SEXO ORAL: VARIAÇÕES SOBRE O TEMA!




Petrucio Delirio era destes homens que, quando não estava pensando em sexo , estava fazendo.

Casado com Tereza Maria ,vivia uma vida de poucos amigos com a senhora sua esposa, exatamente porque , neste particular ela tinha ainda em pleno limiar do terceiro milênio , muitos preconceitos e uma absoluta má vontade por isto que chamamos de atividade sexual, sendo mais modesta neste quesito do que um carro 1.0 , ano de fabricação 1979.

E Petrucio Delírio precisava muito, pois era movido a reações libidinosas diuturnas entregando-se ao de forma compulsiva ao sexo solitário sempre culpando a Tereza Maria por ser aquela rosa despetalada sem vida e mesmo assim, negando-se a ser regada!

Era, apesar de tudo e por incrível que pareça, fiel à sua mulher-iceberg o que contrariava duplamente todas as teses existentes sobre a matéria pois, homem seja ele qual for, tem um grau de fidelidade ao casamento praticamente nulo , mesmo sendo atendido sexualmente, agora imagine, aquele que nem sexo faz?

O cara andava desesperado pelos cantos e sempre tentando encontrar meios que pudessem fazer com que Tereza Maria, quebrasse um galho e lhe tirasse do sufoco.

E até que um dia resolver partir para soluções intermediárias , uma espécie de nem muito pra lá, nem muito prá cá e propôs para Tereza Maria, o seguinte:

-Está bem minha filha, você confessou que não gosta de sexo e se eu quiser posso ir embora.Você é honesta e me avisou que perdeu o interesse por esta prazerosa arte de também, fazer neném e que se sente a última das mulheres quando isso acontece, então, que tal só fazer sexo oral daqui pra frente?

Tereza Maria olhou dentro dos olhos de Petrucio Delírio e respondeu:

-Sexo oral, é isso?Você quer que eu faça sexo oral com você e aí ficará satisfeito?

-Isso, só isso, pode?

-Posso, vamos começar: Você está por cima eu por baixo.Agora eu de ladinho de conchinha e você é a ostra dentro de mim.Eu gemendo e gritando de prazer,estou vendo estrelas , cometas, planetas e até meteoros. Agora fico de quatro... de cinco, de seis, de sete e pareço uma louca em todas as posições pedindo tudo e mais alguma coisa.Depois, imploro tapinhas de amor e você manda ver com essa mão pesada e agora peço sua língua, seus beijos e quero ser toda mordida por você meu macho louco ,meu búfalo no cio,touro incontido,meu garanhão sempre relinchando palavras cavalares na minha Trompa de Eustáquio!
Nossa, tenho um orgasmo atrás do outro,múltiplos, intermináveis e pelo jeito vou assim, até amanhã...

-Tereza Maria, você enlouqueceu? Vem aqui minha gostosa, fazer um sexo oral com seu Petrucinho...

-Já estou fazendo, aproveita ! Não é sexo oral que você pediu?Ou, também, não sabe nem o que quer?


A CHAVE DO SEGREDO DAQUELE MARIDO CALMO!

Marta Lucia, filha de uma conservadora família de Bangu, subúrbio do Rio de Janeiro, era mulher que fora treinada, em tempo idos, para ser uma esposa devotada, mãe exemplar e dona de casa que se virasse mais do que frango assado de padaria, para manter as coisas em ordem e tudo sob controle no seu lar.




Quatro filhos em idade escolar e feitos um atrás do outro com muito amor e carinho por aquele casal procriador por excelência, ele um caixa de banco, ela uma professora primária que nunca chegou a exercer a profissão.

Sobrava naquela casa muito trabalho e pouco dinheiro para manter aquela bagunça que Marta Lucia, apesar de sua bravura e dedicação, não podia fazer melhor e, por esta razão vivia sempre sob as acusações descabidas e injustas de Deoclécio Mauro um sôfrego e estressado homem que só via dinheiro quando começava a trabalhar no banco e olhava para os caixas eletrônicos da sua agência, isto quando também elas não estavam arrombadas,como ele!

