VÍTIMA DO PRÓPRIO VENENO.


 

Angelina é dessas mulheres que ainda hoje tem uma vaga lembrança das épocas de fastios financeiros que viveu muitas décadas atrás. Guarda ainda, no entanto, o odor inútil das pomposas roupas de grifes e fala com desenvoltura de famosas marcas como Yves Saint Laurent, Louis Vuitton, Gucci, Prada e outros bichos. Demostra tanta intimidade com essas marcas que aparenta ser acionista majoritária dessas pérolas frívolas, prescindíveis e supérfluas fruto do capitalismo que criou uma economia de mercado distante, aleatório e equizofrenizado daquela absoluta maioria dos habitantes desse planeta que só utiliza esses nomes para batizarem os seus cachorros. Não é muito frajola e requintado alguém ter uma cadela batizada com o nome de Prada? Fala sério! O que mais teria uma paupérrima mulher, amasiada com aquele esforçado é hercúleo operário brasileiro, morando em palafitas amazônicas ou favelas dos grandes centros para fazer inveja aos vizinhos do que ter uma cadela com esse nome tão valioso? Angelina é bambu que verga mas não quebra pois foi formatada tempos outros em meio a estrasses e lantejoulas e por esta razão tem ideologia politica massificada pela mídia pasteurizada do The New York Times, The Guardian,O Globo, Estado de São Paulo entre outros menos votados. Para ela todos os socialistas são apenas de fachada, as esquerdas devem ser implodidas junto com a ilha de Cuba e como ave que gorjeia assustada depois de acertada na perna pelo moleque de rua com seu estilingue infalível e tem pela natureza e preservação ambiental um desprezo absolutamente irracional. Sobre essa matéria uma das suas frases mais celebres é de que toda natureza sobre a face da terra deveria ser cimentada! Esse negócio de florestas, rios , lagoas e cascatas, pintassilgo, ararinha azul e bem-te-vi é de uma esterilidade existencial que só aos tolos cabem apreciar.

Porém, ai porém, há um caso diferente, que marcou num breve tempo  o coração dela para sempre, como diria o poeta e cantor Paulinho da Viola no hino chamado ; Foi um rio que passou em minha vida! E  literalmente, Angelina hoje, pagando com a língua, a boca e sendo vitimada pelo próprio veneno como fazem os escorpiões, hoje embrenhou-se pelas matas, cachoeiras e cascatas de um lugarejo das Minas Gerais chamado: Ibitipoca.O que existe além de fartíssima e exuberante beleza ambiental nesse lugarejo ao sul do estado campeão de pão de queijo e de uma cachacinha invulgar? Nada, absolutamente , nada! 

Então Angelina,  a princesa do concreto e rainha do asfalto vive agora ainda sob a severa influência poética do sambão de Paulinho da Viola, não podendo definir aquele azul que sem saber se é  do céu ou quem sabe do mar, afinal está sendo apenas um rio que está  passando em sua vida e o coração de Angelina se deixou levar. E aqui cabe também nosso sagrado e para tantos profano, Chico Buarque quando do alto da suas excepcionais cantorias debocha educadamente no imortal quem te viu quem te vê, afirmando que aquele que não a conhece, não pode mais ver pra crer e quem jamais a esquece não pode reconhecer.

Ibitipoca não é lá uma Toscana da bela Itália, mas aqui pra nós tem um nome bem latino, matuto, mineiro, caliente, ferve no sangue de maneira inconsciente nas mulheres quando elas erram ou se atrapalham na pronuncia, pois fatalmente estarão muito perto do nome do objeto masculino do prazer que em nenhum sex shop você pode adquirir, apesar das fantasiosas defensoras do prazer de plástico dizerem o contrário.

Sutileza é tudo!

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COSTAS LARGAS.

