IRMANADOS NA DOR.


Uma cidade de duzentos mil habitantes aninhada no Estado de Santa Catarina e que antigamente se escrevia xapecó pela origem indígena do seu nome produziu um time de futebol, sempre considerado pequeno neste imenso e complicado balaio de grandes times de futebol, num país chamado Brasil , cinco vezes campeão mundial de futebol.
Um grupamento de jogadores que vive em clima absolutamente familiar, misturados em campos às suas famílias, e nos jogos, na plateia muitas crianças e casais não raramente abraçados.
Estava começando a voar alto, estes bravos jogadores da Chapecoense, assombrando o Brasil e no futebol tudo aquilo que espanta o Brasil, repercute imediato no mundo.
Até que o pagé de xapecó deve ter adormecido e o pássaro de ferro que levava seus amigos e camaradas, espatifou-se contra os obstáculos que sempre se antepõem aos pobres e pequenos quando estes insistem em botar a cabeça para fora das suas origens.
A Chapecoense estava começando a ficar grande, respeitado por aqui nestas terras Macunaíma e lá fora derrotando ilustres e imensos símbolos do futebol e o último foi o time do Papa,o San Lourenço da Argentina.
Para ser grande o pequeno deve enfrentar todas as mais perversas e ameaçadoras montanhas levantadas pelos poderosos, altas, por vezes instransponíveis, e nesta oportunidade fatal.
Ficaram por ali espalhados no campo indevido, antes de poderem entrar no campo desejado que era o do futebol.
Os pequenos e os pobres na maioria das vezes pagam com as próprias vidas suas legitimas pretensões de serem grandes, admirados e passarem a fazer parte do seleto cadinho daqueles que mesmo podem nunca terem feito gols, mas conseguem suas posições, comprando os juízes.
Foram-se quase todos os jogadores, morte estupida naquela montanha hedionda,jogo que não teve inicio, mas teve o falta fatal da sorte que os derrotou.
Cyro Aranha um conhecido e respeitado brasileiro, quando foi presidente do C.R.Vasco da Gama cunhou esta frase: “Enquanto houver um coração infantil, o Vasco será imortal”.
E hoje, nesta triste data, fica emprestado para toda a população de Chapecó esta certeza.


                                                                           


A MULHER QUEBRA-PEDRA!

                                                                    


Com certeza você já ouviu falar desta plantinha, a famosa quebra-pedra, que em geral sai das juntas dos pisos e paredes, rompendo com facilidade a dureza dos muros de cimentos e até das rochas.
É muito conhecida, e o seu chá é tomado para destruir e expelir pedras ou cálculos renais com eficiência comprovada.
Na vez que eu precisei tomar (tomar não, nem ficaria bem, beber: assim é melhor), unia o útil ao agradável e com o chazinho milagroso eu tomava umas cervejinhas geladas e muito diuréticas, também.

Pois então, aqui começa a historinha de um tal de Lindolfo Apucarana que vivia alardeando
o tamanho e o diâmetro de seu instrumental fálico por ele sempre, exageradamente, qualificado como uma das verdadeiras maravilhas do mundo.

Cecília, sua companheira, vivia sempre muito irritada com as bazófias libidinosas daquele garanhão que ela até achava gostosinho, bom de cama,mas na verdade não estava lá com essa bola toda, pois, era metido pra cacete!

Sem duplo sentido, por favor!

E um belo dia Cecília resolveu mostrar também suas armas e baixar um pouco a bola do fanfarrão Lindolfo Apucarana.

- Vou querer ver hoje se este monumento, como você mesmo diz, verdadeiro obelisco do prazer, na sua irritante concepção, vai dar conta mesmo do recado- desafiou Cecília estufando o peitão, empinando o bundão e fazendo caras e bocas de tarada devassa.
- Vem mesmo, mulher, ta vendo como “ele” já esta? Olha aqui, enorme, verdadeira viga de concreto armado envernizada e brilhando. Eu acho "ele" tão formidável que se eu pudesse comia a mim mesmo - cantou de galo o machão da Cecília com a respiração ofegante e abrindo as narinas como um búfalo no cio.
-Isso mesmo, assim que eu gosto e vamos à festa “seu” viga de concreto armado!
Cecília, tinha resolvido acabar com aquelas fanfarronices do Lindolfo Apucarana e exigir mais dele do que fazem os pilotos de Formula Um quando não querem perder a primeira colocação e atocham o pé no acelerador do carro, só que ela queria mesmo é que ele atochasse muito e demoramente, era aquele tal de Colosso de Rhodes, nela!

