HUMOR EM TEXTO BATE RECORDE DE VISITAÇÕES.




HUMOR EM TEXTO BATE RECORDE DE VISUALIZAÇÕES EXIBINDO CAPÍTULOS DO LIVRO HÁDESER: O PAÍS DO FUTURO.

VOU DESTACAR AQUI EM FORMA DE AGRADECIMENTO, QUE  A ESTATÍSTICA OFICIAL DO BLOGGER, RESPONSÁVEL PELA MANUTENÇÃO DE TODOS OS BLOGUES, REGISTROU SÁBADO,17/06 ,  A VISITAÇÃO DE 572  AMIGOS E TAMBÉM DOS NOSSOS 2060 SEGUIDORES.

MEU EMOCIONADO MUITÍSSIMO OBRIGADO A TODOS OS MEUS QUERIDOS E FIEIS SEGUIDORES.

TENHO CERTEZA DE QUE ISTO SE DEVE AO RECIPROCO RESPEITO E AMIZADE VIRTUAL QUE SEMPRE ESTEVE PRESENTE EM NOSSOS RELACIONAMENTOS.




                                     
                                                   


                                         CAPÍTULO 8

1(um) apêndice, absolutamente supurado desta imortal obra cujo conteúdo é sobre a grande revolução no eterno país do futuro:HÁDESER.

1(um apêndice) - lnformatização de Hádeser.

A maior revolução pela qual passou aquele país situado nos calcanhares do contra‑forte de Aquiles, a noroeste de Sunda e sudoeste do arquipélago dos boiboiolão (mistura de touro boiola com vaca sapatão), foi sem dúvida nenhuma o advento da máquina de fazer corno: o computador. Era, também, denominado pelos mais excêntricos de “personal computer”, vulgarmente chamado pelos iniciados em informática de: PC.
Desde cedo os puristas da língua hadeseriana aprenderam que esta nova ciência emergente era designada por uma palavra que jamais deveria ser separada em silabas, principalmente, naqueles exercícios imbecis aos quais as criancinhas eram submetidas nas escola, pois, poderia gerar um certo mal estar. Aliás segundo os puristas da língua Hadeseriana, outra palavra indesejável entre os gramáticos da época era esta: “submetida”, explicavam os doutos escribas hadeserianos que “submetida” só deveria ser aplicada às mulheres cujos homens que com elas dormiam não davam conta da sua satisfação matrimonio – sexual. De qualquer maneira sempre apareceriam em alguns periódicos jornalísticos, as indesejáveis e proibidas separações silábicas em alguns textos menos sóbrios e que redundavam nesta excrescência gramatical, como por exemplo: com – puta – dor. Destacamos um trecho a seguir de emérito membro da Academia Hadeseriana de Letras, Prof. Arregaça Pupilas, a seguinte e lapidar análise: “Mesmo com meretrizes em profundo estado de sofrimento não lhe deve ser atribuída o fato de estar com- puta- dor. Costumo sempre dizer ‑ finaliza o Prof:” existe muita confusão em certas áreas da cultura e ciências humanas, por exemplo: uma grande diferença entre erotismo e tara, resume-se no fato de que, quando você usa uma pena de galinha para excitar‑se é uma prática erótica. No entanto, quando você enraba a galinha, pode estar certo de que isto é uma tara”. 

                                                                  

Análise gramatical à parte, a grande verdade é que a informática era a maior coqueluche da nação depois de bunda, futebol, carnaval e corrupção. Em cada lar, poderia faltar pai, mãe, geladeira, estas coisas de menor expressão, porém, um computador era sagrado.
Homens jovens e mulheres velhas e vice‑versa, assim como meninos imbecilizados pela própria natureza do menino imbecil, e meninas princesas pela própria natureza da menina princesa, viam no computador o céu, a terra e o mar. Eram capazes de ficar horas e horas em frente ao referido jogando aqueles joguinhos de uma forma interminável. E se, era bom, para o menininhos e menininhas que paravam de encher o saco da vizinhança com aquele som estridente que eles chamavam de “som pauleira”, por outro era um verdadeiro horror para as mulheres que ainda se contentavam com um único membro provedor para os seus mais legítimos e inadiáveis desejos e satisfações sexuais. E neste particular o processo de informatização de hádeser provocou um intenso e inesperado surgimento, atípica para a machista geração daquela época: a proliferação descontrolada de cornos! Bem, talvez por isso mesmo, “ou por uma pequena distorção do processo de aquisição do conhecimento informacional e plural, do contexto semi‑híbrido, ou mistura de ciência com exageros à parte”, como diria o maior analista de informática de hádeser, Dr. Prof. Myravideo Download da Silva, emérito e consagrado titular da Cadeira de Palha, da Universidade de Assuntos Informatizados ‑ UAI. 
Aliais a maior veleidade daquele emérito era o de fazer imensos discursos sem falar absolutamente nada. A tese deste preclaro intelectual de cor negra, sempre muito elegante, era muito simples e objetiva, pois se baseava no processo da “compulsividade de atitudes continuadas”. Na realidade, esta era uma síndrome que acometia o computófilo e que se assemelhava à doença daqueles compulsivos que comiam amendoim ou bombom: impossível comer só um!
O computador exercia urna espécie de clima alienante da realidade “real”, falando, de uma forma bem realística!
O individuo entregava‑se ao computador e esquecia das contas, do sexo, das dívidas e do sexo, do sexo e das contas, e das dívidas das contas e do sexo. Ora bolas, afinal de contas ninguém aguenta tanta dívida! E ali ficava em estado letárgico por muitas semanas. Quem não gostava de tomar banho, não tomava. Quem não gostava de trabalhar, não trabalhava. Quem não gostava de sexo, não fazia. Daí o grande número de cornos, pois as mulheres esperavam uma semana, duas, seis meses. quatro anos... Ai, já era! Os teclados destas magníficas máquinas em alguns lares eram verdadeiras lanchonetes, pois entre uma tecla e outra você poderia encontrar facilmente restos de maionese, pedaços substanciais de salaminho, películas de azeitonas, partes robustas de alimentos caídos e grudados,nele. Em casos extremos,mais frequentes até células de espermatozoides liofilizadas.
Em rápidas palavras era mais ou menos assim, que funcionava a coisa. Ou melhor: era assim que a coisa se lambuzava.
                                                               