 

                                                                      


"Seu" Antonico é pai , avô ,bisavô, aposentado com 75 primaveras vividas, o mesmo número de natais nos quais se entulhou de rabanada e os carnavais? Nossa, saia de casa um dia e só voltava no dia que um cansaço batia em seu corpo. Livre, jovem, bom emprego, formou-se em algumas faculdades o que lhe facilitou acumular algum dinheiro para a tão sonhada aposentadoria. Seu Antonico era pai de cinco filhos, três meninas e dois meninos,hoje uma casada, outras nem tanto, porém todos na faixa dos 35 a 45 anos que, invariavelmente junto com a sua segunda mulher o achavam ultrapassado, saudosista, melancólico, critico, entre as coisas publicáveis. Era quase linchado por todos quando colocava um sonzinho dos anos 70, 80 vamos lá, tipo Elvis Presley, Litlle Richard, Bob Dylan, Elton John...

-Mãe, manda diminuir esse som! Esse velho nunca escutou na vida dele Iron Maiden,The Smiths,Metallica? Coisas antigas que ele gosta, chatas, cara rabugento. Nossa que horror já estou com 45 anos e ele ainda não mudou de gosto? E o pior ele gosta de samba. Pode isso? Gostar de samba? É demais , mãezinha querida da minha vida!

-Filha já arrumou um emprego?- Interrompe a mãe que sempre  apoia a filhinha mas, tudo tem limite.

-Tô vendo mãezinha. Tá tudo muito difícil, um horror, pandemia...

Ato continuo ouve-se, para variar, um novo grito:

-Mãeeeeeeeee...

-Que é Luterinho, meu filho parido de parto normal como todos vocês foram e do que tanto me orgulho. Parto normal, sofri

-Tá bom , mas preciso do carro do "velho" hoje pra dar um rolé com uma mina, pergunta se o tanque ta cheio, ok mãezinha querida?

-Luterinho, mas veja lá, tome cuidado!

Ato continuo, em seguida, depois do primeiro grito, logo após:

-Mamãezinha...

-O que é "Perfeitinho" da mamãe?

-Pai sabe que tô sem dinheiro e me negou oito mil reais pra eu ir com meus colegas ficar três dias na Argentina.

-Que absurdo vou falar com aquele velho caduco,chato, chato, chato... responde irritada a mãe do século!

-Ia me esquecendo... 

-O que meu "Perfeitinho"? A sua filha Estrela Dalva também vai então são dezesseis mil reais, só isso tá mamãeeeeeeeeeeee?

-Sabe "Perfeitinho" meu adorado filhinho querido, minha Estrela Dalva, amor da minha vida, primogênita e adorada menina dos olhos azuis precisa arrumar um  empreguinho, concorda? Ela tá procurando há seis anos...

-Esquece mãezinha , o coroa tá com muito.

-Também acho , mas com excessão de Martha- que eu amo acima de tudo e quanto, só Deus sabe!!! - a única casada de todos vocês é que segura a barra da nossa alimentação, pois deu sorte de casar com o dono do supermercado Mundialito, o resto é tudo nas costas do velho chato, ultrapassado, coroa que só gosta de falar do passado.

Enfim o "Seu" Antonico , o velho e imprestável Antonico e que esperava se ver livre das cobranças, boletos, empréstimos ,dividas dele e de terceiros, quartos, quintos e o escambal e que na aposentadoria iria botar a carcaça para descansar na fazenda e com uma casinha de sapê, acabou descobrindo que além de todas a sua jovem família alguém de fora das suas hostes também pediria, pediria, pediria pela sua intercessão junto ao Pai, ao Filho, e ao Espirito Santo.

Estão duvidando? Então escutem:





AMANTE ORIGINAL.

                                                  


