FRANCISCO, UM CORAÇÃO QUE TRAZ O AMOR.


COMUMICO A TODOS OS MEUS 3463 (TRES MIL QUATROCENTOS E SESSENTA E TRÊS ) SEGUIDORES E AMIGOS QUE, DURANTE ESTA SEMANA E TODOS OS DIAS, OS QUATRO BLOGUES DE NOSSA AUTORIA, ESTARÃO DEDICADOS, EXCLUSIVAMENTE, AO AMOR, E ACEITANDO A SUA COLORABORAÇÃO, PARA SEREM AQUI PUBLICADOS E COM OS DEVIDOS CRÉDITOS, OS SEUS TEXTOS NUMA GRANDE PASSEATA VIRTUAL DO CORAÇÃO.

USEM O ESPAÇO DOS COMENTÁRIOS OU MEU E-MAIL, POIS, EM AMBOS OS CASOS  SERÃO PUBLICADOS COMO POSTAGEM.

 ENVIEM-NOS, PORTANTO, OS SEUS CORAÇÕES.

 

             




Uma palavrinha tão pedida, lembrada, procurada e que, durante séculos protagonizou sempre a vitória do bem sobre o mal, da generosidade sobre o egoísmo, do perene sobre o transitório, do perdão sobre o ódio, da afinidade sobre o rancor, do prazer sobre a mágoa, da luz sobre as trevas, da humildade sobre a arrogância, da libertação sobre qualquer tipo de escravidão.


Amor que sempre é tudo, insubstituível, imprescindível, sem moeda de troca e que, não admite ser apenas filial, romântico, amizade, companheiro, fugaz ou consumado, pois o amor é tudo que está contido no universo e o universo somos todos nós.
Se dói no nosso coração, age para nos purificar, se exalta a alma alegra nossas vidas, se voa com os pássaros é para nos ver do alto e sobre todos os jardins da vida, os mares da Terra, os caminhos dos homens, então, o amor chora, ri, sente, fraqueja, fortalece, afinal o amor é humano.



E qualquer ser humano que o cative com o seu coração, abra suas portas para ele, cultive-o e, não o deixe esfarrapado ou sôfrego pelo meio do caminho , estará no caminho do meio.
Sem desacreditar nele na primeira provocação do ódio, da inveja, hipocrisia ou dos males e outros menos nobres sentimentos contrários e travestido de amor tímido, destes que ficam secando em solo árido, precisando de uma chuva abundante de encantamentos úmidos, molhados, encharcados de esperança que, o fará renascer em si, a magia da vida.






E por Francisco, um coração que traz o amor e por qualquer outro homem ou mulher que nos acene com esta feliz possibilidade do reencontro e a monumentalidade dos nossos anseios, esperanças e certeza de estarmos a caminho da felicidade e paz interior, devemos festejar.
Afinal, o amor não tem religião, nacionalidade, bandeira, cor, camisa, lado, ideologia, pois é absoluto e paira soberano sobre tudo e todas as coisas, é a semente que viceja, o sol que ilumina, a lua que enobrece a noite, a chuva que, encanta o sono reparador com seus barulhos dos céus e, o gotejar dos nossos protetores telhados das nossas mais verdadeiras e sentidas emoções.
As chuvas de cores que nos abraçam e revitalizam.


Então, sorriam as crianças banguelas, balancem os rabos os cachorros arteiros, mostrem os seios a mãe, mães da vida que alimentam os homens com a seiva sagrada da sobrevivência, trabalhem e cada vez mais, todos os homens e mulheres que, acreditam na construção diária da honra, ética e dignidade do viver em consonância suprema com todos os astros e estrelas do cosmo que, reparem bem, nunca pediram propina para nos manter vivos.


E mesmo que você não seja um sol, ou não tenha nascido lua, muito menos um cometa, saiba que, o amor que está contido no seu coração pode ser do tamanho do universo, pois, lembram que, eu disse que estamos contidos nele?
É tempo de reconciliação, explosão de amor, abraços mútuos que, sintam o calor dos corações de brancos, negros, amarelos, indígenas, ocidentais, orientais, homens e mulheres enfim, de boa vontade e agradável percepção para sentirem que a vida é muito mais do que pequenas vinte e quatro horas.

MALDITOS VIZINHOS OU ACORDEI ESTRESSADO?