Uma das verdadeiras loucuras do hábito diário de lidar com o computador era que o Hadeseriano podia navegar pelas Web`s da vida e, enquanto uns emporcalhavam os teclados com tanta comida outros, esqueciam até mesmo de comer. Consta da literatura especializada da época e comprovada pelo Dr. Prof Myravideo Sansung, primo irmão do Prof. Myravideo Download da Silva, que determinado cidadão ficou quatro anos, seis meses e quinze dias sem comer, morrendo, após esse período. Segundo o laudo dos médicos trapalhões do Hospital de Base de Brasíliandia, a “causa mortis” declarada foi: caxumba! Este contraditório laudo foi assinado pelo Dr. Prof. Tirocarnegão Comdente e de origem italiana, que por nunca ter conseguido fazer uma massa de pizza ‑ que sua avó teimava em ensinar‑lhe ‑ foi deportado para Hádeser tornando‑se um médico neurologista e cirurgião e especialista no manuseio de massa... encefálica!
O certo é que o surgimento da informática alavancou um excepcional período de grande desenvolvimento para aquele país, pois as pessoas que antes passavam fome agora poderiam comer sites com batatas fritas e ou hamburgers de bites à vontade, acabando‑se desta forma criativa com aquele horroroso flagelo de miserabilidade protéica que assolava a região de hádeser setentrional ou meridional, do oeste. Não me lembro bem. Alguns preferiam achar que era um exagero aquela onda de fanatismo computadorizado no país, mas eram logo seduzidos, pelo pai e avô da máquina infernal: o Sr. Bull Geytes, dono da única fábrica de calcinhas ‑ desculpem a nossa falha de digitação ‑ de software do mundo até então conhecido. Era a maior riqueza do planeta.Segundo relatos da famosa antropóloga Dulce Charmoso, o trilhardário Bull Geytes morreu defecando no seu castelo de férias em New Éguas Village, próximo de Cascaduraland City, aos 32 anos. Muito novo! Consta que estava lendo o seu próprio livro intitulado "Como conquistar a imortalidade", publicada pela Editora Siliconvalley. 
Conta‑se que em vida o sr.Bul Geytes gostava muito de fazer caridade e seu mais notável gesto de grandeza e desprendimento ‑ enquanto a maior fortuna reconhecida da época ‑ foi doar dois computadores para cento e cinqüenta e seis escolas de áreas carentes da periferia da cidade São Paolo, qual seja Cubaton, a cidade fuligem. Seus alunos podiam vê‑lo, mas somente  exposto em cima da mesa da diretora, de seis em seis meses. Um ato de extrema generosidade, que mereceu do Sr.Bucha, presidente dos Estados Coesos o Premio Hamburgão. afirmando que “são atitudes como estas, singelas, sutis, práticas, carinhosas, pedagógicas e criativas que contribuirão de exemplo para que as crianças pobres do futuro saibam que a alimentação e informatização é igual à porta estreita do Bank of América. Pouquíssimos tem acesso"

                                                                                           CONTINUA.

JULGAMENTO DE TEMER VIRA UMA GRANDE SACANAGEM!


E COM MOMENTOS DE MUITAS RISADAS E DEBOCHES...


                                            
DO POVO BRASILEIRO É LÓGICO!!!
                                     

 NOVO CAPÍTULO DE HÁDESER AINDA ESTA SEMANA.