Aproxima-se o fim de mais um dia de intenso trabalho, e aquele pensamento constante e repulsivo, não lhe saía da mente! Pensava a cada minuto, naquela criatura vil e aterrorizante que deixara em seu lar.
A última noite, em sua companhia, fora a mais cruel e insuportável, e naquele momento resolvera, de uma vez por todas, por fim àquela situação.
Chegando a sua casa, logo ao abrir a porta, deparou com aquela criatura mesquinha, sórdida e provocadora que não lhe dava um minuto de descanso, fazendo-o passar os dias e as noites mais infelizes e atribulados da sua vida.
Resolveu declarar guerra àquela megera, acintosamente deitada em sua cama, como a desafiá-lo, ostensivamente.
Atirou-se à cama para agarrá-la e castigá-la, masculamente.
Ela fugiu, logrou escapar, indo para a sala tentando esconder-se, numa atitude covarde, digna, somente das criaturas inexpressivas.
Ele a seguia furiosamente, tinha de uma vez por todas que acabar com aquele sofrimento brutal, que fazia do seu lar, um cubículo triste e aterrorizador.
Iria espancá-la com o salto duro do seu sapato, daria contra aquela cabeça vazia, para ensiná-la a dor que nunca antes havia conhecido, pois jamais fora homem de bater em ninguém, quanto mais num ser mais frágil como aquele.
Calculou friamente a pancada e mandou brasa, porém mais uma vez, aquela criatura conseguira desvencilhar-se, correndo de um lado para outro como se estivesse zombando da sua virilidade e, finalmente, foi para o quintal. O nosso pobre amigo suava frio por todos os poros e, o cansaço já era uma evidente realidade em seu corpo.
Numa atitude derradeira e louca, resolveu matar aquela coisa, sim matar a tiros. Faria daquele ser, migalhas.
Rapidamente foi ao quarto, abriu a gaveta. Tremiam-lhe as mãos. Apanhou sua arma - um revolver 38, cano curto - e a passos firmes caminhou para o quintal escuro, envolvido na noite fria de inverno. A vitima, ali estava escondida.
Acendeu uma vela que trazia no bolso e colocou-a no chão. Então a luz fraca da vela, descortinou-a encostada a um canto, já agora temerosa, mas nem por isso, menos intragável e repulsiva.
Corajosamente, apontou-lhe a arma. Fez mão firme, pois aquele era o momento mais dramático da sua vida. Mirou-lhe, estrategicamente, a arma, para o seu crânio e disparou por diversas vezes, ouvindo-se as secas detonações das cápsulas. Seguiu – se a morte instantânea da vitima, já agora enlameada e inerte no solo.
Sua cabeça destroçada sob a terra aguada da chuva, que algum tempo caía, como para limpar as horrendas manchas daquele ser, apresentava-se como o quadro final daquela tragédia.
-Livre, estou livre – gritava, histericamente, aquele secular sofredor.
Sim, jamais passaria outras noites em claro por causa daquela criatura.
Lá estava ela destroçada pelos certeiros tiros do nosso frouxo machão, que na linguagem esportiva, dir-se-ia ter acertado bem na mosca, porém, o que não é verdade, pois no caso a mosca era uma barata, ou se quiserem seu nome científico, aqui vai: Periplaneta Americana.

EPITÁFIO:

Barata, do latim, blatta, substantivo feminino, ortóptero onívoro, de corpo achatado e oval, que põe ovos em ootecas (estojo). Pode ser silvestre ou doméstico,e tem hábitos noturnos, segundo o dicionário do Aurélio.
                                                      
                                                     

QUEREMOS MENSTRUAR, QUEREMOS MENSTRUAR, QUEREMOS MENSTRUAR !!!




Recebemos de uma indignada presidente da associação pró mulheres menstruadas intitulada: È PROIBIDO ESCORRER uma correspondência furiosa, E antes mesmo de ler sabia que ela estava sangrando pelos olhos, pois, afinal sou chamado de Paulo, Paulinho e até gato - o que acho um exagero- mas de Tamburro só quando a missivista quer rodar a baiana .E não deu outra .Abaixo transcrevo o inteiro teor do email;
" TAMBURRO, 
represento milhares de mulheres do Brasil que estão ensandecidas  com essa absurda proibição presidencial de vetar a distribuição de absorventes femininos para que as mulheres pobres , desgraçadas e miseráveis que represento, possam sair às ruas livres das buchas feitas de sacos das malditas de bolsas de supermercados,  jornal, pedaços de roupas velhas e miolo de pão que elas enfiam vaginas à dentro quando menstruadas e outras simplesmente deixam escorrer. Sabe quanto custaria cada absorvente desses para o governo? 10 (dez) centavos, meu caro! Mas para esses políticos ladrões e milionários vagabundos cujo pai já era ladrão e passou tudo pra ele tipo clássico e seguidores " seu" Eike Batista que se fod...(desculpe) . A mulher do Sergio Cabral deve usar um eterno absorvente cravejados de esmeraldas e diamantes com controle interligado a internet das coisas que avisa a ela quando deve ser trocado. E as outras 25% das mulheres brasileiras que nem sequer estão empregadas e nem entram mais nos açougues para comprar carne e sim ,vão apanhar o lixo dos ossos dos animais? Aliás Tamburro, agora já estão cobrando  por quilo de osso que jogavam fora. Não quero me intrometer em ideologias ou o cacete à quatro mas, capitalismo é isso? Porra!!! Dá uma força pra nós aí no seu blogue, afinal por onde sai a nossa menstruação saem também a das privilegiadas cheirosinhas que vivem nos "states" e compram absorventes desse tipo, que custa R$ 226,00 (duzentos e vinte e seis reais):
Agora usar pedaço de jornal velho, aí eu acho muita sacanagem.

