PROCURA-SE A VERDADE: SERÁ QUE MEU MARIDO É GAY?



Novos tempos, novos rumos a implacável máquina do desenvolvimento cientifico e tecnológico a todo vapor e o homem já querendo reproduzir em laboratório a instigante e desafiadora teoria do começo do mundo: o Big Bang.
Estamos na era da morte da permanência, pois tudo é efêmero, transitório, e a velocidade das informações são de enlouquecer.

Apesar disto, as mazelas humanas continuam, via de regra, as mesmas.

Querem um exemplo?

Numa exposição de artes, a um canto, conversavam duas mulheres, quando uma delas pergunta para outra:

- Sandra Mara, você acha que meu marido é gay?

-Que besteira Sônia Carolina - retruca Sandra Mara uma louraça com uma invejável área de seios naturais e disponíveis para audaciosos pousos suaves ou com solavancos, e um lugar que certamente, deveria dar para pintar várias obras de arte.

Uma delícia!


Sônia Carolina é destas mulheres um pouco complicadas, que estão sempre procurando alguma coisa, ou emagrecer 3 quilos, ou começar uma faculdade, ou terminar o casamento, aprender inglês, começar as aulas de Tai Chi Chuan, enfim...

Quem procura, acha!

-Há quanto tempo vocês já estão casados - Perguntou Sandra Mara.

-Quinze – respondeu, Sônia Carolina, de forma monossilábica.

-E ele não transa contigo? Vocês não têm vida sexual normal? Como é que não sabe, ainda, se seu marido é gay? –fica intrigada Sandra Mara.


-É por aquilo que ele deixa de fazer - embaralhou, e continuou -
Ele não tem pegada, faz sexo como se estivesse jogando bocha, aquele jogo chato que as caras jogam as bolas grandes e tentam aproximá-la o mais possível uma da outra. Jogo de velho. Aqui pra nós uma merda de jogo!

-Realmente, que saco este jogo, atropela Sandra Mara.

-Imagine é o meu saco para fazer sexo com um cara destes.E sempre foi assim.Ele nunca me chamou “carinhosamente” de vadia, putinha e vaca, na cama, e sente prazer, orgasmo como se estivesse sentindo é frio. Porra! É terrível!

-Mas, o fato dele não xingá-la, é um ato de elegância, não fazer estardalhaço é talvez excesso de educação – ponderou Sandra Mara.

Irritada Sônia Carolina, resolveu abrir o jogo:

-Homem na cama tem que é que partir pra cima como se fosse um prato de comida, raspar as patas no chão e babar como se fosse um búfalo no cio!
 
Cair de boca na realidade. Suar a camisa. Não dar chance nem da gente respirar.

-Pára Sônia Carolina, tá esquentando tudo! Pede Sandra Mara empurrando a saia para dentro das coxas e fazendo cara de tesão. 


-Ele é muito devagar. Eu já peguei meu marido fazendo sobrancelha com pinça, raspando a região pubiana para esculpir os pelos em forma de apache, fazendo depilação debaixo dos braços, nos peitos e nas pernas e usando umas das minhas lingerie preta, fazendo caras e bocas, em frente o espelho.

-Nossa então, será que ele é gay mesmo? – interroga em tom de revolta Sandra Mara.

-Eu sempre disse a ele que gostava de pêlos e ele só para me sacanear, agora está parecendo um frango de Natal. Todo depilado, lisinho e brilhoso.
Não me beija na boca, porque diz que eu tenho herpes, só faz papai e mamãe, pois, segundo ele é a única coisa natural e civilizada entre um casal que se respeita. E eu quero é ser desrespeitada!
Não desce nem sobe, não me vira, nem se vira... Nem de ladinho. Que coisa mais sem graça!
Acaba vai correndo para o banheiro e toma um banho de mais de meia hora e não me deixa entrar. E quer saber? Já encontrei um belo e grosso consolador escondido nas coisas dele.

-Nossa, que perdição, pai me espanca!