                      HÁDESER ,O PAÍS DO FUTURO            
                                          CAPÍTULO 7     
                                       

              FINAL DA ENTREVISTA DA TV GOELA

.... a faculdade está fechando, acho que vou ter que ser mesmo é Bacharel em Direito…
Entrevistadora da Goela – Claro, claro agora você está me parecendo uma pessoa lúcida, sensata, bem falante, lógica, humana, solidária, empática e justa.Afinal todo mundo aqui em Hádeser é advogado ou advogado!
Estudante – é vou ser advogado…
Entrevistadora da Goela – E depois de formado como pretende comer, vestir-se, essas coisas banais, corriqueiras das quais infelizmente não podemos abdicar?
Estudante – Talvez vendendo Carnet.
Entrevistadora – Sim, é lógico, Carnet sempre foi um bom negócio. Excelente sua opção muito inteligente!
Estudante – Pois é, eu acredito no futuro de Hádeser. Esta Nação tem tudo para ser grande. Seu povo, suas riquezas naturais, suas dimensões territoriais, seus lagos, seus rios, suas cascatas, seus minérios de ferro, ouro e este povo generoso, amável...
(Entra em cena novamente o agente MS - Máxima segurança- do Conareal-Comitê Nacional pró-realidade) a imagem treme, a repórter corre,o estudante corre, o câmera corre. Há alguma coisa na mão do agente MS. A imagem está distorcida, parece uma… orelha! Não, é parte de uma orelha. A imagem está horrível, o segurança cospe, continua cuspindo. O câmera tenta “closes” do chão. Consegue-se ver pedaços de orelha no chão. Some a imagem. Escuta-se o segurança gritando: futuro é uma porra! Fala da nossa Modernidade, fala da globalização, esqueça o ufanismo idiota, senão eu te mato!
Reaparece a imagem
(Na verdade o que estamos vendo neste trecho da fita é uma seqüência de entrevistas da TV Goela).
Entrevistadora – Estamos nesta sala de aula e vamos entrevistar um professor. Qual a sua matéria?
Professor – Álgebra
Entrevistadora – Quanto o Sr. Ganha?
Professor – Eu pago para ensinar álgebra neste país desgraçado, inculto...
Entrevistadora – Paga quanto?
Professor – Olha,eu sempre quis lecionar. Acho nobre o papel social do Professor, o magistério sempre foi minha paixão. Tenho certeza de que fora da educação não há solução. Não adianta você construir usinas atômicas se não existem mais do que 2 (dois) físicos nucleares em Hádeser.
Entrevistadora – Será que chega a isto tudo?
Professor – É estimativa. Um deles eu conheço é meu vizinho o outro deve existir. Sempre existe um outro, nós não temos estatística. Bem, como eu acredito nisto, durante o dia eu trabalho numa multinacional e à noite pago para lecionar álgebra.
Entrevistadora – Então é uma espécie de investimento indireto do capital estrangeiro na área educacional de Hádeser! Eles pagam o Sr. de dia o Sr. retribui de noite!
Professor – indireto para o país. Direto para mim. Eu me estrepo. A nação me estupra!
Entrevistadora – E você ainda insiste…
Professor – Isto porque eu tenho confiança no nosso futuro glorioso, somos um país rico fértil, temos reservas minerais que saciarão as necessidades do mundo. Nossos campos tem mais flores e darão um dia todo o alimento necessário para matar a fome da humanidade. Oceanos pródigos em peixes, verdadeiro milagre da multiplicação…
(Neste momento da entrevista ouve-se um grito desesperado da repórter que, em tom de súplica, berra junto com o professor : Não, porrada não!)
A seguir ouve-se um barulho seco, oco, firme, típico de soco nas vísceras ou pontapé no pulmão. A imagem é muito confusa,novamente. Aparece uns dizeres que estão inscritos nas costas de alguém… MS. É isto, são novamente os agentes de Máxima Segurança do Comitê Pró-Realidade – Conareal que entraram, mais uma vez  em ação. 
-Fala Modernidade! Modernidade! Modernidade e globalização seu retrogrado- exigia os guardas do CONAREAL verdadeiros brutamontes da legalidade Hadeeriana contra o futurismo indesejável, praga que fazia daquela nação não olhar pra o presente das suas existências e ficar confiando no futuro, futuro,futuro...
Muita gritaria. Muita confusão. Só conseguimos escutar frases soltas como:
“aí não, pode aleijar o cara” ou “Isso, vai arrancando. Arranca tudo! Deixa ele careca!” ou “Futurista sórdido, futurista sórdido”, “está bem, enfia isto em qualquer olho deste professorzinho terrorista”, “deixa ele aí mesmo. Só esconde os dedos ali no jardim”, “os dentes pode deixar aí mesmo”, “leva a calça dela. Não, o sapato não”, “Querida olha ali o nosso ex-professor”.-
-"Porque você não falou modernidade e globalização professorzinho? Chorava uma aluna!

Fica bem claro. Muito bem explicado. A atuação dos Agentes MS do Conareal era realmente pronta e eficaz na mais dura repressão aos “Futuristas”, opositores da modernidade já, da globalização já, e que ficavam se enganando que no futuro Hádeser seria a maior nação do mundo.

                                                                                                   Continua...

                                                                     Capítulo 6

                    AS ENTREVISTAS DA TV GOELA

No final destas entrevistas da TV Goela,será percebida efetivamente, a plena atuação do CONAREAL-Comitê Nacional pro-realidade , órgão do governo criado para desestimular qualquer assunto ou comentários entre os cidadãos sobre Hádeser ser o país do futuro ou qualquer outra insinuação que viesse a ferir aquilo que estava absolutamente, proibido naquele país e que, buscava orientar o povo para a realidade e não, ficar deitado em fantasias esplêndidas, por todo a eternidade.
A gravação é de ótima qualidade e nela pode-se compreender os conflitos internos daquela nação.


O cenário é uma humilde residência na periferia da cidade com algumas valas negras à porta. Magérrimos cachorros vadios circulam à procura  de qualquer coisa: um braço, uma perna, enfim, algo substancial e sanguinolento que pudesse lhes minorar a fome. Crianças aparentemente gordas, mas na realidade, patologicamente barrigudas, extraordinariamente implodidas por vermes das mais variadas categorias e espécies, com olhares carentes, exultam com a novidade da presença da Televisão naquela localidade.
Diz a entrevistadora que estávamos vendo a ciranda da miséria. A entrevistadoras da TV Goela aproxima-se do ancião octogenário e inicia a entrevista.

-Entrevistadora – Desde quando o Sr. Tem notícia de que Hádeser é o país do futuro?