                                                                    


Espero que você Tamburro bote a sua boca no mundo e muito obrigado pela força."

Resposta: Querida presidente, botar a minha boca nessas condições só se for no mundo mesmo.
Conte conosco e estamos juntos e misturados!


" NEM QUERO PENSAR NA SEGUNDA".

 


                                                                         
Após mais um dia de extenuante trabalho Laurindo chega em casa querendo começar a fazer aquilo qu mais gosta: dar ordens. Não é só isso é também pedir coisas e exigir da sua "espousa" aquelas mesmas merrecas de sempre, não sem antes dar aquele protocolar beijinho de cinco segundos na testa de Cremilda e depois ficar abraçado mais de meia hora  com sua cadela Xuxuca, naquela lambeção sem fim  considerada a única alegria da casa.

Prestaram atenção? "A única"! Depois não querem ser corno!

-Cremilda minha "espousa", estou tentando falar com você desde que sai do trabalho e não consegui. Você está agarrada nesse celular como os touros nos cios ficam nas vacas e ou  aqueles  recém -casados grudados com as suas mulheres nos primeiros meses de casamento!

-Verdade depois as abandonam não é Laurindo? Já estou acabando de falar. Posso ter o direito de alguma coisa nessa casa?- Rebate Cremilda de saco cheio daquela rotina de vida.

-Ok,vou tomar banho e não esqueça de levar toalha limpa, meus chinelos e pijama passadinho, tá bom Crecrê? (nome carinhoso que ele chamava sua Cremilda).

-Água já tem no chuveiro né? Nossa que homem chato, desabafa Cremilda.e retorna a ligação:

-Desculpe amiga, como eu ia te falando não consigo mais pensar numa segunda. Uma só foi suficiente e olhe lá! A primeira ja foi muito difícil de aguentar aquela dor enjoo e até uma discreta diarreia. Não quero mais nem ouvir falar sobre isso. Tá bom? Um beijo querida, nos falamos mais tarde.

Ao desligar Cremilda ouve aquele pedido de explicação vindo de trás e ao virar-se lá estava Laurindo completamente nu e para variar  coçando delicadamente o saco .Ela reage imediatamente: 

-Seu porco só falta agora você cheirar essa mão!. Que nojo! É vá logo tomar banho!

-Nojo sinto eu - retruca aos berros Laurindo- com você falando com essa fulaninha sobre a nossa privacidade.

-O que?

-É sim! Você nunca disse que sentia isso quando transávamos

-Transávamos? Ficou louco Laurindo? Estava comentando com ela que não vou tomar a segunda dose da vacina contra Coronavid, pois na primeira e você  mesmo testemunhou que quase botei os bofes pela boca!

-Ah que susto!- disse mais calmo o Laurindo.

-E que saber seu garanhão de meia tigela, você jamais poderia pensar isso pois, a  simples e  básica primeira aconteceu no Natal do ano retrasado e já estamos novamente no fim do ano! Faz tanto tempo quanto a primeira missa rezada no Brasil. 



O DRAMA DO LORBERTO!