Só de preliminares ela provocou tanto tempo que nem parecia que haveria mais o jogo principal e mesmo assim, escutava as provocações do machão:

-Isso, ta vendo como “ele” está? Uma verdadeira rocha, nem as brocas de perfuração de poço de petróleo são mais eficientes. Ta vendo esta verdadeira viga de concreto armado?
Nossa eu nem acredito que tenho mesmo tudo isso!- Falava aquele fanfarrão metido a maioral!

Depois de horas de intensas preliminares veio a “primeira”, e para a “segunda” se viabilizar Cecília nem deu tempo para aquele garanhão provedor respirar e tome mais cavalgada, por trás na frente, na frente por trás, por cima exigindo verdadeira função de bate-estaca do Lindolfo Apucarana e também de ladinho tipo conchinha, de pé, deitado novamente, ela de quatro, de cinco de seis e sabe-se lá de quanto mais o quê!

Finalmente, exausto, sôfrego muito amarelado, ofegante e louco para que o mundo terminasse em sorvete para ele só precisar cair de boca, Lindolfo Apucarana olha para a sua antiga pirâmide e agora só vê uma mirrada minhoca encolhida, esquálida e derrotada.

Cecília, então do alto da sua soberba e provocativas insinuações cutuca o leão, agora quase sem vara:

-Vamos, mais umazinha querido? Coisa rápida. Mais uma horinha e pronto!

Ele com um sorriso maroto de canto de boca, puxou então Cecília para o seu lado e reconheceu:
-Ok, desabou a viga de concreto armado! (risos generalizados)
E para marcar território, como fazem as fêmeas vitoriosas, ela disse:
-À partir de hoje, “seu” viga de concreto armado, metidindo à besta, pode me chamar de Cecília quebra-pedra e baixa tua bola...porque o resto eu já abaixei! (mais risos, agora entre tapas e beijos).
                                                                



DESABAFO DE UM MARIDO TRAÍDO.

                                               

Espero que você tenha tido um excelente final de semana.
Que o tenha gozado e desfrutado intensamente dos sabores da carne..
Continuo desejando que você jamais necessite desta minha medíocre presença, para tornar seus dias, vindouros mais satisfatórios, e assuma definitivamente esta sua opção de comandar orgias canibalescas e antropofágicas de prazeres, entre risos infindáveis e felicidade transbordante.
Acho que esta pessoa que leva você ao delírio, êxtases e arrebatamentos supremos - como se gritassem juntos num gran finale do Cirque Soleil, bravo, bravíssimo! - é plenamente merecedor dos seus mimos, sem lhe dar como sempre fiz, rosas vermelhas ou bichinhos de pelúcia.
Não o invejo, apenas desabafo, pois é lógico que gostaria de entrar para um destes seus programas de inclusão social afetiva, porém , sempre desconfiei que eram somente mais destas bazófias e fanfarrices iguais a destes políticos em palanque eleitoral.
Mas fingi que acreditava em Mamãe-Noel.