-87 anos - Meu pai já escutava do meu avô uma história contada pelo meu bisavô que a ele chegou através do meu tataravô. Dizia que no “Grande livro dos Ancestrais – espécie de Bíblia dos Hadeserianos– havia menção de que o nosso país estaria predestinado a ser a maior nação do mundo. Nós acreditamos nisto, sinceramente! Para nós  Hádeser é a Terra Prometida. Minha mãe conta que quando eu nasci o Presidente da época, num discurso quente, explosivo e principalmente inflamado, por coquetéis Molotov, jogado em cima do palanque, afirmava aos operários da Região do DEF ,grandes centros metalúrgicos da região, cujas siglas eram das cidades: Delfinia, Enrycochas e Foice que: “nossos irmãos dos Estados Coesos acreditam firmemente ser esta nação predestinada a liderança do “Grande Continente” face às suas inesgotáveis potencialidades naturais, seu povo ordeiro e pacífico, conseqüência étnica singular da síntese de raças maravilhosas…”

Entrevistadora – Mas, esse negócio do Grande Livro dos Ancestrais é um blá-blá-blá inconcebível, cheio de ufanismos e otimismos exagerados, chega a ser herético...

-87 anos – É minha filha, e bota heresia nisto! Na minha idade lhe confesso, já perdi as esperanças de ver Hádeser como a  “Grande Nação”, sonho dos nossos antepassados. Mas, você ainda pode pegar- termina então com aquela frase fatidica.

E neste exato momento um cidadão entre em cena, um verdadeiro “armário” que dificulta a imagem face a imensa envergadura das suas costas. Era um agente MS (Máxima Segurança) do Comitê Nacional pró Realidade – Conareal, que invade indelicadamente o local, quebrando com uma portentosa porrada uma das câmeras na TV Goela. Some a imagem. Ouvem-se apenas gritos: “Traidor, velhaco, consumista descarado, retrógrado”, referindo-se obviamente ao otagenário naquele momento de ufanismo.Some também o som. É possível que tenha havido alguma abominável atrocidade! A gravação é omissa em relação aos fatos. Retorna a imagem. 
Agora o ambiente é calmo. A câmera percorre absorta lindos e verdejantes jardins. Parece que estamos numa escola ou faculdade. Agora vê-se uma grande placa onde está escrito: Universidade Nacional de Hádeser.
Na realidade, estamos no Centro de Veterinária. A repórter da Rede Goela de Televisão aproxima-se de um estudante baixo, gordo, barbudo com aparência de debiloide (mas, atenção, pode ser um gênio) e pergunta:

-Entrevistadora da Guela – Por que você escolheu veterinária?


-Estudante – Bem, eu queria ser Físico Nuclear mas teria que sobreviver vendendo aipim na feira. Depois pensei em ser Químico, fui desaconselhado pelo próprio Diretor da Faculdade. Pensei então em medicina, aí foram os meus  pais que proibiram dizendo que depois de formado eu seria um eterno endividado,pois o salário de médicos em Hádeser era desprezível e  nem me deixaram fazer vestibular…

                                                                                                   CONTINUA...

HÁDESER - A ORIGEM DO NOME


                                                          Capítulo 5.

HÁDESER – A ORIGEM DO NOME.