 



Lorberto era destes homens que vivia marcado pelas inevitabilidades das suas ações improváveis e que, nunca davam certo.
Antes de começar já parava, nem queria saber o resultado real, pois, na sua mente atrofiada por uma inferioridade injustificada, o pão com manteiga dele, iria sempre cair no chão e com a manteiga para baixo!
Andou lendo dezenas de livros de auto-ajuda, mas descobriu que, o ajudado era sempre quem vendia os livros. Partiu para as videntes, cartomantes,jogadoras de tarô e tantas outras cartas,e nada!


Lorberto queria somente uma mulher, este era o simplório e inalcançável sonho dele, enquanto, os seus amigos de tantas que as tinham e as chateavam, viviam querendo era livrar-se delas. 
Isso para ele só reforçava sua pequenez enquanto um macho incapaz de prover uma mulher que lhe desse carinho, atenções, beijos múltiplos e diversificados e até eventualmente, pensava poder presentear-lhes com mimos ou quantias muitas vezes superiores a que elas precisariam para voltar de táxi para casa.
Estava disposto a deixar crescer ou raspar a barba, usar costeleta ou não, cabelos compridos ou bem curtinhos, e quem sabe até, se elas quisessem,exigissem ou gostassem, poderia colocar uns penduricalhos e piercings nas sobrancelhas, língua, lábios, umbigo e o escambau. Qualquer coisa!


Faria até tatuagens de borboletinhas nas virilhas e pensaria em escrever o nome dela na nuca. 
Na nuca, ele nunca explicou a razão.
Se ficasse ridículo azar! Antes ridículo todo enfeitado e pintado do que de cara limpa e sozinho.
Na verdade os problemas de Lorberto não estavam fora dele e sim, dentro.
Na tentativa de saber se as mulheres gostavam de membros pequenos  médios, grandes ou descomunais, pesquisou em vários estudos disponíveis,como vídeos pornográficos e olhava para o seu instrumento de trabalho comparando. O seu era sempre visto muito menor, mirrado, acanhado, sem aquele vigor que, segundo ele, os performáticos artistas de sexo explicito, demonstravam. 
Mas, nada disso era verdade, apenas percepções distorcidas,visões menores provocados pelos seus complexos infinitos de insegurança e inferioridade.


Um dia conversando com um amigo pegador, profissional na arte do relacionamento, destes que arrastavam mulheres pelos cabelos e que fazia uma inveja incrível a ele, resolveu contar-lhe seu drama com o sexo oposto e prontamente o mestre ouvinte predador e caçador emérito lhe deu a solução:
- Cara, entra firme na mulherada! Diz mesmo com o coração aberto que você é um merda, só faz merda, vive nesta merda de solidão, porque tem uma personalidade de merda. Seja verdadeiro,mulher gosta de sinceridade - disparou o conselheiro e amigo.
Lorberto ficou olhando atentamente para ele e sem falar nada, pensou que, ontem mesmo tinha falado sobre todas aquelas suas merdas para uma gostosa que lhe disse muito amigavelmente, e cheia de ternura:
-Querido, desculpe, mais o meu banheiro já está ocupado!

SERIADO TELEVISIVO: O TURCO OU COISA PARECIDA!

 

 Sabe aquele casal perfeito, ela nascida e criada para parir e ele educado pelos pais para ser um homem responsável, trabalhador, provedor e o escambau? Pois é, vamos conhecer essa historinha que é pequena mais singela, rápida porém, cheia de verdades:

-Maria Luiza estou indo trabalhar, não sei a hora que volto. 

-Vá na paz "môzinho" vou passar o dia vendo o seriado: O turco ou Novamente apaixonados, nunca guardo direito o nome - De dentro do banheiro ela responde.

-Não sei como você não se cansa desse seriado. É todo dia, o dia inteiro - Se despede o "môzinho".

Depois de duas horas em transito intenso e finalmente, chegando ao trabalho o tal "môzinho" lembra que havia esquecido o celular em casa e um homem moderno sem celular é igual a um grande Condor dos Andes de asas quebradas. Solução à vista - pois a prazo os juros estão muito altos- "môzinho" voltou pra casa e entre sua saída e volta do sagrado lar onde vivia maritalmente com Maria Luiza lá se foram três horas. Meteu a mão na maçaneta da porta e ao tentar abri-la verificou que ela estava fechada. Resolveu então ir para a janela da casa que dava para o jardim e começou a ouvir estranhos urros e sussurros;

-Vem meu turcho machão, acaba comigo minha sobremesa gostosa, dondura você é meu sorvetão ,lokum gomoso desgraçado de bom, verdadeira baklava folheada de recheio de pistache, nozes e castanhas. Nossa, me engorda seu turco maldito, ai,ai,ui,ui...