Você não deveria ter duvidado que eu fosse capaz de proporcionar-lhe estas setenta e duas horas, que incluirão a sexta-feira, sábado e domingo , com mais competência que este seu mais novo irmão de sacanagem, travestido de Franciscano da Ordem Templária dos Papa -Tudo e você fingindo ser uma versão pós-moderna daquela dadivosa Lady Godiva que pelo seu povo entregou em holocausto sua incontestável beleza nua
Creia, Isabelle Cristine que tudo faço para tentar sentir uma felicidade demasiadamente intensa, por estes momentos que você desfrutará ao lado deste personagem épico do seu merecido filme: O senhor dos seus anéis ...de rubis,brilhantes, safiras e tudo envolto em ouro legitimo de dezoito quilates,que certamente já deve ter conseguido arrancar deste seu grande e novo amor.
Pobre de mim, que nem quinquilharias ou bugigangas que agradem aos mais humildes dos índios, eu possuo ou tenho condições de oferecer-lhe. 
E você é testemunha que eu já antevia esta situação ,pois sempre lhe dizia quanto a minha inabalável certeza de que uma mulher gostosa como você é igual à melancia: nenhum homem consegue comê-la sozinha!
Portanto, não me equivoquei!
Continue acreditando Izabelle Cristine, que apesar de tudo, resta-me a certeza , em saber que pelo menos, você ainda tem espalhado pelo seu corpo, o odor do meu feromônio incrustado na sua pele branca de loira autêntica, conseqüência de esfregaços e pegadas aqui e ali sucessivas, simultâneas e constantes que eu lhe proporcionava, implodindo toda aquela sua sensibilidade.
 Bem, agora vou comprar , dúzias de vidrinhos de chumbinho,aqueles que matam e secam os ratos e ingerir com uma deliciosa Caipira de lima da Pérsia, o que provocará o imediato desprendimento do perispírito deste meu inútil corpo como acreditam os espíritas kardecistas; a alma do meu corpo, segundo os católicos, cantando para subir, para quem for de Candomblé e na opinião dos evangélicos, algo que para mim deverá ser compreendido como uma grande benção.
Aleluia!
Continuo, apesar de tudo, tentando me alegrar em saber que você está plena de prazeres
Verdadeiramente, sinto uma felicidade do cassete, sua vaca safada!
Quer que eu minta?

                                                                     

ESPANTANDO AS MOSCAS!



No tradicional bairro do subúrbio carioca de Ramos, vamos encontrar o casal Florêncio, ambos com mais de setenta primaveras vencidas e a esperança de viverem ainda, muitos outros carnavais.

Ele Florêncio Adamastor , ela Lucia Maria que cresceram juntos, estudaram juntos,e procriaram uma verdadeira ninhada de nove filhos de um relacionamento que já ultrapassou meio centenário.

Casaram-se muito jovens, pois ela sempre despertou nele um apetite voraz e incontrolável, tornando-se premente a necessidade de um enlace matrimonial rápido para uma colheita generosa dos seus frutos.

Lucia Maria, e os seus lábios grossos, olhos verdes encantadores, pele dourada coberta de cabelinhos aloirados tipo pêssego, seios atrevidos e sempre acesos, coxas perfeitas e nádegas arrebatadoras , eis alguns dos quesitos nota dez daquele desfile de escola de samba campeã das fantasias sexuais que povoava a mente de Florêncio Adamastor.

Ela conheceu o maridão num lugar que frequentava muito, a principal padaria do bairro na qual, sempre ia comprar sua atração de consumo preferida o seu doce insubstituível : Sonhos!

Era na época uma criança absolutamente viciada neles, fossem os recheados de creme de baunilha ou de doce de leite.

E Florêncio Adamastor a seguia exatamente, como se quisesse se transformar no recheio 
daqueles deliciosos doces.

Oh, os sonhos pelos quais Lucia Maria era perdidamente apaixonada!

E foi exatamente, nestas tentações que Florêncio Adamastor em prisca era, foi buscar inspiração e uma rara estratégia de aproximação que lhe propiciaram as armas afetivas infalíveis para abater o coração daquela menina sensual, utilizando-se do mesmo virtuosismo e aptidão semelhantes aos dos raros artistas e seus malabarismos impecáveis de um gran finale do Cirque du Soleil.

Florêncio Adamastor de forma poética e seguindo os hábitos conservadores de antigamente, escreveu em papel de pão e entregou à saída da escola onde estudavam, para sua menina morena, a provocante pergunta, se ela queria namorá-lo , assinando abaixo: “Seu sonho latino”.

Essa criativa estratégia utilizada por aquele filhote de búfalo no cio e aspirante a predador masculino explodindo em testosterona com muitas espinhas no rosto, era a prova incontestável de que até os meninos com muito tesão, também pensam.Por incrível que pareça!


Lucia Maria ao bater os olhos naquela mágica senha da palavra sonho, nem deu bola para a palavra latino que vinha depois, tomou-se logo de desejos o que fez Adamastor Florêncio encher a barriga dela de continuados estados de gravidez como se fosse uma doença crônica.