      

Quer coisa pior do que você ser obrigado a cumprimentar de dia, de tarde, de noite e a qualquer hora um cidadão que não é da sua família, não tem nenhum grau de parentesco e nem sequer , na maioria dos casos, são fofoqueiros, arrogantes, a mulher tem inveja do seu cachorro, os filhinhos deles vivem destruindo seus ouvidos com aquele som de bate estaca insuportável e a noite, em frente ao seu portão,queimam aquele indesejável baseado que inunda o ar de mato queimado de última categoria?


Onde está escrito que somos obrigados a gostar de vizinhos, a ser simpáticos com aquela mulher que vive empinando a bunda quando passa na sua porta e já está deixando a “sua patroa” desconfiada, pois, jura de pés juntos que são amantes há muitos anos.
Lógico o que pensaria a “patroa” se uma periguete lhe chama de gatinho, docinho e outras intimidades que você jamais a deu e, na frente de todos?



Na realidade, vizinhos são assim, ou daqueles que você nunca os vê porque saem da garagem com os seus carros funerários de vidros pretos e todos fechados ou de outras mais dadas, generosas,enfim...
Em ambas as situações, sejam eles com cara de poucos amigos que, no máximo olham para você e dizem “oi” como se você fosse boi e, estivessem se livrando de uma terrível obrigação ou aqueles outros, com as gengivas exposta e aquele monte de dentes aparecendo sempre, com um sorriso armado, amarelado e artificialíssimo.
É o vizinho que fala segurando e apertando seu corpo, feito políticos às vésperas de eleição quando costumam até chupar laranja, misturado com o povo e colocam criancinhas no colo e,
vivem levantando e acenando os braços.


Pobres e indefesas vitimas eleitorais.
Seja como forem, daquele tipo ou daquele outro, nos finais de semana convidam sempre uns bebuns que enchem a casa e queimam uma carne na churrasqueira inundando o ambiente com uma fumaceira insuportável.


Além disto, ecoam gritos histéricos de uma alegria alcoólica insuportável e até altas horas.
Na hora (altas horas!) da despedida invadem as tranquilas ruas do condomínio contando as principais peripécias daquele inferno de Dante, ocorrido durante todo o dia.
São reprises intermináveis de cenas daquela novela e, como nem se aquentam em pé, se encostam no nosso carro e alguns até tem que, ser tirados de cima do capô daquilo que você comprou com tanto sacrifício: Seu carro vira sofá de embriagado.




E você ainda tem que ser simpático, urbanizado, civilizado com todos eles compreendendo que, afinal eles podem, pois pagam o condomínio.
Podem? Podem é o cassete!
Vizinho é sempre maldito, chato, fofoqueiro, metido a rei da cocada preta, seus filhos são um porre, intragáveis ou são problemáticos pela sua própria natureza ou a natureza os tornaram insuportáveis por nem ela aguentá-los  e sabe o sinônimo de vizinho?
Provocação!
Vocês podem achar que andamos por aqui exagerando, sabe por quê?
Certamente, vocês devem ser também, uns vizinhos pentelhos e detestáveis.
Brincadeirinha gente, brincadeirinha mesmo, eu amo todos vocês. E muito!
Vamos fazer um churrasco, hoje?




E QUANDO O HOMEM VIRA UM SACO DE PANCADAS?



