuou:
- Homeopatia e ervinha, são muito boas para o médico e as farmácias que manipulam aquelas coisas tipo, bolinhas, pozinhos, tinturas e não sei mais o quê. Tudo papo furado!-finalizou revoltada.
 Argumentei que pessoas “mais vividas” davam preferência a chás e outras coisas do gênero, para evitar efeitos colaterais indesejáveis. Ela Concordou e disse:
- É verdade, você tem toda razão. Mais não é o meu caso. O que adianta não ter efeito colateral, pelo fato desta coisas também, não fazerem nenhum efeito?  


Eu curei minhas dores com uma medicação chamada Sulifratel que contem uma substância chamada dexobulimatrinolorotirileno de argônio, sintetizada a partir da molécula de hidrogênio, contida no esporo do centeio canadense que é uma droga sintética inteligente e  definitiva nestes tratamentos...
- Esporos de onde, minha senhora? - perguntei aturdido
-Do centeio canadense. O Sr. tem problema de audição? - inquiriu.
- Não, não tenho... quer dizer, acho que não tenho, apenas...
-Veja que maravilha! Eles estão associando esta substância ao ribanoflonuvinalato de potássio hidrogenado em emulsão de submoleculas radioativas fracionadas e mais o equivalente a dez miligramas de lítio, pois descobriram que separadamente, estas substâncias produzem o sinergismo suficiente para agregar a parte externa óssea e estabelecer uma espécie de proteção gelatinosa que evita a dor e outras manifestações. Mas, ainda são substâncias experimentais. O que eu uso mesmo é um remédio importado da Coreia do Sul à base de fenilorganotripsinase injetável, via intravenosa com soro glicosado infiltrado de cobre e moléculas ferrosas ativadas. Acaba com a dor. - finalizou.
Assustado e com cara de paisagem pensei que na flor dos meus quarenta anos, vivia tomando tomando chazinhos caseiros que julgava infalíveis! Fiquei na minha e de mansinho fui levantando e me despedindo:
- Bem, minha senhora, vou para casa tomar meu xarope de mel com agrião, pois estou querendo ficar resfriado...
- Homem, não vá se enganar, tome um remédio decente...
-Não, obrigado, eu ainda sou muito tradicional, nestas questões de saúde, tchau-Saí meio desmoralizado.
Ao distanciar-me, virei-me para traz e ela ainda estava balançando a cabeça, em sinal de absoluta e definitiva reprovação ao meu conservadorismo farmacológico e minha ignorância ao novo arsenal medicamentoso.

Aliás para ser sincero, uma coisa eu concordei com ela,pois nunca gostei mesmo de tomar o tal ,chá de picão!

POR FAVOR,UM POUCO MENOS DE UM POUCO MAIS!

                

                                                                

É inegável que certos eventos ditos rádio televisivos chegam por vezes ao extremado ponto de nos deixar nervosos e nos mexendo mais na cadeira, do que minhoca em areia quente debaixo de sol escaldante.
Certas coisas nunca funcionam como, por exemplo, entrevista com jogador de futebol e não funcionam, algumas vezes pela aterradora incompetência dos dois lados, seja do repórter que pergunta por que o time do tal jogador perdeu e mais terrível ainda a resposta dada.
Ora, se jogadores de futebol pudessem responder e acertar a estas perguntas os times deles jamais perderia. A resposta teria que ser sempre: Perdemos porque fizemos menos gols do que o nosso adversário e ponto final.
O show de erros e verdadeiro filme de terror, no entanto, fica por conta dos que transmitem e comentam o jogo de futebol.
O que transmite sempre se apoia no comentarista para elucidar o que às vezes é impossível, pois se trata de um jogo e como tal o imponderável será sempre o responsável por vitórias ou derrotas.
E estes tipos de profissionais ao longo dos anos, vão desenvolvendo formas anacrônicas de se expressarem, até chegar neste momento, por exemplo, de absolutas repetições e análises enfadonhas como esta na qual o locutor esportivo pergunta para o comentarista de determinado jogo o que está faltando?