E na solenidade do casamento quando o padre fez a clássica pergunta se eles concordariam viver juntos até que a morte os separasse, ela rapidamente respondeu sim, e balbuciou sorrindo para o noivo:

- Só não pode, é o recheio deste sonho, azedar!

E  isto até hoje não aconteceu porque,o casal sempre soube espantar todas as malévolas e perniciosas  moscas de padaria que muitas vezes tentaram se aproximar dos seus sonhos,com o propósito de contaminá-los.

AS NOVAS IDOSAS.

                                             


Nestes dias que o sol bota, literalmente, para correr todas as nuvens do céu, e fica tão limpo que você consegue ver até as amídalas dos astros, resolvi refestelar-me, na pracinha, ao lado da minha casa.
Sentei-me no meu banco preferido. Logo em seguida, uma senhora, cuja idade era algo indecifrável, senta-se ao meu lado e faz um cumprimento com a cabeça. Respeitosamente, respondi.
Pediu-me detalhes de onde ficava da minha casa, se morava por ali, enfim. E foi logo garantindo que eu podia ficar tranqüilo que uma velha de oitenta e três anos – pronto, acabou-se o mistério quanto a idade daquela idosa - já não pensava mais em sequestrar ninguém. A seguir, vieram então as chorumelas comuns e normais, destes tipos de situações: Dores, dores, dores e mais artroses, artrites, hipertensão... Afinal, pessoas que já viveram tantas décadas têm o direito de acumular muitas e variadas doenças e medicações

Disse-me a senhora:
-Sentia tantas dores nos ossos que, em certos dias mal conseguia levantar da cama...
-Lamento – interrompi,
 Lembrei-lhe então que existiam ervas muito boas para dores ósseas como a unha de gato e a cavalinha. E ato contínuo, recomendei-lhe também um tratamento homeopático aliado a acupuntura.
A resposta veio logo:
- Com oitenta e três anos, você acha que eu não conheço isto? - rebateu com certa indignação e continuando:
- Olha meu amigo, se erva fizesse bem, cavalo, bode, cabra e outros ruminantes que comem isto o dia todo, seriam imortais. Conversa fiada! Já me receitaram até chá de picão. Imagine uma mulher na minha idade tomar este troço! Eu sou velha mais não,sou devassa. E com a força de argumentos de um palestino suicida, rumo à derradeira missão continuou:
- Homeopatia e ervinha, são muito boas para o médico e as farmácias que manipulam aquelas coisas tipo, bolinhas, pozinhos, tinturas e não sei mais o quê. Tudo papo furado!-finalizou revoltada.
 Argumentei que pessoas “mais vividas” davam preferência a chás e outras coisas do gênero, para evitar efeitos colaterais indesejáveis. Ela Concordou e disse:
- É verdade, você tem toda razão. Mais não é o meu caso. O que adianta não ter efeito colateral, pelo fato desta coisas também, não fazerem nenhum efeito?  


Eu curei minhas dores com uma medicação chamada Sulifratel que contem uma substância chamada dexobulimatrinolorotirileno de argônio, sintetizada a partir da molécula de hidrogênio, contida no esporo do centeio canadense que é uma droga sintética inteligente e  definitiva nestes tratamentos...
- Esporos de onde, minha senhora? - perguntei aturdido
-Do centeio canadense. O Sr. tem problema de audição? - inquiriu.
- Não, não tenho... quer dizer, acho que não tenho, apenas...
-Veja que maravilha! Eles estão associando esta substância ao ribanoflonuvinalato de potássio hidrogenado em emulsão de submoleculas radioativas fracionadas e mais o equivalente a dez miligramas de lítio, pois descobriram que separadamente, estas substâncias produzem o sinergismo suficiente para agregar a parte externa óssea e estabelecer uma espécie de proteção gelatinosa que evita a dor e outras manifestações. Mas, ainda são substâncias experimentais. O que eu uso mesmo é um remédio importado da Coreia do Sul à base de fenilorganotripsinase injetável, via intravenosa com soro glicosado infiltrado de cobre e moléculas ferrosas ativadas. Acaba com a dor. - finalizou.
Assustado e com cara de paisagem pensei que na flor dos meus quarenta anos, vivia tomando tomando chazinhos caseiros que julgava infalíveis! Fiquei na minha e de mansinho fui levantando e me despedindo:
- Bem, minha senhora, vou para casa tomar meu xarope de mel com agrião, pois estou querendo ficar resfriado...
- Homem, não vá se enganar, tome um remédio decente...
-Não, obrigado, eu ainda sou muito tradicional, nestas questões de saúde, tchau-Saí meio desmoralizado.
Ao distanciar-me, virei-me para traz e ela ainda estava balançando a cabeça, em sinal de absoluta e definitiva reprovação ao meu conservadorismo farmacológico e minha ignorância ao novo arsenal medicamentoso.