- desabafa Sandra Mara balançando aqueles maravilhosos peitaços, mas, continuando a querer botar “panos quentes” naquela delicada situação e continua sua pregação:

-Nada disso prova que seu marido possa ser gay, Sônia Carolina.
Aquilo que você encontrou pode ser até de outra pessoa.E têm homens muito metódicos mesmos, que fazem sexo como se estivessem empurrando um carrinho de recém-nascido dormindo e com todo cuidado.



Ou seja, sem sair da linha e são cheios de mania de limpeza e outras babaquices.Cada um é um – filosofou

-Então meu marido não é nenhum...Aliás, é sim, é um gay safado, enrustido, “menininha”, "môça". É isto que aquele canalha é.

-Ele dá em cima da empregada? - perguntou Sandra Mara

-Empregado, com “O”, retrucou Sônia Carolina!
Meu marido, nunca quis empregada, ele diz que empregada menstrua e fica se coçando, não lava as mãos e depois vai fazer bolinho de bacalhau. E queria que o Gebão ...

-Gebão? Interrompeu Sônia Mara.

-Sim, Gebão é o apelido do empregado, pois, ele até queria que o Gebão dormisse lá em cara. Eu e que não permiti.

Outra coisa, ele não tem nenhum nome de mulher na agenda do celular.Lá para casa só telefona homem.Ele sempre diz que são amigos de trabalho.Uma vez ele retribuiu com um beijo para um tal de Bráulio.
Não esqueço o dia em que fui dar-lhe um beijo na boca e ele estava com gosto de batom, até pensei que ele tivesse amante.À noite quando ele dormiu, fui cutucar nos bolsos do paletó dele e encontrei um batom de cor carmim.Morri de vergonha.No dia seguinte ele justificou que foi uma colega de escritório que tinha colocado e esqueceu. Ele é gay!

-Sônia Carolina, hoje em dia, isso é tão normal, minha filha !

Homens beijam outros homens na face, até na rua. Mandam beijos, enfim, isto atualmente, é comum.
Veja os metrossexuais. Pintam, os cabelos, as sobrancelhas, se depilam, usam roupas colantes, estão sempre muito perfumados alguns até fazem prótese para aumentar o bumbum - ponderou a amiga para ver se diminuía o estresse dela.


-Ah, pelo amor de Deus! Homem implantar silicone no bumbum é demais.Isto é coisa de fresco, mais muito fresco mesmo. Sou chegada mesmo é num pico da bandeira, e nem quero saber qual é a altura do monumento- arremata revoltadíssima,Sônia Carolina!
Afinal, o que vocês acham?

SOMOS BRASILEIROS , SIM! MAS NÃO DESISTIMOS DE IMITAR OS "STATES",NUNCA!!!