Locutor- Em sua opinião, não está faltando um pouco mais de empenho dos jogadores, não está havendo um pouco menos de interesse não seria necessário um pouco mais de vontade?
Comentarista- Exatamente, um pouco mais de empenho e certamente um pouco menos de certeza que o jogo já está ganho, até porque um pouco mais de luta e um pouco menos de “salto alto” levaria a um melhor resultado, pois um pouco menos de certeza que serão os vencedores ira trazer a certeza de que um pouco mais de gols podem ir parar na rede adversária, com um pouco menos de esforço físico.
Locutor- Concordo e é esta questão de um pouco menos de vibração em campo é que está contribuindo para um pouco mais de risco de perderem o jogo.
Comentarista- Sem dúvida e basta verificar que um pouco mais de coração no jogo, um pouco mais de entrega no jogo, um pouco mais de brio em disputar as jogadas, seriam as respostas para estes momentos até aqui de um pouco menos de falta de espetáculo que estamos assistindo, um pouco menos de bolas paradas e um pouco mais de bola em jogo, um pouco menos de faltas desleais e um pouco mais de competitividade, um pouco...

Começou a me dar sono e então, mudei de estacão!


A DIETA DA MODA.

                          

Vivemos numa era moderna e pródiga em fórmulas, receitas, métodos e dietas de todas as denominações desde as mais simples como a dieta do ar até as mais complexas, tipo: Substitua a comida pela luz solar.
O mais extraordinário é que nestas dietas milagrosas, o que antes podia, agora não pode mais, e o que pode, só pode se puder ser, nas condições diferentes da época em que podia.
Difícil, não é?
Ora, então não pode!!!  Pra não dizer outra coisa.
E os extremistas das dietas?
Nossa é uma legião absurda de gente seguindo as orientações das pessoas menos recomendadas a partir inclusive das suas próprias experiências como, por exemplo, a daquela nutricionista que pesava cento e vinte e sete quilos e naquele auditório de gente que não tinha o que fazer, ensinava a dieta: Como não passar dos 68 quilos. E aquela enganadora, ainda tinha escrito um livro sobre o mesmo título.

Entusiasmada por nesta nova onda de maneiras infalíveis de ter sempre um corpo cem por cento perfeitos, com aquilo no lugar certo e aquilo outro também, que Selenia Albuquerque uma mulher muito exigente com sua estética, foi fazer um curso que segundo anunciado em jornal de grande circulação nacional seria rápido e objetivo.
E lá foi ela.
Bem vamos ser objetivos: o curso rápido levou oito meses e ao final de todos os relevantes ensinamentos ali absorvidos por ela, foi pela primeira vez a um restaurante.
Sentou-se e o garçom lhe deu o cardápio, o que ela recusou e dirigindo-se para o profissional gentil e sorridente disse:
-Por favor, traga-me quatro copos e duas taças...
-Pois não senhora e o que mais?
-Traz também uma jarra com água sem ser gelada, outra gelada, por favor.
-Pois não senhora – disse o garçom mais desconfiado do que aquele cara que é casado como uma mulher muito gostosa, pois, sabe que uma mulher muito gostosa é igual à melancia e nenhum homem consegue comer uma melancia sozinho.


-Só garçom. Hoje vou fazer uma ingesta variada em variados tipos de copos e taças, de águas em temperaturas misturadas aleatoriamente desde as mais tépidas, leves e sutis até aquelas com a temperatura que não ultrapasse a vinte e dois graus centigrados, conforme aprendi.
-Vai querer termômetro, senhora? - Perguntou o garçom explodindo de raiva por dentro.
-Não obrigada.
E ao sair, pensou o garçom, consigo mesmo que, ela bem que poderia ter pedido um termômetro para enfiar no rabo!