Os seus derradeiros habitantes tiveram o cuidado histórico de reunirem toda uma documentação audiovisual gravada em fita cassete, daquelas muito antigas que tinham som e imagem gravados, deixando‑as para a posteridade.
É um testemunho surrealista da sua existência, a todos aos incrédulos e àqueles que só acreditam no que está escrito, tipo filosofia de jogo do bicho e querem ver para crer, no melhor estilo São Tomé.
É a transcrição deste material que se baseia a historicidade de Hádeser aqui narrada.
O nome Hádeser está intensamente ligado a uma verdadeira irritação aos habitantes daquele país quando algum embaixador de qualquer país amigo ou político em missão oficial ou  presidentes de outras nações diziam enfaticamente em entrevistas públicas que, Hádeser era o país do futuro e que haveria num dia muito próximo, alcançar seu merecido desenvolvimento.Irritação maior só era conseguida quando, além desta maldita frase, juntavam-se os elogios sobre as suas deslumbrantes riquezas naturais, seus rios,montanhas, florestas , fauna e flora muito ricas e inexploradas, além dos seus mares intermináveis, sua grandiosidade territorial, a bondade de seu povo,a beleza de sua gente e outras afirmações deste gênero  de rasgados elogios.E quando isto era pronunciado, e desta forma, passava a ser considerado um ato de provocação, oficialmente sujeita a sérias retaliações e pesadas punições, por parte das chamadas autoridades superiores. Foi um trauma adquirido por aquele povo que iremos entender.
Pesquisar o motivo deste constrangimento nacional é encontrar as razões históricas dos freqüentes desentendimentos ocorridos entre Hádeser e os Estados Coesos – EECC. Nação muito unida e a que mais enaltecia às possibilidades futuras daquele povo e sempre apresentava-se como o país "amigo" de Hádeser que sempre procurou ser uma espécie de “irmão mais velho rico e protetor” do povo Hádeseriano e aos quais os Hádeserianos copiavam em tudo, no modo de se vestir, comer, cantavam  suas musicas em frenéticos musicas e mais pareciam macacos de imitação, enfim, culturalmente subordinados!
Todos os embaixadores dos Estados Coesos, quando visitavam Hádeser só comentavam exaustivamente sobre isto apesar de nunca saberem direito qual era a capital de Hádeser e viviam sistematicamente, fazendo negócios com Hádeser e sempre levando o que de melhor existia e deixando só quinquilharias e bugigangas para os nativos.
Foram os Estados Coesos é que criaram entre Hádeserianos uma verdadeira neurose de grandeza inútil e verdadeira rejeição a adjetivos deste Jaez (que palavra!) pois, sentiam-se continuamente elogiados e explorados, não necessariamente nesta ordem!. Durante muitas décadas a menção de “nação do futuro” gerou em Hádeser intensas expectativas. Sucediam-se as gerações e, no entanto tudo que restava era a esperança de ser a “nação do futuro”, “o futuro da nação”, “amanhã seremos" e voltamos a repetir: coisas deste gênero! Criou-se então o Comitê Nacional pró Realidade – CONAREAL- que tinha a incumbência de não deixar o povo iludir-se mais com aquelas menções “honrosas” e enganosas daquela natureza. Então, reprimia, reprimia e reprimia.
O CONAREAL  era uma Secretaria da Presidência da República Hádeseriana com pouquissimos empregados e tralhavam muito, com um rígido horário de trabalho de 08:00 às 08:30 às terças-feiras  com 30 minutos regimentais para lanche.Ou seja, só trabalhavam às terças-feiras! Como assim?
Atendendo aos majoritários apelos da consciência nacional, o Conareal fazia questão que seus 42.600 (quarenta e dois mil e seiscentos) empregados recebessem um piso salarial mínimo e compatível com a natureza transcendente da sua missão, fixado em 200 (duzentos) vezes o salário mínimo vigente. Os cargos de diretoria em número reduzido de 2300 (dois mil e trezentos) tinham tabela especial, aprovada durante Sessão Plenária do Congresso Nacional Hádeseriano que ficava em recesso durante 11 meses do ano fato, também que, nunca ficou efetivamente explicado! 
Dentre as múltiplas funções do Comitê Nacional pró Realidade – Conareal, uma era a de prover aos alunos dos mais diversos graus do ensino de uma matéria que exorcizasse da juventude de Hádeser daquela abominável ilusão de país do futuro e criasse, aí sim, a mística da modernidade, agora, já e que era fundada nas mais concreta e absoluta realidade. A matéria lecionada em todos os graus chamava-se Estudo das Soluções Hádesianas – ESH, na qual a mística da modernidade atual em oposição ao “país do futuro” era ministrada por professores, em geral militares – não desculpem – militantes da ativa filosofia do Conareal.
O depoimento gravado em fita cassete está muito prejudicado neste trecho.O som é muito ruim e a imagem esmaecida! Talvez tenha entrado água na caixa da fita. A imagem some muito. Um desastre. A existência da preocupação governamental era abolir da nação a sempre indesejável perspectiva de um dia ser grande, o melhor, o mais desenvolvido,  e o cansaço e explorado povo Hádeseriano queria efetivamente era o desenvolvimento já. A modernidade!!! Ser globalizado, globalizar, globulhar-se, globulhezar-se…
Tem-se notícia de centenas de manifestações populares pela Campanha do “Desenvolvimento já” ou “Futuro agora”! Modernidade moderna! “Modernismo com moderna modernidade”, “Moderno piu moderno”, “globalização é tudo”, globalizar é globalizar”, entre outras . 
Enfim, o depoimento de um cidadão Hádeseriano. 
Num dramático depoimento deste cidadão de 87 (oitenta e sete) anos, entrevistado pela Rede Goela de Televisão – tinha  este nome nome pois, engolia sempre a concorrência e dominava todas as audiências.
                                                                                 CONTINUA...]
                                                                       

PREFÁCIO PROPRIAMENTE DITO.

HÁDESER-O PAÍS DO FUTURO.

                                                                                          by Paul Tamburrowisk

Capítulo 4

E tudo começou no Período jurássico quando ainda não existia a Praia de Ramos.



Não pense de terno e gravata. Liberte‑se das amarras inconvenientes da lógica formal do raciocínio. Venha conosco ludibriar a chatice da realidade e brincar de fantasia literária.
Se você vive respondendo que está “tudo bem” ao amigo que passa apressado na rua, esquecendo‑se que está desempregado, devendo a todo mundo ou chama a um ilustre desconhecido de “meu amigão” e até de “meu irmãozinho”, ou ainda, se você vive vendendo firmeza e aquela autoconfiança, por vezes só teórica, com a celebre afirmação de “deixa comigo, está tudo sob controle”, então,  sem dúvida nenhuma, você é um tipo especifico cultural de brasileiro deste país. Teu nome é: carioca!
Este ser que se considera completo e, se imagina sempre de sunga na vastidão do mar infinito, pele dourada e impregnado pelo odor afrodisíaco sensual de maresia, e que de forma incorreta (mas, nem sempre) é acusado  de uma certa inaptidão para o trabalho. É este o clima! 
Hádeser quer afastar‑se da presunçosa objetividade. Não encontrarão aqui nenhum rigor cientifico nem histórico! Portanto mergulhem de barriga em Hádeser, pois, estas páginas foram escritas como uma forma derradeira de resgate daquele senso de “carioquismo”- que as balas perdidas não conseguem acertar- que na realidade é a do povo brasileiro e daqueles que ainda cultivam a liberdade e o desapego pela chatice formal, da mesmice contumaz encontradas naquelas obras encadernadas de capa dura e letras douradas.Ao invés da apoteose ao Cartesianismo, vamos bagunçar e, esquecer que somos seres- ladrilhos, irremediavelmente presos nesta parede interminável de compromissos diários.
Hádeser é um devaneio. Um soluço intelectual sem nenhuma pretensão de imortalizar‑se como obra prima, tia, avó, ou cunhada. Você poderá até considera‑la uma obra madrasta, filha bastarda da intelectualidade carrancuda que se alimenta da ingestão compulsiva do chopinho e falar sobre miséria em mesas perdidas nos bares da moda, nos quais se endireita o mundo na teoria e, inundam-se os mictórios, na prática. E haja limão ou naftalina para melhorar o ar ambiente!
Hádeser pretende inaugurar a literatura amante, ou seja, pouco compromisso e muito prazer.