Madame to telefonando pra dizer que vou deixar a senhora, na mão hoje.
-Você não vem trabalhar Tersulina? Algum filho doente?O marido bebeu todas ontem e está de cama?
-Nada disso madame, a  Sra. não está sabendo?
-Sabendo de que Tersulina? O que aconteceu?Por favor diga logo pois você sabe que eu sou hipertensa e daqui a pouco tenho um tremelique, um piripaque, aqui.
-Fica fria madame, é coisa boa, nada de pensar bobagens.
-Mas, fala logo criatura, porque você não vem trabalhar?
-Pô madame a senhora tão bem informada, fala até “ingrês” e não sabe que hoje é o dia do “Brack Fliday”?
-Tesulina, primeiro não é se fala assim:É Black Friday, e você fala essa palavra porque tá acostumada a falar “framengo”,”fruminense” .Já lhe ensinei a falar direito Tersulina.
-Madame, ensinou sim, mas só continua é me pagando pouco (risos)
-Sua ingrata se eu pagasse pouco você não estaria correndo para as lojas querendo 50,60 e até 80% de descontos em mercadorias.
-Viu como madame, sabe das coisas? É isso mesmo.
-Mas onde você está agora?
-No galinheiro do Coruja.
-Galinheiro do Coruja?
-É madame , na esquina aqui de casa,o cara aqui em homenagem ao “Brack Fliday”...
-Black Friday, Tersulina...
-É , esse troço mesmo, mas ele está vendendo duas galinhas pelo preço de um e ainda dá os ovos e o pinto.
-Ovos e o pinto dele? (risos demorados).
-Não madame,é brinde:quem compra uma galinha,leva duas ,e mais três ovos e meia dúzia de pintinhos.
-E pra aproveitar essa porcaria de oferta,você não veio trabalhar?
-Madame, o galinheiro tá lotado e acabando tudo,tem gente já comprando até os galos.
-Devem ser essas mulheres carentes da sua rua.Levar um galo pra casa, só pode ser.Tersulina eu não te perdôo.
-Porque madame?
-Estou sozinha em casa, não tenho com quem deixar meu filho pequeno e no dia do Halloween, você também faltou, porque estava fazendo uma fantasia de abóbora para seu filho.
-Pô madame, eu adoro essas coisas dos gringos.A madame não vive também falando que iria pros “states” nem que fosse pra lavar privada dos gringos porque está de saco cheio daqui?Eu pelo menos ganho meu dinheirinho aqui, lavando privada de brasileiros.Fuuuuuui....
-Tersulina, Tersulina...Oh, my God!

O CARDÍACO.

 


Certas pessoas carregam consigo o eterno e sombrio medo de uma doença.

São os hipocondríacos que podem ser polivalentes,quando acreditam terem dezenas de doenças simultâneas e tomam muitos e variados remédios indiscriminadamente, sem a menor preocupação de se intoxicarem.

Porém, existe aquele que elege uma doença, e com ela convive muito tempo!

O Adamastor é um caso típico.Emprego bem sucedido em uma grande multinacional, tinha da empresa um plano de saúde que cobria até os seus pés em dias de frio. Era completo. E a generosa empresa ainda pagava-lhe também,os remédios,exames , enfim, uma verdadeira mãe médico-hospitalar!

Adamastor descobriu que era cardíaco, tinha sopro no coração, o que espalhava para todo mundo até com certo orgulho e uma cara de idiota sofredor e carente.

Sua mulher o deixou um ano depois.Dizia que ele não queria sobrecarregar nenhum músculo do corpo e ela cansou de esperar, por "aquele" músculo que ficava tão longe do coração dele e tão perto, das suas mais legitimas fantasias libidinosas, funcionar.E Adamastor... nada!
Seu médico mandava ele fazer exatamente, o contrário, mas Adamastor queria curtir aquele "sopro", como se estivesse dirigindo um carro Ferrari Testarossa e vermelha!

Cuidadosamente!

Se ele fosse um iatista a sua embarcação jamais sentiria calmaria no mar, pois um sopro nas velas destes barcos é tudo que se deseja.

Em festa de aniversário o seu sopro deixava a criança aniversariante sempre chateada, pois era ele quem sempre apagava todas as velinhas. Tinha sopro de sobra!

Várias consultas por mês, exames caríssimos, remédios aos quilos, tudo patrocinada pela sua generosa empresa.

Sua conversa era uma verdadeira ventania, pois não tinha outro assunto.Quem encontrasse ia logo perguntando ou pé do ouvido:

-Você também, também, tem sopro no coração?

Qualquer que fosse a resposta do interlocutor, Adamastor deitava falação sobre sua pior e “gravíssima doença”, cultivada com muito carinho amor e abnegação.

Andava feito um bonequinho de louça, devagar, respirando compassadamente e poupando o mais possível as suas energias.
Sua alimentação era semelhante a dos coelhos ou urso-panda, exclusivamente folhas e legumes, pois nada podia forçar-lhe a digestão e quem sabe, possivelmente exigir muito do seu “sôfrego” e exagerado sopro do coração.
Um belo dia Adamastor foi à cidade e passou embaixo de uma construção . Um andaime despencou-lhe na cabeça. Adamastor teve afundamento craniano e, segundos antes de morrer, pelos ferimentos fatais e irreversíveis,estas foram suas últimas palavras ao médico da ambulância em plena via pública:

-Doutor , muito cuidado,pois tenho sopro no coração.