Meio abobalhado e sem ação, "môzinho" começou a pensar que Maria Luzia estava se masturbando vendo pela televisão o imperdível seriado na televisão que ela dizia ver todos os dias. No entanto, aquela voz , aquelas palavras não vinham da televisão. Era impossível que ela tivesse tanta intimidade com aquela novela que levasse o artista principal, um  turco famoso a dizer:

-Marria Lu querrida, meu teson , minha tudo e se o babaca do seu marrido chega agorra?

Maria Luzia, revirando os olhinhos e segurando enlouquecida no ekmekt - pão turco tradicional  daquelas bandas turcas - e olhando dentro dos olhos daquele rei da Capadócia disse:

-Preferiria a morte! Quero é me saciar de você, meu banquete do mediterrâneo. Lambuza meu corpo desse  com seu azeite da longevidade!

E o tal do " môzinho" na falta de alguma coisa melhor para fazer ante tal tragédia conjugal, decidiu enfartar  ali mesmo na janela .E lá se foi ao som de cantos Gregorianos ,torcendo para que a porta do céu fosse bem alta para poder entrar com aqueles seus imensos chifres de autentico corno vitima da traição da Maria Luzia com o turco comedor de Kebab, prato de carne da terra do maldito que não soube respeitar aquela sua carne que, o agora defunto enganado, pensava que só ele comia.



QUEM MAIS ESTÁ ?

 

                                                     
     

Paira sobre a nação um indefectível odor de gases irrespiráveis que as narinas desse povo não está conseguindo evitar pelas características maléficas, imperecíveis e indestrutíveis vindas do Palácio do Planalto o qual está sendo ocupado por um singular presidente da república e estadista autointitulado "imorrível, imbroxável e incomível".

Na sua explicita  inveja dos grandes heróis tipo Capitão Marvel  e  Super-homem o presidente acredita que jamais voltará ao pó de onde veio e que enquanto estiver disponível no mercado o comprimido azulzinho sua espingarda- herança dos bons tempos de capitão- jamais deixara de cuspir fogo e que ninguém ouse comê-lo, admoestação essa absolutamente desnecessária pois, no Brasil não temos tribos indígenas antropófagas e portanto, quem mais o faria?

Depois do presidente dessa bagaça nacional ter ensinado a esse tranquilo, paciente e manso povo pátrio, brilhantes teorias estrovengas como a de que a Terra é plana e adjetivar de forma não-republicana aos que respeitam a devastadora pandemia do covid-19 de maricas arrematando em lapidar momento de cultura inútil que, todos nós vamos morrer mesmo um dia! 

E, sinceramente eu não sabia...

Vários ex-presidentes deixaram frases históricas entre as quais a do Washington luiz: "Governar é construir estradas" ou Getulio Vargas com sua famosa: "O povo de quem fui escravo jamais será escravo de ninguém". Vamos nos lembrar dos discursos noturnos de Jose Sarney: "Brasileiros e brasileiras boa noite" ou até mesmo o pedido desesperado do presidente Fernando Collor de Mello: "Minha gente não me deixem". Mais recentemente  Luiz Inácio Lula da Silva filosofou: "Todo mundo tem direito de ser contra, a favor ou muito pelo contrário".

Porém, nenhum outro conseguiu ser tão singelo e sutil, quanto o atual:

"Caguei! Caguei para a CPI".

E o que temos para o momento.


BRASIL ACIMA DE TUDO E UM GOVERNO ABAIXO DA CRÍTICA DESTRUINDO TUDO!!!


E SÓ CLICAR NA SETINHA NO MEIO DO QUADRO E VER COMO LÁ FORA VIRAMOS UMA PIADA!