Mas, continuando aqui nossa, necessária e rápida introdução (calma, prefácio!), Hádeser seria mais bem descrita como uma sátira de costumes, isto se tivéssemos realmente a pretensão de adjetivar esta nossa inconsequente e desprezível não‑contribuição ao acervo literário da humanidade. Finalmente, diríamos que, se você é lógico e vive procurando coerência nos fatos, vá ler outra coisa. Que tal o Pequeno Príncipe?

                                                                                                                   CONTINUA.

HÁDESER-O PAÍS DO FUTURO CAPITULO 3



                         A SEGUNDA GRANDE DISCUSSÃO COM A EDITORA.

 A QUESTÃO DA ORELHA


Além de terem mudado meu nome para um que fosse mais atrativo para o marketing e a mídia em geral ,no qual eu deixei de ser Paulo Tamburro para ter que engolir este nome globalizado, internacionalizado  e metido à besta  de Paul Tamburrowisk veio a segunda grande desavença entre este autor e a editora:É que ela queria que o livro tivesse uma orelha e eu achava pela dimensão histórica da obra,deveria ter sim, mas um rosto completo
Em principio recusei‑me a permitir a inclusão de somente uma orelha neste livro. Durante algumas semanas ponderei junto ao dono da editora que Hádeser, nos traria um resgate de um passado absolutamente, desconhecido pela humanidade e pela magnitude histórica dos ensinamentos que aqui serão oferecidos ao grande público e a classe política em geral ‑ que poderão até mesmo servir de balizamento programático para os futuros governos sejam eles de tubarões, lulas, camarões ,peixe espada ou baiacu ‑ este livro merecia ter um rosto completo. repito,e não e tão somente uma simplória orelha.
No entanto, os burocratas de plantão fincaram pé naquilo que diziam ser "norma da editora e impossível de ser alterada". 
Um deles até numa atitude grosseira disse que “era melhor ter a tradicional orelha do que uma cloaca”. 
Como ele me pegou desprevenido com esta palavra fui correndo ao dicionário saber o significado daquele troço e la estava que cloaca é a cavidade onde se abrem o canal intestinal,o aparelho urinário e o genital das aves granivoras em maioria,dos repteis,dos anfíbios, dos peixes cartilagíneos e mamíferos monotremados.
Resumindo:Onde saem as fezes, a urina, o esperma e os ovos.
Após ter aquele choque de constrangimento com a contundência comparativa daquela afirmação do conselheiro da editora , reconheci que uma orelha seria o menos pior, pois, espantava aquela indesejável cloaca do meu livro apesar de destruir meu sonho de poder colocar um rosto completo em Hádeser - O país do futuro.

Superado aquele impasse burocrático, afirmo que o livro trata de relatos fantásticos sobre uma antiga nação que existiu, provavelmente onde ninguém sabe e, muito menos de mais nada que possa ser esclarecido. No entanto, o achado do seu material histórico gravado em latim vulgar em varias fitas‑cassetes encontradas na gruta do Pinto Caído no interior do Piaui as quais mandei traduzir, contratando um seminarista que me cobrou duzentas e oitenta e cinco velas daquelas  imensas que duram 30 dias, por cada hora de gravação, irá revelar uma nação como nunca, outra existiu. 
Paguei sem regatear, apesar dele ter declarado não saber o que faria com tantas velas e tão grossas,caso não obtivesse êxito como seminarista. Afinal, enfiar aquilo tudo onde? Deixou de ser problema meu!

Hádeser é um épico da esculhambação sócio‑politica e econômica de uma época tão pretérita ‑ se você não conseguiu entender o significado desta palavra sugiro procurar uma revista em quadrinhos e que só tenha quadrinhos ‑ mas que em vários momentos parece ser aqui e agora. A devassidão das atitudes em todos os setores da sociedade Hádeseriana supera em muito as verificadas nas torcidas organizadas nas arquibancadas do Maracanã ou das maracutaias políticas brasileira. É um livro de leitura obrigatória para todos os nativos que sempre ouviram, continuam a ouvir e, pelo jeito ouvirão ainda por muito tempo, esta secular, irritante e despudorada frase “de que seremos o país do futuro”.
Confiram na história de Hádeser as verossimilhanças com algumas nações contemporâneas nas quais, ou você já ouviu falar ou encontra‑se milagrosamente sobrevivendo, como um cego, surdo,mudo ou imbecilizado socialmente.
O que absolutamente, não é o seu caso, o meu,enfim o nosso caso!
                                                                                                             CONTINUA...

HÁDESER O PAÍS DO FUTURO: CAPITULO 2.
                                                            by Paul Tamburrowisk



DESCRIÇÃO SUMARÍSSIMA E EXPLICATIVA SOBRE A BUROCRACIA OPERACIONAL E TIPOGRÁFICA, QUE ENVOLVEU A ESCOLHA DA CAPA DESTE LIVRO E AS PENDENCIAS JURÍDICAS -SEMPRE EM MODOS IN REBUS - QUE ESTIVERAM EM OPOSIÇÃO.
AGORA, IMAGINEM O QUE AINDA VEM POR AÍ.