Foram os seus últimos suspiros!

NÃO ESTÁ SATISFEITO COM O SEU TRABALHO?


Terceiro milênio, surto tecnológico incomum, mudanças de hábitos e costumes, enfim um novo mundo, um planeta que convive com o maior índice de desenvolvimento humano de todos os tempos, no entanto só uma coisa não mudou: Reclamar do trabalho!

A palavra trabalho, deriva do latim, tripallium que era um
instrumento de tortura pontiagudo, usado na idade média.

Pela origem da palavra, vê-se que realmente, o trabalho até na sua forma semântica, teve uma origem dolorosa.


Fala sério, ninguém acorda de madrugada para trabalhar com um sorriso de publicidade de pasta de dente.

É verdade que, em algumas situações de casais que detestam a presença um do outro, por exemplo, sair de casa para trabalhar, até pode ser uma troca menos penosa.

Mas em geral, o trabalho é uma necessidade. Só isso!
Esta era a necessidade de Juliana Carla, caixa de banco e todo dia era mesma história, escutando gente reclamando do alto custo da conta de luz - e ela não trabalhava na Light - ou da conta do Iptu - ela nem conhecia o prefeito - gente xingando o dono dos cartões bancários, e coitada ouvia aquilo tudo e, ainda, tinha que esboçar um leve sorriso diplomático.

Afinal o cliente sempre tem razão.

De saco, literalmente cheio, resolveu conversar com sua amiga, dona de uma loja de lingerie finas, amigona mesmo de infância, marcaram um almoço e lá foram papear:

-Oi Juliana
Carla, o que vamos comer?
-Quer que eu seja sincera, Martha Maria?
-Lógico, mulher, fala aí...
-O gerente deste restaurante...(rs) olha só que homem!!! (risos, muitos risos).
- Mas ele não está no cardápio Juliana Carla.
-Deixe-me ver, o cardápio...Está sim, está aqui: Picanha à moda da casa!
-Então pede duas... (mais risos, demorados e com tapinhas nas costas!).
Após pedirem a refeição e terem devorado com se tivessem chegado a pé do nordeste, Juliana Carla, desabafa:

- Não agüento mais aquela porcaria de caixa de banco, é estressante, um saco, não muda nada, sempre a mesma rotina...

-Tudo bem, Juliana Carla, mas já parou para pensar quantos empregos muito piores existem? Imagine neste calor insuportável se você tivesse que asfaltar as ruas, limpar esgotos, trabalhar como flanelinha, trocar lâmpada de semáforo...Fala sério!

Definitivamente, já pensou se você fosse zelador de cinema pornô que é um dos piores empregos do mundo, pois ,tem que limpar aquele chão todo, depois de cada sessão?

E carteiro que, além do sol ainda leva mordida de cachorro?

Médico de UTI, vendo um morrer toda hora, administrador de cemitério que tem que enterrar um monte de gente, ginecologista que trabalha o dia todo onde os outros homens só se divertem, masturbador de animais para inseminação artificial, segurança da Amy Winehouse, assessora de imprensa do José Arruda, imagine esta desgraça. Falar o quê?

-Ah, Martha Maria, mas também tem o outro lado, como, por exemplo, gerente de hotel de oito estrelas em Dubai, interprete do Príncipe de Mônaco, empresária do Brady Pitty , chefe de gabinete do líder da oposição , ou da situação, ou de qualquer coisa, no Congresso Federal...
-Acorda, Juliana Carla!
- Martha Maria, acordar? Quando eu estou tendo pesadelos, você não está nem aí, não é isso? Agora, quando o sonho é bom, tenho que acordar. (Continuam os risos).