Aliás para ser sincero, uma coisa eu concordei com ela,pois nunca gostei mesmo de tomar o tal ,chá de picão!

POR FAVOR,UM POUCO MENOS DE UM POUCO MAIS!

                

                                                                

É inegável que certos eventos ditos rádio televisivos chegam por vezes ao extremado ponto de nos deixar nervosos e nos mexendo mais na cadeira, do que minhoca em areia quente debaixo de sol escaldante.
Certas coisas nunca funcionam como, por exemplo, entrevista com jogador de futebol e não funcionam, algumas vezes pela aterradora incompetência dos dois lados, seja do repórter que pergunta por que o time do tal jogador perdeu e mais terrível ainda a resposta dada.
Ora, se jogadores de futebol pudessem responder e acertar a estas perguntas os times deles jamais perderia. A resposta teria que ser sempre: Perdemos porque fizemos menos gols do que o nosso adversário e ponto final.
O show de erros e verdadeiro filme de terror, no entanto, fica por conta dos que transmitem e comentam o jogo de futebol.
O que transmite sempre se apoia no comentarista para elucidar o que às vezes é impossível, pois se trata de um jogo e como tal o imponderável será sempre o responsável por vitórias ou derrotas.
E estes tipos de profissionais ao longo dos anos, vão desenvolvendo formas anacrônicas de se expressarem, até chegar neste momento, por exemplo, de absolutas repetições e análises enfadonhas como esta na qual o locutor esportivo pergunta para o comentarista de determinado jogo o que está faltando?


Locutor- Em sua opinião, não está faltando um pouco mais de empenho dos jogadores, não está havendo um pouco menos de interesse não seria necessário um pouco mais de vontade?
Comentarista- Exatamente, um pouco mais de empenho e certamente um pouco menos de certeza que o jogo já está ganho, até porque um pouco mais de luta e um pouco menos de “salto alto” levaria a um melhor resultado, pois um pouco menos de certeza que serão os vencedores ira trazer a certeza de que um pouco mais de gols podem ir parar na rede adversária, com um pouco menos de esforço físico.
Locutor- Concordo e é esta questão de um pouco menos de vibração em campo é que está contribuindo para um pouco mais de risco de perderem o jogo.
Comentarista- Sem dúvida e basta verificar que um pouco mais de coração no jogo, um pouco mais de entrega no jogo, um pouco mais de brio em disputar as jogadas, seriam as respostas para estes momentos até aqui de um pouco menos de falta de espetáculo que estamos assistindo, um pouco menos de bolas paradas e um pouco mais de bola em jogo, um pouco menos de faltas desleais e um pouco mais de competitividade, um pouco...

Começou a me dar sono e então, mudei de estacão!


A DIETA DA MODA.

                          

Vivemos numa era moderna e pródiga em fórmulas, receitas, métodos e dietas de todas as denominações desde as mais simples como a dieta do ar até as mais complexas, tipo: Substitua a comida pela luz solar.
O mais extraordinário é que nestas dietas milagrosas, o que antes podia, agora não pode mais, e o que pode, só pode se puder ser, nas condições diferentes da época em que podia.
Difícil, não é?
Ora, então não pode!!!  Pra não dizer outra coisa.
E os extremistas das dietas?
Nossa é uma legião absurda de gente seguindo as orientações das pessoas menos recomendadas a partir inclusive das suas próprias experiências como, por exemplo, a daquela nutricionista que pesava cento e vinte e sete quilos e naquele auditório de gente que não tinha o que fazer, ensinava a dieta: Como não passar dos 68 quilos. E aquela enganadora, ainda tinha escrito um livro sobre o mesmo título.