E PENSAR QUE TUDO COMEÇOU AQUI NESTE AMOR IRRESISTÍVEL, À PRIMEIRA VISTA E CERCADO DE IMBECILIDADES POR TODOS OS LADOS ENTRE O CAPITÃO PRESIDENTE E O CAFETÃO DAS BOAS INTENÇÕES DO POVO NORTE -AMERICANO,VAMOS RECORDAR?





 

SUICIDAS.


                                                                    


Diamantino e Jurema formavam aquele casal que a todos encantavam pelas presenças educadas e comportamentos irrepreensíveis em publico. Eram considerados pela parentela próxima e distante- apesar de toda parentela ser de eméritos fofoqueiros- verdadeiros pombinhos os quais a sorte do destino uniu e os transformou em seres perfeitos um para o outro. Mas, ledo engano, pois no sacrossanto recolhimento do lar transformavam-se em bestas-feras com brigas constantes e diárias

Era uma porradaria constante com ameaças de ambas as partes ,daqui pra lá e de lá pra cá sob insultos e tentativas algumas bem sucedidas de violência física caracterizada preferencialmente por socos, cusparadas que não doem mas sujam e chutes que não sujam mas doem pra cassete quando pegam em lugares sensíveis e inapropriados do corpo humano. Um horror!

Desesperado por tantos problemas Jurema resolveu por fim a sua vida que, mais se assemelhava a uma eterna experiência de morte ao lado de Diamantino que a seduziu quando ambos eram muito jovens e nunca mais a deixou sozinha depois de ter pago para ela uma maçã do amor na quermesse da igreja da santa padroeira da cidade mineira, onde viviam.

Jurema tinha um forte veneno de rato chamado chumbinho uado para matar e secar os invejáveis ratos da casa. Tomou aquilo e foi deitar-se e logo a seguir chegou o Diamantino perguntando onde tinha guardado  a escumadeira pois, ele estava fritando ovos e não conseguia tirá-los da frigideira e como ela não respondia, viu que pelo canto da boca de Jurema saia muita saliva e esbranquiçada. Apavorado perguntou:

-O que houve Jurema?

-Tomei chumbinho seu desgraçado, prefiro a morte do essa vida maldita! - respondeu esquálida  e quase desfalecida , mas... nem tanto.

Apavorado Diamantino fez com ela bebesse muita água e ao acordar Jurema estava enroscada no pescoço dele que agora também espumava pela boca, pois tinha tomado o restinho do pouquíssimo veneno ingerido pela Jurema e que tinha sobrado.

-Que palhaçada Jurema aquele pouquinho de veneno que deixei, após usar para matar os ratos aqui de casa,  não daria para acabar nem com um percevejo e você tomou só pra dramatizar- desmoralizou Diamantino.

-É  pois, agora vou me jogar da janela e acabar com tudo, adeus ingrato!-E Jurema saiu correndo em direção a janela.

-Jurema nossa casa é no térreo, deixa de ser idiota!

-Então vou pra cima do telhado e me jogo de lá.

-Do telhado não, pois se você me quebrar alguma telha aí sim eu é que te mato!-ameaçou Diamantino.

Então, os dois se olharam sem uma saída nobre para um suicídio espetaculoso e começaram a rir, jogando-se ambos na cama  onde tudo sempre terminava  de forma explosiva e tumultuada como uma grotesca novela mexicana:

-Vou por cima-exigiu Diamantino...

-Não, por cima vou eu - replicava Jurema..

-Sou eu,,,

-Eu..,

Bem, era sempre assim e as discussões duravam horas intermináveis antes de chegarem aos "finalmente", mas nós vamos ficar por aqui ,pois, afinal temos muito mais o que fazer.

Concordam?


AS NOVÍSSIMAS IDOSAS.