- Juliana Carla, bota na sua cabeça, sempre haverá um emprego, pior que o seu, e os melhores, estarão sempre ocupados.

E-MAILS RECEBIDOS SOBRE CASAMENTOS E SUAS CONVENIÊNCIAS IMPLÍCITAS.




CORPO MOÍDO DE BANGU. RJ

Sr.aconselhador.

Meu casamento está fazendo água ,pois casei muito nova e para ser franca, muito mais para me livrar daquele maldito colchão no qual eu dormia.

Explico:Minha família era muito pobre e não podia nos dar nada e eu dormia sobre um colchão de molas muito velho e esburacado, cujas pontas delas ficavam me espetando a noite inteira e pela manhã estava um bagaço,aí conheci este meu homem , coincidentemente dono de uma colchoaria.

Então, me sentí no céu!

Hoje meu colchão é realmente maravilhoso, de plumas de ganso rosa importadas da Etiópia mas, não aguento olhar para a cara dele, justamente este homem que me proporcionou esta dádiva.

O que sugere?

RESPOSTA:

Já vi casamentos serem realizados por motivos mais nobres, porém, neste seu caso, até eu acostumado com as mazelas humanas me surpreendi.

Fazer o quê?

Bem , a saída é você perguntar ao maridão se ele se incomodaria em morar na colchoaria, numa boa ,sem estresse e feliz.

É cada uma que aparece por aqui!

Pô , fala sério!.

ALBERTINA DO TATUAPÉ. SP

Mestre Paulo,

Sou a filha caçula e tenho mais oito irmãos homens que me vigiavam vinte e cinco horas por dia.

Quando eles achavam que eu cometia algum deslize me enfiavam literalmente a porrada, e eu vivia toda roxinha.

Então, conheci um policial que passou a me defender e por esta razão, casei com ele.

Mas tenho nojo deste cara e sou muito infeliz.

Peço solução.

RESPOSTA.

Você tem que ser coerente, pois se na época escolheu um policial para lhe defender e casou, agora para se afastar dele, apele para o Exterminador do futuro.

Será uma briga muito boa.

E para ambas as amigas que me mandaram estes e-mails , as presenteio de acordo com aquilo que andam fazendo!

FERIADÃO: É NÓIS NA FITA !

 Mais esperado do que menstruação de namorada cujo homem amado se nega a usar camisinha e ela jamais usou pílula,eis que chega o feriadão.
E dessa vez são tantos dias que parecem férias!
A família se prepara,os filhos só falam nisso,a sogra diz que quer ir também pois, precisa refrescar a cabeça ,aquela mesma cabeça que o genro não passa um dia, sem enfiar-lhes desaforos impublicáveis,à dentro.
Todos querem curtir uma praia, afinal ninguém é de ferro!
Combinaram viajar de madrugada e lá se foram, no entanto, só esqueceram de combinar com os outros pois, todos tiveram a mesma idéia e agora o congestionamento é de mais de cem quilômetros e, estão ainda ali no comecinho da viagem há mais de seis horas, mas tudo bem, sete horas depois chegam à praia.O carro nesta ida ferveu,morreu, ressuscitou e finalmente, a bateria foi pro brejo, mais chegaram.
Mais uma vez esqueceram de combinar com todo mundo que iriam chegar àquela hora e não tinha absolutamente, nenhum palmo de areia para colocar a barraca e então, resolvem ficar na calçada mesmo, enquanto comiam um pastelzinho.
 Arrumam ali as cadeiras,abrem a barraca e depois de todas as toalhas estendidas naquele chão quentíssimo,dois ciclistas irresponsáveis com suas bicicletas desgovernadas invadem aquela área já ,anteriormente, também invadida pela família e desarrumam tudo.A sogra pega o pau da barraca e parte para cima dos meliantes,mas ...eles fogem.
A filha menor agora está com diarréia,e sequer chegaram a entrar na água, mas agora é uma emergência, e o intrépido pai segura a menina no colo e sai driblando os banhistas , mas não dá tempo e ela faz tudo que precisava na enorme barriga dele.
Até chegarem na água escutaram muitas piadas e ofensas dos banhistas.O português estava errado,mas a critica não!
Fazer o quê?
Mas é feriadão, pena que esteja ameaçando temporal, e não é só uma ameaça,pois um pé d’água incrível que desaba de repente.
A correnteza leva tudo, sem dó nem piedade ,barracas, farnel, latinhas de refrigerantes e a pobre sogra, velhinha, indefesa e dela só se ouvem,as últimas palavras, muito longe do local:
-Genro desgraçado, você é o culpado por isto tudo.
E ele responde:
-Onde quer que você esteja acredite,este foi o melhor feriadão da minha vida,lavou minha alma e quem manda não saber nadar sua bruxa.
O quadro é desolador e tempos depois,a sogra volta toda molhadinha,os sanduíches de mortadela estão ensopados, criançada chora sentada no meio-fio ,choveu o suficiente para fazer bastante água naquela embarcação dos sonhos de um feriadão que até poderia ter sido conforme o imaginado.
Mas, não foi!