Entusiasmada por nesta nova onda de maneiras infalíveis de ter sempre um corpo cem por cento perfeitos, com aquilo no lugar certo e aquilo outro também, que Selenia Albuquerque uma mulher muito exigente com sua estética, foi fazer um curso que segundo anunciado em jornal de grande circulação nacional seria rápido e objetivo.
E lá foi ela.
Bem vamos ser objetivos: o curso rápido levou oito meses e ao final de todos os relevantes ensinamentos ali absorvidos por ela, foi pela primeira vez a um restaurante.
Sentou-se e o garçom lhe deu o cardápio, o que ela recusou e dirigindo-se para o profissional gentil e sorridente disse:
-Por favor, traga-me quatro copos e duas taças...
-Pois não senhora e o que mais?
-Traz também uma jarra com água sem ser gelada, outra gelada, por favor.
-Pois não senhora – disse o garçom mais desconfiado do que aquele cara que é casado como uma mulher muito gostosa, pois, sabe que uma mulher muito gostosa é igual à melancia e nenhum homem consegue comer uma melancia sozinho.


-Só garçom. Hoje vou fazer uma ingesta variada em variados tipos de copos e taças, de águas em temperaturas misturadas aleatoriamente desde as mais tépidas, leves e sutis até aquelas com a temperatura que não ultrapasse a vinte e dois graus centigrados, conforme aprendi.
-Vai querer termômetro, senhora? - Perguntou o garçom explodindo de raiva por dentro.
-Não obrigada.
E ao sair, pensou o garçom, consigo mesmo que, ela bem que poderia ter pedido um termômetro para enfiar no rabo!

O HOMEM GRÁVIDO.




Como reagiria um homem se viesse a ficar grávido, afinal as mulheres se comportam de forma exemplar,dando pleno curso ao eterno ciclo da vida.
Mas, e os homens? Como eu também nunca fiquei grávido, acho no entanto que, a maioria dos colegas do  gênero externariam estes seguintes desejos:



-Doutor, marque uma cesariana para depois do jogo do meu time!!!


- Que a sua amadíssima companheira lhe entregasse definitivamente o controle-remoto da televisão e, nem sequer ousasse mais pedir de volta.

-Mulher querida,adorada,meu tudo,vida da minha vida, preciso alimentar bem esse nosso rebento que está no meu ventre macho. Dá para você fazer uma feijoadinha básica no sábado, angu a baiana no capricho domingo, rabada com agrião na segunda, bacalhau com cabeça, com coco e mamão verde na terça, vatapá daquele bem vatapudo mesmo na quarta, baião de dois na quinta, leitoa pururuca bem gostosa com pirão de batata-doce na sexta e durante a semana todinha, manter a geladeira entupida com muitas cervejinhas,tremoços,queijo,linguiças e salaminho?
Faz isso para o seu grávido, minha gostosa?
-Diria que está com desejos estranhos e irrefreáveis de transar com todas as mulheres do mundo e a "sensação" é a de que, se alguém se opusesse,a gestação poderia ser interrompida.


-Pediria ao ginecologista-obstetra para fazer uma cesariana logo no primeiro mês de gravidez, pois, afinal, aguentar aquilo, nove meses só se ele fosse, mulher mesmo!


-Exigiria que a sua companheira durante aquele período dramático  de gestação não lhe negasse nenhum pedido de opção diversificada de formas incrementadas de fazer sexo, sob risco de ele vir a perder por desgosto e depressão, o bebê.
No popular: Fazer sexo anal, direto.


-Comunicar a sogra que ela se abstivesse de frequentar a casa dele durante a gestação, pois ele leu na Revista “Gravido feliz” que, o rebento pode se assustar com latido alto de cachorro e voz de bruxa.


-Ao invés de só ir para a maternidade quando arrebentasse a bolsa iria uns dez dias, porque queria conhecer melhor e mais profundamente as enfermeiras do hospital.