 

                                             

Nestes dias que o sol bota, literalmente, para correr todas as nuvens do céu, e fica tão limpo que você consegue ver até as amídalas dos astros, resolvi refestelar-me, na pracinha, ao lado da minha casa.
Sentei-me no meu banco preferido. Logo em seguida, uma senhora, cuja idade era algo indecifrável, senta-se ao meu lado e faz um cumprimento com a cabeça. Respeitosamente, respondi.
Pediu-me detalhes de onde ficava da minha casa, se morava por ali, enfim. E foi logo garantindo que eu podia ficar tranquilo que uma velha de oitenta e três anos – pronto, acabou-se o mistério quanto a idade daquela idosa - já não pensava mais em sequestrar ninguém. A seguir, vieram então as chorumelas comuns e normais, destes tipos de situações: Dores, dores, dores e mais artroses, artrites, hipertensão... Afinal, pessoas que já viveram tantas décadas têm o direito de acumular muitas e variadas doenças
Disse-me a senhora:
-Sentia tantas dores nos ossos que, em certos dias mal conseguia levantar da cama...
-Lamento – interrompi,
 Lembrei-lhe então que existiam ervas muito boas para dores ósseas como a unha de gato e a cavalinha. E ato contínuo, recomendei-lhe também um tratamento homeopático aliado a acupuntura.
A resposta veio logo:
- Com oitenta e três anos, você acha que eu não conheço isto? - rebateu com certa indignação e continuando:
- Olha meu amigo, se erva fizesse bem, cavalo, bode, cabra e outros ruminantes que comem isto o dia todo, seriam imortais. Conversa fiada! Já me receitaram até chá de picão. Imagine uma mulher na minha idade tomar este troço! Eu sou velha mais não,sou devassa. E com a força de argumentos de um palestino suicida, rumo à derradeira missão continuou:
- Homeopatia e ervinha, são muito boas para o médico e as farmácias que manipulam aquelas coisas tipo, bolinhas, pozinhos, tinturas e não sei mais o quê. Tudo papo furado!-finalizou revoltada.
 Argumentei que pessoas “mais vividas” davam preferência a chás e outras coisas do gênero, para evitar efeitos colaterais indesejáveis. Ela Concordou e disse:
- É verdade, você tem toda razão. Mais não é o meu caso. O que adianta não ter efeito colateral, pelo fato desta coisas também, não fazerem nenhum efeito?  
Eu curei minhas dores com uma medicação chamada Sulifratel que contem uma substância chamada 
dexobulimatrinolorotirileno de argônio, produto tecnológico de primeiríssima geração fruto de inteligência artificial sintetizada a partir da molécula de hidrogênio, contida no esporo do centeio canadense que é uma droga sintética  e  definitiva nestes tratamentos...
- Esporos de onde, minha senhora? - perguntei aturdido
-Do centeio canadense. O Sr. tem problema de audição? - inquiriu.
- Não, não tenho... quer dizer, acho que não tenho, apenas...
-Veja que maravilha! Eles estão associando esta substância ao ribanoflonuvinalato de potássio hidrogenado em emulsão de submoleculas radioativas fracionadas e mais o equivalente a dez miligramas de lítio, pois descobriram que separadamente, estas substâncias produzem o sinergismo suficiente para agregar a parte externa óssea e estabelecer uma espécie de proteção gelatinosa que evita a dor e outras manifestações. Mas, ainda são substâncias experimentais. O que eu uso mesmo é um remédio importado da Coreia do Sul à base de fenilorganotripsinase injetável, via intravenosa com soro glicosado infiltrado de cobre e moléculas ferrosas ativadas. Acaba com a dor. - finalizou.
Assustado e com cara de paisagem pensei que na flor dos meus quarenta anos, vivia  tomando chazinhos caseiros que julgava infalíveis! Fiquei na minha e de mansinho fui levantando e me despedindo:
- Bem, minha senhora, vou para casa tomar meu xarope de mel com agrião, pois estou querendo ficar resfriado...
- Homem, não vá se enganar, tome um remédio decente...reagiu em tom de 
-Não, obrigado, eu ainda sou muito tradicional, nestas questões de saúde, tchau-Saí meio desmoralizado.
Ao distanciar-me, virei-me para traz e ela ainda estava balançando a cabeça, em sinal de absoluta e definitiva reprovação ao meu conservadorismo farmacológico e minha ignorância ao novo arsenal medicamentoso.
Aliás para ser sincero, uma coisa eu concordei com ela integralmente, pois nunca gostei mesmo de tomar o tal chá de picão!