Estava tão dolorido que mal conseguia levantar-se da cama. Mas afinal o que teria acontecido? Com muito esforço foi ao espelho e ao olhar-se viu que, seu rosto estava com os olhos pretos como se dois socos muitos potentes os tivessem atingidos.
Seus lábios inchados, não davam mais para fechar a boca e todo o seu corpo estava marcado por dentadas e unhas perfurantes.
Não acreditava naquela visão aterradora das marcas no seu corpo. E começou a tentar lembrar-se do que tinha acontecido.
Chegara à conclusão que antes de dormir estava em perfeito estado físico e agora aquele terrível bagaço humano.
Aos poucos, no entanto, algumas lembranças começaram a vir a sua mente, eram fugidias lembranças do seu sonho.
E logo escutou, Escutou uma voz lá no fundo da casa:
-Bromélia comprou minha cervejinha?
-Não tive tempo Clodoaldo Praxedes, trabalhei feito uma louca, arrumei a casa toda, o banheiro estava um chiqueiro, tinha cueca suja até debaixo da cama, o chão estava coberto de farelo de pão, pedaços de mortadela, cinzas de cigarro. Você está fumando muito Clodoaldo.
-E o que você tem com isto? O pulmão é meu e que se dane. E outra coisa: onde está a camisa preta que eu pedi para você passar?
-Não deu tempo Clodoaldo.
-lógico que não deu tempo mulher, você só fica conversando com estas vagabundas iguais a você, vai pro botequim, paquerar estes homens casados aqui do bairro. Você é uma mulher casada.Tenha mais responsabilidade.Olhe o futuro dos seus filhos,Dê bom exemplo,Bromélia.Seja mãe, e não uma piranha.
-O quê, Clodoaldo Praxedes? Você me chamou de piranha, bebum, disse que eu sou vagabunda, não faço as coisas da casa, então eu vou te encher de porrada, seu frango de macumba.
E então, Bromélia, partiu para cima de Clodoaldo Praxedes, com tudo e, acertou-lhe vários socos na boca.
Voaram seis dentes.
Dava-lhe pontas-pé no saco escrotal que, fez o conteúdo virar omelete.
Clodoaldo Praxedes gritava por socorro, mas a vizinhança dizia que em briga de mulher com homem, ninguém deveria meter a colher, pois segundo eles se Bromélia não sabia por que estava batendo, com certeza Clodoaldo Praxedes sabia por que estava apanhando.
E Clodoaldo continuava a tomar muita porrada,submisso e acabado.
Isto estava se tornando uma rotina, eram todos os dias, pois Bromélia chegava bêbada em casa, frustrada por não ter transado com aquele homem que, ela estava paquerando e louca para dar-lhe uma dentada naquelas nádegas saradas, e enquanto isso o chato do Clodoaldo Praxedes só vivia reclamando que, precisava fazer as compras, comprar cervejas, pagar o colégio da criançada, ir ao barbeiro...
Bromélia, então irritada dizia aos berros que se ele bebesse menos, o dinheiro que ela dava pra ele, sobraria e... dava  mais porrada no Clodoaldo Praxedes.
Bromélia chegava até a jogar-lhe panela na cara, dava rasteira, soco na barriga, na cabeça e o pobre coitado, sozinho e sem a quem recorrer,sentindo-se o último dos homens ,trancava-se no quarto e chorava,chorava,chorava.



Clodoaldo Praxedes , aguentava aquela desmoralização só pensando na família, nos filhos, no lar engolia, a seco.
Sua vida era um inferno.
Sexo que é bom, Clodoaldo só via pela Internet, pois Bromélia fazia tão rapidinho que não dava nem tempo para ele esquentar as turbinas. Ela virava logo para o lado e roncava até de manhã.
Em meio a tanto constrangimentos e cenas degradantes, de repente, ele ouviu um barulho da campainha da casa e Clodoaldo Praxedes quase caiu da cama, é só então viu que tudo aquilo era um pesadelo.
Nossa sua alegria foi tanta que até banho ele tomou naquele dia.
Foi a pior noite que já tinha passado nos braços do Morfeu.

Atordoado, nem comentou nada com Bromélia sua esposa, mas se ainda tinha dúvida da necessidade de algumas leis entrarem imediatamente em vigor, pelo menos de uma ele jamais esqueceria: A Lei Clodoaldo Praxedes em homenagem, no mínimo, àquele terrível pesadelo.





"O cara" da internet.



O cara estava navegando pela internet, de blog em blog.

Lia aqueles famosos, “Quem sou eu” e  a cada um deles ficava mais decepcionado, afinal o que, ele queria era exatamente, o contrário.

Bem vocês compreendem que, existem pessoas formatadas, com as mais diferenciadas, complexas e miscigenadas condutas, neste interminável cadinho de culturas e tradições pelo mundo a fora, como diriam os intelectuais de plantão.

É verdade, pois apesar dos intelectuais complicarem muito com este palavrório hermético, mas no popular eles querem mesmo dizer que, tem de tudo e para todos os gostos, neste mundinho chamado Terra e ,consequentemente na blogosfera.

Afinal, não fosse assim, se não existissem as cores pretas e brancas, jamais conheceríamos, o cinza.

E em questão de comportamento na internet, temos todas as versões, gradações e tipos de búfalos no cio, verdadeiros tarados até, por foto de tempestade levantando a saia daquela senhora que já desde muito tempo não tem mais a preocupação de levantar absolutamente, nada.


Se é que me fiz entender.