-Pediria além dos seis meses regulamentares de ausência ao trabalho, mais seis anos ao patrão, até que tivesse a certeza que seu filho já pudesse andar com as suas próprias pernas e ele,"plenamente recuperado".


- E que durante as relações sexuais dele, com sua compreensível "senhoura" ela dissesse frases que levantassem sua alto estima para que a gestação não fosse tão cruel, tipo: 
“Você é uma monumentalidade de macho inigualável".
" Nunca senti isso e desta forma durante todo nosso casamento".
"Você vai me matar de tanto prazer seu búfalo no cio maravilhoso, garanhão incomparável!"
"Já tive trinta e dois orgasmos até agora e não para, não para,não paaaaaara..."
E finalmente, este grávido acordaria suando frio, com ataques de frescuras generalizadas e, gritando para a companheira:
-Nossa querida,onde estou, onde estou? 
Então já refeito e consciente, o desabafo final:
-Amor, que pesadelo inacreditável!!!

COMIDA DE RUA.

                                                                                
                                                   


Solério era um homem com uma saúde que causava inveja aos mais sadios dos touros nos cios. Sua mulher a quem carinhosamente ele chamava de Butuca, achava que alguns hábitos alimentares de Solério eram exagerados, sempre os mesmos e para uma mulher vegetariana desde pequenininha, isto a incomodava. As discussões entre ambos eram constantes:
-Minha Butuca querida, quando você vai me dar aquela rabada deliciosa que só você sabe fazer ,com muito agrião e outras tentações?
-Olha Solério detesto isto e só em pensar fazer esta porcaria me dá náuseas.
-Poxa amor só porque amo de paixão esta comidinha e você fazia sempre, lembra?
-Passado Solério, passado! Naquela época você também me dava muitas coisas que hoje em dia ficaram difíceis...
-Como assim, minha Butuca? Tenho comprado tantas coisas pra você...
-Pra mim, cara pálida?


-É pra você mesmo! Panelas novas de Teflon, fogão novinho de seis bocas com acendimento automático, troquei a geladeira velha por aquele monumento tríplex de mais de dois metros de altura que cabe até eu lá dentro de pé e semana passada mesmo, comprei aquela fritadeira eletrônica que não usa óleo.
-Solério, você continua bem ordinário e muito cafajeste. Tinha melhorado, mas agora a recaída foi definitiva. Pega estes “presentes" e enfia no teu..
-Olha, não seja desbocada, ai, ai, ai. Use esta sua boquinha para fazer coisinhas gostosas em mim e não pra falar besteiras. Nunca mais você fez nada no meu corpinho sua malvada. No inicio do nosso relacionamento você era tão completa querida que eu me sentia um verdadeiro pirata dos sete mares.
-Verdade, naquela época sua embarcação ostentava um belo mastro no qual eu estendia minhas velas que os ventos do nosso amor estufavam.
-Nossa que linda Butuca, minha poeta maravilhosa dá um beijo.
-Sai de perto de mim Solério. Quer beijo? Então continue se insinuando para as minhas amigas.
-Suas amigas? Que é isso Butuca?
-Seu safado. A Mércia, a Paula e a Gertudes já me falaram.


-O que?
- Você vivia perguntando a todas se elas sabiam fazer cuscuz. 
-Euuuu?
- É bandido! Elas diziam que um dia fariam, brincando com você, pois são minhas amigas seu calhorda. E agora, ainda de forma devassa e sorrateira, quando as encontra, fica de piadinha e forçando a barra, dizendo que gosta tanto que só podia ser mesmo no plural . Seu pervertido, indecente, ingrato, safado...
-Butuca você enlouqueceu?
-Não Solério, apenas não sei mais cozinhar! Continue tentando comer os cuscuz e as rabadas na rua.Cretino!

CHEIRO E BUQUÊ:A GRANDE CONFUSÃO!