AFINAL:É ISSO OU AQUILO?

Herculano Deoclecio e Elizabeth Ruth nasceram um para o outro, e jamais consideraram a hipótese do outro ser,”um outro” ilustre desconhecido, ou seja, que não tivesse sido consagrado na formal certidão de casamento, como um dos dois cônjuges.

Bem, toda essa enrolação foi para dizer que ,por incrível que pareça o casal era fiel!

Todos nós sabemos que a vida, além de não ser um mar de rosas,em certas ocasiões até se transforma num rio de lágrimas, e que por vezes por um simples prazer, fazemos nosso amor infeliz ,amor este que não esquecemos porque que teve o seu começo numa festa de São João.

Bem , Herculano Deoclécio vivia no entanto,preocupadíssimo em agradar sua cara metade e sempre lhe trazia quinquilharias e bugigangas para presenteá-la,repetindo sempre a mesma e humilde frase:

-Desculpe , amor é só uma pequena lembrancinha!

E lá vinha aquelas bijuterias de camelô ,um saquinho de castanha de caju, dois tabletes de chocolate pequeno pela própria natureza, enfim...

Elizabeth Ruth, sempre que ele se desculpava por tão mínimas materializações do amor verdadeiramente sentido dizia:

-Hercú (assim ela o chamava na intimidade) você não precisa ficar justificando nada pois, gosto de pouca coisa,pequenas, nada de excessos, mas sim, dadas e compradas com o coração- terminou.
E exatamente, naquele dia ela pediu a ele, se caso pudesse fizesse umas pequenas compras até chegar o fim do mês.

Solícito, amável,e terminando aquele pedido com um imenso abraço, pois, afinal, este tipo de demonstração de afeto é muito baratinho!

De noite,Hercú chegou com uma sacola de supermercado e Elizabeth Ruth foi logo cobrando:

-Ué, morzinho , não fez as compras?
-Claro,minha lindinha, fiz...

E abrindo a sacola de lá começou tirar cem gramas de feijão,outras cem de arroz, cinqüenta gramas de talharim, um ovo, três azeitonas pretas...
-Êpa, tá querendo me sacanear,Hercú?
-Como assim, lindinha?
-Isso é o que?- inquiriu a já quase ex-amada, naquela altura dos acontecimentos.
-Elizabeth Ruth, estou seguindo orientações e obedecendo suas vontades,pois, afinal quem é aqui que gosta de “pouca coisa,pequenas e nada em excessos”
E após perceber a brincadeira,ela entregou-se aos risos prolongados que só foram interrompidos quando Hercú, contrariando os entendimentos anteriores,mandou imensos e monumentais beijos naquela boca da qual saiam palavras que, ela mesma nunca sabia se era isso ou não era isso mesmo que , realmente queria dizer.