E tem também, aqueles que nos facebook confessam todas as suas fraquezas e intimidades pessoais e de toda a família, como se estivessem conversando com um só parceiro, entre quatro paredes.

Um perigo!

Enfim, se você nunca viu nada igual, na vida real, com certeza irá ver, no mundo virtual.

E de blog em blog aquele cara, ao clicar no “Quem eu sou”, lia seguidamente, perfis em geral com pequenas mudanças desta ou aquela palavra, adjetivação ou modo de conduta pouco diferenciado, mas coincidentemente, desta mesma natureza:

“Mãe incondicional, esposa devotada, monogâmica por absoluta convicção moral e ética, trabalho arduamente para manter e ajudar meus filhos nos estudos, além de poder colaborar com meu amado e inseparável companheiro a quem nunca trai e jamais trairei, a manter nosso lar que consideramos, sagrado e inegociável”.

E naquele conjunto de blogues era só o que vinha, nas pesquisas do cara,louco para encontrar algo "diferente".
Na procura incessante, foi ficando irritado, cansado, estressado, frustrado, desiludido, até que resolveu partir para a ignorância e num blog muito chulo e de intenções menores que ele mantinha, resolver publicar a seguinte e desesperada postagem que era,um verdadeiro e desesperado convite.

“Procuro mãe ou não, mas que seja muito vagabunda, dada, safada, poligâmica e que acredite que quanto mais socializar seu amor, melhor e que, nem pense em ter outro trabalho a não ser aquele de me satisfazer na cama, na relva, na chuva, numa casinha de sapê e o escambau e que, finalmente tenha consciência de que todo marido trai a mulher e por esta razão, você mulher,deve querer também, igualdade neste particular.Portanto,mandem e-mail”.



E recebeu uma resposta, curta e grossa de uma leitora:

“Querido, se esqueceu que a senhora sua mãe já morreu?”

FILOSOFIA PURA E APLICADA.


Se existe uma mulher que nunca fez "recall" e mantém por esta razão, todas as suas peças originais de fábrica, é Angeline B.liscão.
É sábia como os mais eruditos filósofos gregos e trata Sócrates de você, amigão e mané.


Esta intimidade de Angeline com a mais fina flor da filosofia grega a tornou um ser que esbanja uma perspicácia única.
Seu corpo, exala além de uma fragrância imbatível de sensualidade e inteligência também, aquela certeza de que, um homem para ser feliz a seu lado, basta tocá-la como fez a bíblica cristã ao puxar as vestes de Cristo, curando todas as suas enfermidades crônicas.
Por esta razão, eu a agarro compulsivamente, faço do seu corpo um verdadeiro exercício de leitura em braile pois, fico cego ao saber que sua presença me enleva,estimula, me levanta... Isso, levanta mesmo, e sem nenhum sentido dúbio, nem viagra ou o escambau.

Se ela estivesse no céu seria o mais brilhante cometa com aquela sua traseira em fogo e, caso nascida no mar,um exuberante e multicolorido coral,deixando-se penetrar nas profundezas abissais oceânicas por enormes peixes-espadas, e ainda bem que ela vive em terra firme.
Terra que, quando chove me enlouquece com aquele odor inconfundível de natureza molhada, encharcada, transbordante, uma forma de ela querer ser uma cascata para juntar-se ao meu rio revolto e num só desaguar,misturar a sua com a minha. 

Ficou explicito?
Nossas conversas, poderiam compor livros variados pois, duram horas,então somamos experiências de vida que se acumularam nestes anos nos quais eu estou ao seu lado e, de uma maneira privilegiada, como se eu tivesse me apoderado do segredo do cofre do Banco do Brasil ou  a senha das contas do emérito Paulo Salim Maluf, no exterior.
É verdade, companheiros ou quer que eu minta?
Nosso último diálogo  e bem ao estilo socrático,foi em uma instância, das mais tórridas temperaturas, quando nos hospedamos no Bangu’s Resort Fire, no qual, eu a suplicava para que não saísse do quarto.
 -Lógico que vou sair, estou sufocada, preciso de gente, ar, movimento, vou correr, não vivo sem isso! -reagiu Angeline, com a certeza de que: “Sim, ela podia”!
-Não vá amor, afinal, eu sou o quê?- desesperado tentava impedir que aquela Divisão Panzer atacasse com maiô preto coladíssimo naquele corpinho de bailarina-menina, os hóspedes.
-O que você é? Nesse momento, um gripado e indecoroso homem tussigeno, compulsivamente catarrento. Já fui... vou me banhar e ficarei molhadinha para me refrescar.
-Mais? – Tentei ensaiar um sub-reptício elogio.
-Engraçadinho!
-E se eu sentir saudade, amor?
-Telefona, use seu celular, ora bolas!
-ok.
E em poucos minutos, um aterrador sentimento de perda invadiu-me e liguei.
-Alô Angeline meu amor, está me ouvindo, bebezinho?