                              

                                                    
E na maioria das vezes estas confusões linguísticas são absolutamente por falta de cuidados maiores de uma análise mais apurada da realidade.
E o caso de insistirmos em dizer que o sexo tem cheiro e vinho tem buquê.
Isto é irritante pois ,cheiro é coisa menor e deve ser usado para designar situações de mínima categoria como é o caso de sentir cheiro de cebola, camarão ou bacalhau num beijo adorável da mulher amada. E pode ser muito pior ainda quando na troca destes beijos de cheiro incomuns, ainda existe a troca de restos alimentares que ficaram viajando na boca de pessoas sem nenhum senso de ridículo e higiene pessoal.
Um horror são estes cheiros que estimulam as nossas células do epitélio olfatório e localizadas na cavidade nasal de forma trágica.



É como se estivéssemos abrindo a porta e entrando, como se de madrugada e sem pedir licença, do quarto da empregada gostosa em dias de verão e sabendo que ela sempre dorme nuazinha.
Desrespeito total.

                                                       

Cheiro é o dos esgotos a céu aberto ou falta de ventilação dentro de elevadores quando os pessoas se desfazem de seus gases de forma inoportuna ou destes políticos que sentem cheiro de corrupção em cada voto que eles ganham.

                                                                
Portanto, o cheiro é indecoroso, inapropriado, descabido, sem nenhum compromisso com a estética da singela beleza da vida, tipo cheiro de enxofre, ovo podre ou simulares.
Agora, querermos adjetivar de cheiro aquilo que é especifico das nossas atividades sexuais e da plena sexualidade é simplesmente demonstrar que estamos fazendo ou sempre fizemos sexo com pessoas menos indicadas em locais impróprios,mesmo!
Insisto que vinho é que tem cheiro e sexualidade esta sim, tem buquê!

                                                            
A sexualidade tem aquele inconfundível buquê, este sim ,buquê que é a consequência de centenas de compostos voláteis mágicos que deixam impregnados no ar e nas coisas o aroma dos mais irrefreáveis desejos, momentos épicos de suor e pele ,encantadas pelos inebriantes momentos que se eternizam em nossas memórias.
Quer saber? Vinho tem buquê é o cacete!
Saibamos dar nomes certos as coisas certas. 
                                                 

A NOVA TEREZINHA DE JESUS.

                                                              

Segundo informações divulgadas neste domingo (14) na coluna de Lauro Jardim,do jornal O Globo, Cunha enviou um representante para falar com Temer no Palácio do Planalto.
O dito cujo, emissário disse estar o Cunha reclamando que :”'era uma vez cinco amigos que faziam tudo juntos, viajavam, faziam negócios.... então, um virou presidente, três viraram ministros e o último foi abandonado'... E que isso não vai ficar assim".
Oh, pobre órfão e desprezado Cunha! 
É verdade que mais desprezado do que pobre ,pois afinal está com as contas bancárias entupidas de dólares surrupiados deste bom e generoso povo brasileiro.
No mais, quanta singeleza , quanta ternura e segredinhos ocultos neste choramingo derradeiro do Cunha!

Ameaça em clima catastrófico àqueles cinco "amigos" inseparáveis que, sempre viajavam juntos e se aqueciam sobre os edredons milionários dos negócios espúrios.
É como se reclamasse: "Pô,só o meu vai ficar na reta"?
Promete vingança,não irá poupar sequer a mãe de ninguém, delatando a todos.  
Com a sua eminente cassação perdeu aquela elegância e frieza britânica e vocifera,xinga,e expurga a bílis da vingança,por todos os poros.
Aquele que virou presidente está óbvio e quanto aos outros três que viraram ministros? Bem estes,só ele pode botar o dedo na cara, dizer com certeza e entregar.
E ele vai fazer isso sim, pois todos aqueles que estão morrendo afogados querem puxar para debaixo d’água também quem se aproxima.
E neste caso,  ainda existe o incentivo do recurso jurídico da delação premiada que livra o gatuno de apodrecer na cadeia.
Que espetáculo deprimente neste fundo de poço!
                                                                                      

Nasce assim, a  nova "Terezinha de Jesus" ,inesquecível musica de roda infantil por todos nós conhecida.
Então, aqui e com pequenas adaptações na letra ela pode se tornar o hino oficial a ser cantada na próxima passeata de “Fora Cunha”, ficando mais ou menos, assim:

“Terezinha de Jesus
De uma queda foi ao chão
Não lhe acudiram os cavalheiros
Pois, todos tinham o chapéu na mão".