A RAZÃO ESSENCIAL DA QUESTÃO: PODERÍAMOS COLOCAR O MAPA DO BRASIL DE CABEÇA PARA BAIXO NA CAPA DO NOSSO LIVRO?

                                          
                                                     HÁDESER :O PAÍS DO FUTURO!


  


Foram propostas vários tipos de ilustrações e qualidade de materiais para a elaboração da capa deste nosso livro.
Em princípio, não gostamos de nenhuma.
Das sugestões apresentadas, todas foram deletadas, isto porque, sempre acreditamos que esta obra merecia algo muito melhor, e optamos, ao invés de capa, por um guarda-chuva. É verdade que jamais deixaríamos de considerar, também a hipótese de um belíssimo manto aveludado, podendo também fazer concessões para as elegantes galochas usadas em grandes, médios ou pequenos temporais pelos mais precavidos e, a qualquer tempo pelos imbecis. E o que é um imbecil? A definição clássica de imbecil é aquele tipo de personagem que, geralmente apresenta-se com um ranho amarelado na borda dos olhos e uma gotícula de cuspe espumante branco nos cantos da boca.
Sempre fomos da opinião que capa fica muito bem em jogador de futebol sentados no banco de reservas.Porém a empresa contratada por nós e que ganhou licitamente a licitação licitada ilicitamente...Êpa, what porra is that? Espera aí.Ganhou lícita ou ilicitamente? Realmente, não seria nesta nossa contratação em particular, que deixaria de haver uma bulha,sinônimo de confusão geral e, até um certo cheiro de corrupção explícito, no ar.Para dirimir dúvidas existentes sobre a matéria licitatória,resolvemos solicitar parecer consubstanciado do advogado o Dr. Roubamos leys, Chefe da seção jurídica da nossa empresa e que esclareceu-nos o seguinte: 
Existe uma lei de número 84765896345/ 2007  que combinada aos artigos 28 a 1543 da Constituição Federal da nossa república e , atrelada aos incisos 12 ,14 a 197 do Código Canônico, editada na Bula do xarope (desculpem falha de digitação) Bula Errata do ano de 1567 pela Camerata de Viena em lá sustenido menor, e outros diversos andamentos como o alegretto e o alegretto non tropo que autoriza nossa pretensão de virarmos o mapa do Brasil de cabeça para baixo e termos sim uma capa para o nosso livro.

Portanto, finaliza o Dr. Roubamos que existe uma lei clara, concisa e objetiva sobre a matéria em discussão, não cabendo recurso de nenhuma das partes litigantes sob pena de sério atentado a jurisprudência estabelecida. 
Desta forma é inevitável, segundo o Dr. Roubamos que o nosso livro tenha capa e não galocha ou guarda-chuva como tantos outros desejavam. Nossos opositores não aceitaram as explicações, segundo eles um pouco confusas, do emérito tribuno, resolveram apelar para a Suprema Corte e, receberam a informação sumária que a decisão definitiva em caráter irrevogável -apesar do pedido de urgência urgentíssima- seria proferida daqui a sessenta e seis anos quatro meses, vinte e dois dias, catorze minutos e uns poucos tantos segundinhos.Ou seja, esta é o tipo da  decisão  jurídica que só os bisnetos dos meus opositores, irão tomar conhecimento.Irão?

                                                                                      CONTINUA...

HÁDESER: O PAÍS DO FUTURO!


                                 
Contaremos aqui em capítulos a história de Hádeser, um país imaginário no qual suas vísceras, mazelas,erros  e pouquíssimos acertos serão aqui narrados para a posteridade.
Hádeser é a história de um país real imaginário e o autor teve seu nome mudado pela editora, pois achavam que Paulo Tamburro não ia cair bem, pois não agregava marketing e então, inventaram algo mais globalizado sob a alcunha de Paul Tamburrowisk.
                                             

                                                       HÁDESER CAPÍTULO I
                                                                                            by Paul Tamburrowisk.

O AUTOR: Paul Tamburrowisk teve pneumonia aos seis meses, além de otite,amigdalite,sinusite,asma, catapora,varíola, coqueluche e varicela. Quando criança possuía também muitos furúnculos nas nádegas que só saravam quando era exprimido o carnegão. Espinhas no rosto eram mais abundantes do que as estrelas da constelação de Orion ,consequência de seus hormônios explosivos e  das tentações do sexo oposto, principalmente, da sua empregada doméstica Jacyra, cabocla baiana bunduda e inspiradora dos seus primeiros  ensaios na área do sexo solitário e muito mais tarde, por pena dela tanto ver o autor deste livro contorcer-se sozinho, Jacyra resolveu abrir-se.E abriu!
Quando estudante contraiu febre amarela,verde , azul e branca além de um passageira febre tifoide.
Diplomado em varias faculdades nas quais aprendeu um método fácil de levar a vida que eram as técnicas de "colar", técnicas estas  que sempre julgou ser a moderna e acelerada forma de passar de ano. Heterossexual assumido, tendo nascido no ano em que foi parido.Como todo pseudo intelectual vive namorando a esquerda , a direita,o centro, mas prefere namorar mesmo dentro de um Hotel Popular anteriormente destinado a mendigos.E após estas intermináveis noites de orgias subvencionada pelo Estado,toma seu café da manhã e almoça no Restaurante Popular.Usa Vale transporte,Bolsa- escola,Bolsa -família,Bolsa medicamentos, está inscrito nos Programas favela -bairro e Casa-para-todos. É sócio honorário do Programa Fome -zero que apesar de extinto, entrou na justiça e garantiu a continuidade desta generosidade do poder público para si. Conseguiu!Sua grande esperança é que nos próximos meses seja criado o Ticket-Ferrari,que sempre foi o seu grande sonho de consumo automobilístico.
                                                           
                                                        GÊNESIS DE HÁDESER

E TUDO COMEÇOU NO PERÍODO JURÁSSICO QUANDO AINDA NÃO EXISTIA A PRAIA DE RAMOS.