-Alô, está me ouvindo?-ela repetia do outro lado, quase aos berros.
-Esta ouvindo?- insistia eu com acessos de tosse e espirros seguidos, destes que saem as dezenas de forma incontrolável que inundam o ar com perdigotos indesejáveis.
-Mais ou menos, ouço muito longe, parece que sua voz vem do céu!Nossa você está um bagaço, homem!
- Será que eu já morri? É esta porcaria de celular, vou trocar por um mais moderno, que funcione que tenha um sinal forte e potente!
-Amor, quer saber uma coisa?- puxou Angeline do fundo da sua filosofia pura e aplicada.
-Fala querida.
-Você está muito pior que o seu celular pois, seus funcionamentos vitais estão precarissimos, e já pensou se por esta razão, eu troco você por um homem mais novo e com sinal forte, aquela potencia, toda? Cara, chego a sentir piripaques!
-O que?- Reagi com o amor-próprio ferido.
E depois disto, do outro lado, apenas aquela maldita robô da operadora telefônica, repetia a cada minha nova ligação:
-“Deixe seu recado". 


GOSTAMOS MUITO DE VOCÊ!




A síndrome do rejeitado é um fato indiscutível. Este tipo de carência afetiva dói mais do que cálculo renal. Você nunca sentiu?Torça para não ter um. A falta de amor é pior do que um carro com os dois pneus arriados. Um só é fácil. Você troca o furado pelo estepe e vai para o borracheiro. Dois pneus, no entanto, dá uma mão de obra desgraçada.
Parece que não terá solução. A mesma falta de solução que persegue as pessoas que vivem esmolando um agrado, um abraço, um beijo ,um afago, um sorriso, mesmo que estes sejam falsos, interesseiros, diplomáticos, formais ou ensaiados.
Eles fazem tudo para aparecer.

Alguém pode imaginar crueldade maior? Solidão maior? No mundo de hoje, encontramos muito destes seres humanos, verdadeiras ilhas, cercados de picaretas, trombadinhas, estresse, desemprego, desamor e solidão por todos os lados.
Ele tem dois grandes aliados: a televisão e o celular.Acreditem as pessoas falam com elas mesmas no celular.Fingem que tem um outro, na linha.Já ganharam até estátua em praça pública. 
Só o fato das pessoas pensarem que elas estão falando com alguém, alivia-lhe a sensação de isolamento.

 A síndrome do rejeitado, não tem idade. Tem sofrimento. Preste bem atenção: ele não pode ver uma senhora carregando embrulho que se oferece. Se for muito grande, inventa uma maneira de ajudar. Os cegos ficam até contrariados com ele, porque para demonstrar excessiva generosidade os atravessa a rua, para lá, e para cá, diversas vezes. Em muitas ocasiões os cegos sequer queriam atravessar a rua. Esse cara com síndrome de menor abandonado, torce para que no ônibus em que viaja, pare para entrar  um idoso, uma grávida, uma mãe com criança de qualquer tamanho, para ele poder dar um salto da poltrona e dizer bem alto:
- ”Sente-se aqui”.
Verdadeiro cachorro adestrado.

Um cidadão prestativo, educado, generoso e atencioso. Pense bem: quem não gostaria deste cara, repito?
No entanto, quem não está gosta dele é ele mesmo! O portador da síndrome do rejeitado, quando encontra alguém que lhe conte sobre as sua mazelas doenças e infelicidades, vai às lagrimas diversas vezes. Morde os lábios trêmulos de incontida emoção, esfrega as mãos, diz, “Não é possível”, ”vai melhorar” e “Deus é pai”, dezenas de vezes. 
E começa então a ensinar muitas simpatias e orações. Transforma-se em um verdadeiro místico, esteja onde estiver.Abre os braços.Abraça o infeliz interlocutor.Estende as mãos para o céu em plena via pública e começa a orar, falar línguas estranhas, enfim derrama todo o seu potencial de curandeirismo.Ele quer salvar. Ele precisa ser bom. Tem que demonstrar seu imenso interesse em encontrar soluções. Ser aceito. A síndrome de maior abandonado devora-lhe as vísceras! Transforma-o num duende, num gnomo de jardim. 