ENTRE NÓS, UM CELULAR.

Estamos no início do terceiro milênio e eu nem senti o segundo passar.Incrível!
Hoje em dia, até devagar, anda mais depressa. É a era social precocemente ejaculada. Tudo é rapidinho.E foi nesta velocidade que conheci Andréa Berlusconi.

-Você é parente do Berlusconi da Itália?- indaguei àquela louraça, com mais 500mm de silicone nos seios?

Reconheço com uma pergunta das mais imbecis. Mas, tinha tanta coisa para olhar, que falar era o que menos importava. E também, ninguém é obrigado a ser brilhante, criativo e sutil o tempo todo.

-Berlusconi de onde? -Perguntou Andréa com seus imensos olhos azuis, olhando nos meus que deveriam estar meio avermelhados, pois coçavam e certamente, era conjuntivite, e então aprofundei:

Da Itália. Era o primeiro - ministro da Itália - respondi

-É da Itália, né? – Questionou com fisionomia de surpresa.

-É - voltei a confirmar. Que papo furado!

Então o celular dela tocou:

-Desculpe, vou falar aqui rapidinho – Solicitou-me, educadamente um tempo para interromper nossa conversa que, na verdade, não havia sequer começado.

-Ora, fique à vontade – respondi, e nem era preciso, pois ela puxou-me pelo braço e sentamos no banco da praça. Então, começou a falar no celular:

-Oi, sabe o que é, querida, te telefonei ontem para dizer que o batom amarelo-jaca saiu de linha. Eu ainda tinha alguns lá na loja, mais acabaram. Só tenho azul-defunto, roxo-Jamelão e vermelho-hemácia. Você pode escolher.

Quantos as calcinhas que, tanto você gosta, chegaram outras peças interessantes com dizeres diferentes como: Antes de tirar diz que me ama, Entrada franca, É hoje, Duvido que encontre coisa melhor e outras com frases na parte da frente.

E tenho uma que na parte de trás está escrito: Nosso parquinho de diversões é na frente: não acostuma! (risos, muitos risos)

Agora, minha amiga, deixa eu te contar uma frase que ouvi de um cara: ele me disse que a calcinha não é a melhor coisa do mundo, mas está bem perto. Entendeu? (muitos mais risos)

E continuava:

-Eu sei que você não usa sutiã, mas chegou um diferente, é um sutiã de bunda. Juro! Levanta legal. Passa lá para experimentar.Eu te espero – finalmente, acabou e voltando a me encarar ela ensaiou continuar o diálogo:

-Mais, você estava dizendo que era italiano...

-Não, eu perguntei se você era parente...Pronto nem deu tempo de terminar, pois o celular dela voltou a tocar e novamente, atendeu:

-Beto? Seu cachorro, safado, sem vergonha, você ainda tem coragem de me ligar. Convidou-me para irmos naquela churrascaria, encheu a cara de chope e comeu feito um exilado afegão, tudo quanto era carne, daquele rodízio infindável, pediu caipirinha e ainda se entupiu de chopes e no final, comeu duas taças de banana – split.

Então disse que precisava ir ao banheiro, pois, estava com uma “emergência diurética” e a babaca aqui, ficou esperando mais de meia hora e, você nada.
Seu fdp fugiu só para não pagar a conta. Não ri não, seu escroque.Pobretão infeliz. Estuprador de refeições.Comunista!Não quero saber de nada, convida agora a tua mãe seu cafajeste - desligou com os olhos azuis lacrimejantes.

Como os seus olhos lacrimejam, eu logo pensei que tinha sido infectada pela minha conjuntivite, ou estava lembrando da grana que desembolsou no churrasco ou a hipótese menos provável, a de que amasse, verdadeiramente, aquele cafajeste.

-Olha “seu Itália”, me desculpe...

-Não, meu nome não é Itália... Volta a tocar o celular...