                                                   Mapa físico de Hádeser.

                                                                                  CONTINUA...

CENTRAL DE ATENDIMENTO OU NUNCA FUI TÃO "SENHOR" NA MINHA VIDA!




                                                            
Hoje já temos quem nos ouça. As empresas se estruturaram com sofisticados call-centers. Atendentes são treinadas, para além de chamá-lo de senhor exaustivamente e quem sabe, eventualmente, resolver seus problemas. Aliás, este era o caso. Meu cartão de crédito solicitado há vinte e sete dias, ainda não tinha chegado às minhas mãos. Então vamos aproveitar a tecnologia e a comodidade, colocadas à nossa disposição:
-Nagoya, boa tarde, em que posso servi-lo, senhor?
-Nagoya? É Nissei? – perguntei pra quebrar o gelo.
-Não senhor, Sansei. Qual o problema senhor?
-Eu nunca acerto... -respondi  com um sorriso amarelo e quase me desculpando.
-Em que posso servi-lo, senhor?- E ela queria mesmo atender este senhor aqui!
-É o seguinte, meu cartão de crédito ainda não chegou e eu já pedi há algum tempo.
-Pois não senhor. Pode me confirmar alguns dados, senhor?
-Quais?
-Nome do seu pai, nome da sua mãe, sua data de nascimento e número do seu CPF, senhor.
E então, eu disse tudo que sabia. Se mais não disse, é porque não fui perguntado.
-Obrigado senhor. Seu cartão de crédito é Estendido Premium, não é isso senhor?
-Estendido?
-Correto senhor, tem um chips amarelado, correto senhor?
-Deve ser, eu pedi e ainda não chegou, portanto não sei dos detalhes.
-Os detalhes são estes senhor. Então senhor, infelizmente não é aqui, só atendo cartões Econômicos, sem chips, senhor. Vou transferi-lo para o setor responsável, senhor.
-Nagoya...
Já era! Bem que tentei. Imediatamente outra atendente na linha.
-Meu nome é Ruth, boa tarde senhor, em posso servi-lo, senhor.
-Ruth da bíblia?-brinquei para quebrar um pouco minha tensão que já dava sinais de sobrecarga na minha rede de energia elétrica.
-Desculpe senhor, em posso servi-lo?
-É o seguinte meu cartão ainda não chegou é Estendido Premium, com chips, exatamente com o que você trabalha, segundo informou sua colega.
-Exato senhor. Pode me confirmar alguns dados, senhor?
-Confirmar não, eu posso reconfirmar, pois sua colega já me pediu.
-Desculpe senhor, mas é para sua própria segurança. Nome do seu pai...
Estava certo. Atualmente nunca se sabe quem é o interlocutor. E lá estava eu repetindo tudo de novo. Mas afinal era para minha segurança...
-Obrigado senhor. É com o titular que eu estou falando, senhor?
-É. Pensou que fosse o “Ricardão”?- Brinquei de novo e ela nem notou.
-Um momento senhor.
Após “uns momentos”...
-Senhor, quando o senhor, pediu o novo cartão, senhor?
-Tem uns vinte dias.

                                            



-Engraçado senhor, não consta no sistema, senhor.
-E que graça tem isto? – notem que desta vez eu fui às forras!
-Desculpe senhor, vou transferi-lo para o setor de emissão de novos cartões Estendido Premium, com chips, senhor.
-Mas Ruth?
Novamente, não consegui pegar e uma nova atendente, no entanto com a presteza habitual já se apresentava.
-Esther, boa tarde, senhor? Em que posso servi-lo, senhor?
-Como assim?O velho testamento está todo trabalhando aí. A bíblia está toda reunida aí?
-Como senhor, não entendi...
-Deixa pra lá...
-Em posso servi-lo, senhor?
E então, com já havia decorado direitinho o meu texto, disse-lhe tudo rapidinho.
-Ok, senhor pode me confirmar alguns dados, senhor?
-Não, não posso. Tenho amnésia, Alzaimer, arteriosclerose, e estou tendo um AVC- explodi sem ter mais saco para nada!
-AVC, senhor?
-E olha,Quer saber de uma coisa?
-O que senhor?
-Você podiam até me chamar de “brother”, “amigão”, “cara”, “mano”, “maluco”, ”tio”, mais cacete se resolvessem o meu problema,não teria problema
-Senhor...
 Fui mas rápido. Ela ficou falando sozinho.
Algum tempo mais tarde, já tendo me vingado suficientemente das atendentes, do sistema, do call-center, enfim, verifico que ainda estava com o mesmo problema. Que bobagem tinha feito, por um simples prazer, fui fazer minha atendente infeliz, com diria Jamelão no clássico: Matriz e filial.
Voltei a ligar:
-Jesus, boa tarde. Em posso servi-lo, senhor?
-Quem está falando?- perguntei incrédulo!
-Jesus, senhor!
-Senhor, eu? Quanta humildade sua!- respondi quase me ajoelhando.

Mas, finalmente exultante e agradecido aos céus pela dádiva concedida, tive a certeza de que agora sim, teria resolvido meu problema, e sem intermediários, pois, Deus é grande, Deus é pai!