Ele faz qualquer negócio para que você perceba sua presença. É capaz sair andando nas calçadas, provocar esbarrões e trompaços só para ter a singular possibilidade de pedir desculpas, repetidas vezes. Se for um esbarrão numa bolsa de supermercado que contenha ovos e eles se quebrarem, enlouquecerá de raiva e oferecerá os seus próprios em holocausto por aquela bárbara, grosseira e indesculpável atitude. Quando vê um cachorro indeciso para atravessar a rua, grita desesperadamente, inventando os mais diversos nomes, para ver se acerta o verdadeiro daquele cão, que como ele também perambula pelas ruas sem carinho e amor. Vai atrás do cachorro, Fala com voz de critica e autoridade para que o animal não atrevesse a rua, que não seja irresponsável, tenha amor à vida.Grita para o cachorro e olha para os lados. Se alguém estiver olhando, aí ela vai à loucura.Fica entusiasmado.Já tem público. Banca o guarda de trânsito, pede para os carros parem.Se desgraçadamente toma uma porrada de um caminhão e cai rolando no asfalto quente da rua, ao ser atendido por populares, certamente exclamará:
- “Não foi nada não gente. Só algumas poucas fraturas. Coisa à toa. Valeu. Salvei o cachorro. Valeu”.


E ali, quase entrando em estado de coma fica atento ao que dizem à sua volta. Ele precisa de reconhecimento e exaltados elogios. Por isso, olha atentamente para a boca dos curiosos, pois sua audição já está prejudicada pelo atropelamento. Não tão prejudicada assim, que não possa ouvir com profunda decepção o comentário daquele jovem:
- “Tremendo babaca, idiota, Zé mané, arriscar a vida por causa de um vira - lata”. 

Ele se sente,então, à beira do precipício, pobre coitado!



CONSTRUINDO ESTÁDIOS E DEMOLINDO O RESTO.

TODOS OS NOSSOS BLOGUES ESTA SEMANA ESTARÃO REPRODUZINDO O MESMO TEXTO DE INDIGNAÇÃO E DENÚNCIA CONTRA ESTA ROUBALHEIRA ORGANIZADA , NA QUAL SE TRANSFORMOU O FUTEBOL.

ISSO NÃO TEM GRAÇA NENHUMA ,MAS SERMOS ASSALTADOS, TAMBÉM NÃO.

CHEGA!



Sei não, mas acho que ando ranzinza demais para o gosto destes protagonistas do grande circo das maracutaias humanas, nas quais o errado sempre agora, é o que está certo.
Gastar mais de um bilhão de reais para reconstruir um estádio de futebol, como fizeram com o Maracanã é muito para minha pouca paciência.
Quer saber de uma coisa? Copa das Confederações, Copa do mundo ou copa do  cassete a quatro, nada justifica que construamos estádios milionários com obras hiper-super faturadas enquanto que, nos corredores dos hospitais , seres humanos regurgitam seus últimos soluços de vida e entregues à própria sorte naquelas macas imundas da incompetência administrativa médico-hospitalar.
Uma vergonha, mesmo!
Somado a isso temos as escolas em péssimo estado de conservação, professores muito mal pagos,alunos assustados pela possibilidade da próxima invasão da bandidagem, naquele território que deveria ser um altar sagrado da educação.
Se fosse só aquele mais de um bilhão do Maracanã, estaria ruim, mas, é muito pior, se constatarmos que no Amazonas, São Paulo e no raio que os parta, tantos outros estão sendo construídos e alimentando a ferocidade corrupta de meia dúzia de moleques que, fazem da vida pública, uma prostituição dos seus próprios valores como seres humanos.
E ainda, temos que ficar levando bronca de outros tantos pseudos gerentes da Fifa,entidade esta que, antigamente cuidava de Copas do Mundo de futebol e agora,transformou-se na maior empreiteira internacional de construção de estádios.
Que beleza! 
Para que se tenha uma ideia deste descalabro e orgia financeira em curso, o bairro de Itaquera em São Paulo é um dos mais pobres daquele estado e exatamente lá, para sacanear de vez o povo, ergue-se um estádio multimilionário e seus atores principais nesta comédia pífia da pilantragem destas edificações fáceis,ali se locupletam.
E dão gargalhadas na cara do aposentado,do trabalhador que perde quatro a cinco  horas, com a sua digníssima bunda atolada no banco de um ônibus sujo,colocado em cima de uma carroceria de caminhão que,faz mais barulho do que trovoada de chuvas de verão e lá dentro, somos todos gados indo para o abate,aos trancos e solavancos.
Ninguém vai para a cadeia, ninguém tem medo de nada, ninguém acredita que pode ser punido e sabem porque?
Ora, se tiver que botar na cadeia todos estes caras, teríamos que construir mais uns dez estádios destes para caber todo mundo.
Não, aí não! 
Então, para este ônibus pulguento e fedido, pois agora, quem quer soltar sou eu.