-Vera sabe quem acabou de me telefonar? O Beto aquele canalha.
E bem que você me disse que ele não era flor que se cheirasse. Nem deu tempo de cheirar nada, pois o mesquinho fugiu da churrascaria e tive que pagar a conta. Eu sei Vera, não foi por falta de aviso. Foi por falta de homem, mesmo! E como seu estava precisando, aí...
Você, até me contou que ele também,foi na sua casa e roubou os aparelhos de barbear do seu pai, daqueles mais caros, cinco lâminas em um que, corta até tronco de árvore, eu sei. E ainda levou um tubo de pasta de dente já usada, mas que, ainda estava pela metade.
Pois é, mais eu não fiz fé. Precisar de homem é uma merda, não é Vera!

Depois a gente se fala, pois, estou com um amigo aqui, batendo o maior papo - e desligou.
Fiquei então pensando se tinha mais alguém ali, pois “maior papo, comigo?”.

Só podia ser sacanagem. Ela estava me gozando.Mas, fiz outra tentativa:

-Andréa, que tal desligar o celular?- Ela nem escutou e..., Pronto outra ligação:

-Lindinha, meu amor, anota aí aquela receita de pudim de repolho com calda de chocolate. Já te disse antes que, é de repolho, mas é doce - e olhando pra mim, fez gestos para que eu esperasse um pouquinho só.
Vai anotar? Então:
-6duzias de ovos de codorna;
-8 xícaras de polvilho azedo;
-5 litros de leite de búfala;
-2 repolhos bem fatiados ,bem fininhas, tá meu bem?
-4 colheres de sopa de vinagre;
-2 nabos batidos no liquidificador;
- 3 xícaras de açúcar...

Com o estômago embrulhado e o saco cheio, levantei-me e sai sem olhar para trás.

Só ouvi, dois chamados derradeiros e desnecessários:


- ”Seu” Itália, “Seu” Itália, já estou terminando...

FINALMENTE, AS RESPOSTAS!


Tenho recebido muitas perguntas, questionamentos e curiosidades de meus queridos leitores e aproveito esta oportunidade para esvaziar minha Caixa de entrada, pois é a única saída de atender a todos com o carinho que merecem.


P - Sr.Paulo Tamburro, porque será que eu não engravido com o meu marido?

R-Já tentou fazer sexo com ele?

P-Nosso dinheiro nunca chega ao fim do mês,tem alguma sugestão?

R- Tenho sim.Mesmo que o seu salário seja tipo carro motor 1.0,coloque mais combustível.Ele chegará com certeza!

P-Meu filho nasceu com a cara do apresentador Ratinho.Que chato! Qual solução?

R- Fique tranqüila, na próxima gravidez veja só o programa do Faustão.

P-Queria fazer meu marido ser o homem mais feliz do mundo.Pode me dizer qual a parte dele é a mais sensível?

R - Posso .Pare de enfiar mão no bolso dele.Ele será outro homem!

P-Prof. Paulo, você dá aula particular?

R-Dou.Mas preciso saber exatamente, detalhes do seu “currículo”.Mande.

P-Aí Paulão, sonho sempre que estou estrangulando uma galinha branca e velha.Isso não faz sentido.Dá para explicar?

R-Lógico, Jorjão é exatamente assim, que você vê,inconscientemente, sua sogra.Seja mais generoso.

P-Aí cara, tenho uma tremenda dificuldade de lidar com velhice,só em pensar que vou ficar meio broxa, meio impotente, meio chato,meio cheio de rugas, meio adoentado...

R-Você tem mesmo dificuldade de lidar com a velhice e principalmente, uma profunda ignorância, pois , não ficará “meio” nada, e sim, “totalmente”. Caia na real.Espero ter ajudado!

P-Paulinho, quando você faz sexo com uma mulher,por que partes você começa a arrebentá-la de prazer primeiro, e quais aquelas que, vai deixando por último.

R-Companheiro, você errou o endereço deste e-mail, pois eu não sou Jack “o Estripador”.