EDIÇÃO ESPECIAL :E-MAIL RECEBIDO DE UMA MÃE DESESPERADA.


MÃE- BENTA DE TATUAPÉ-SÃO PAULO,SP.

CARÍSSIMO PAULO,

Estou lhe escrevendo este, porque aquele safado do meu filho e aquele outro ordinário do meu marido,estão fazendo uma maldade comigo, a qual gostaria que tomasse conhecimento: Os dois juntos e conjuntamente juntos e ao mesmo tempo, são dois vagabundos de primeira categoria.
Meu marido nunca trabalhou na vida e só me dá trabalho na cama com aquela boca de alambique. 
Meu filho seguindo o exemplo dele,nunca estudou, nunca trabalhou e só me dá trabalho também de ir buscá-lo na delegacia, dia sim,outro dia, também!
Os dois safados inventaram então que, eu faço milagres.

Inventam que curei muitas pessoas das mais diversas doenças e até seis gatos que nunca miaram e dez cachorros que latiam demais e não deixavam os vizinhos dormirem, bastando que, para isso o pessoal compre uma Mãe -benta que eu mesmo faço e até, desculpe "seu" Paulo, são bem gostosinhas.
Mas é tudo mentira "seu" Paulo. Combinaram isto com as outras pessoas que mentem e,então, cobram consultas quando os "clientes" chegam aqui e dividem tudo entre eles.
Estou envergonhada e não consigo sair desta situação, porque mãe é mãe,vaca é vaca ,e  eu jamais desmamaria meu filho desta forma  o entregando a policia e,também o  meu marido, aquele cachaceiro desocupado,porque até que de vez em quando , sabe "seu " Paulo, o trabalhinho dele à noite na cama, no chão, na relva, no matinho do quintal e até em cima da pia da cozinha, me causa umas coisinhas gostosas.
Ah, sei lá "seu " Paulo, me ajude, estou confusa !

MINHA SOFRIDA MÃE -BENTA DE TATUAPÉ.

Esta minha resposta, poderia ser aquela ou quem sabe aquela outra, mas creia ,estou precisando lhe dizer umas coisinhas que certamente não serão gostosas, ou seja: a verdade. 
Não sou "caríssimo" coisa nenhuma, pois nem consulta eu cobro.Entendido?
Realmente mãe é mãe, vaca é vaca, mas você está sendo tratada como a segunda, pois ambos só querem mamar o leite de suas tetas o que é vergonhoso e inadmissível, prezada, Mãe Benta.
Afinal, você  que se deixa passar pela milagrosa do Tatuapé , antes de mais nada é merecedora  de levar um pé bem no seu tatu. Sinceramente!
Tome cuidado,pois se eles a transformaram em Mãe- benta, podem querer agora que, todo mundo a coma, embalando você e a colocando numa caixinha e vendendo como aquele delicioso bombom,toda recheadinha de marshmallow.


Ou quem sabe, poderão fazer de você um suco bem ralo e transformá-la em água e vendê-la em garrafinhas para os incautos, tipo: Água- benta .Sim, porque,de Mãe-benta para Água-benta seria um pulo.
Eles merecem ir para a cadeia, mas você Mãe- benta,deveria ir com eles e lá a clientela seria imensa, todo mundo preso e misturado, tudo apertadinho, espremidinho,virando geleia de tanto calor.
Eu disse geléia?
Nossa Mãe -benta, você iria parar, certamente dentro dos potes  e no seu próximo e-mail para mim, viria como Mãe- geleia do Tatuapé.
Sendo assim, vou avisando logo que, se for o caso, adoro a de morango.Nossa como tudinho!