Para variar, Marta Lucia era mais agitada que minhoca em areia quente, faladora compulsiva e Deoclécio Mauro quase um vodu sempre cansado e com olheiras explícitas, calmo por necessidade de sobrevivência, mas mesmo assim, as brigas eram constantes.

Marta Lucia- Olha “Mormaço” – assim ela chamava seu calmíssimo esposo – acabou o gás,entupiu a pia da cozinha, queimou a resistência do chuveiro elétrico do nosso banheiro, não tem macarrão, óleo, feijão,as crianças precisam de sapatos para irem a escola, e minha mãezinha vem passar uns meses aqui em casa pois, está deprimida e já tentou o suicídio, duas vezes na semana passada.Temos que comprar cama e armário para ela! Não vou abandonar minha mãezinha, nunca, a sua sogra que um dia você teve audácia de chamar de cachorra, lembra?





O maridão sempre escutava estes tormentosos problemas e que eram diários, sempre de pé e com a mão no bolso , numa atitude pacífica, apesar de estar constantemente, resmungando e reclamando “civilizadamente” da mulher, e sempre parecendo querer esconder a mão nos bolsos, para que não houvesse dúvidas de que ele jamais as usaria para castigar a esposa que, aliás andava de braços dados com a Lei Maria da Penha.

Nem precisava pois, Deoclécio Mauro era, além de calmo, um pacifista nato e, por esta conduta que parecia uma estátua de praça pública, irritava muito sua espavorida e inflamada mulher que sempre terminava qualquer reivindicação quebrando algum prato ou objeto doméstico assemelhado.

E respondeu o marido:

-Fique tranqüila, tudo será resolvido na paz e sem motivos de desesperos.
-Você sempre fala isso, “Mormaço” e nunca resolve nada.Lembra que o telhado está todo quebrado e quando chove é uma pingação danada aqui dentro de casa, há mais de dois anos?
-Vou consertar... Tenta reagir Deoclécio Mauro.
-Vai nada, sempre com essa mão no bolso parecendo um paspalhão.Cara, estou ficando muito nervosa com isso tudo e como diz nossa vizinha, estou me sentindo despentelhada com tantos problemas.

E neste momento,Deoclécio Mauro, ao ouvir aquela palavra mágica, puxou violentamente o último fio de cabelo que ainda restava lá por baixo na sua sofrida região pubiana, pois sempre e a cada discussão com a Marta Lucia ele com mão no bolso, parecendo estar absolutamente calmo, ia na verdade arrancando, vigorosamente, um por um daqueles seus sofridos pentelhos, até que agora não sobrara mais nenhum.

Triste segredo!

DOS MALES, O PIOR!















Vocês estão casados há quarenta anos e a senhora acha que seu marido já não arma mais a lona do circo, nem estica o bambu como fazem as donas de casa do interior para levantar o varal de secar roupa?
É isso minha senhora?
Por outro lado seu marido reclama que a senhora nunca usou tanto a cama para dormir quanto nos últimos dez anos e a conversa do dia, é todo dia, e diriarimente , a cada minuto de todas as vinte e quatro horas, sobre dor.
Queixa-se que ele,com aquela montanha de gordura acumulada no abdomem , nem pode ver mais o seu antigo instrumento de trabalho do qual tanto se orgulhava e hoje, completamente caído! Por outro lado madame, quando seu querido companheiro quer dar um beijinho no bico do seu seio tem que se arriar, até o seu joelho?
Olha esta é uma situação difícil de solucionar e qualquer livro de auto-ajuda será um dinheiro gasto inutilmente, pois vocês devem pensar realisticamente que, já estão vivendo o período da pós- abertura do Mar Vermelho, ou seja quem passou , passou ,quem não passou, morreu afogado.
Minha senhora o que dura pra sempre é a alma e mesmo assim, quando vai para céu, pois, se for daquelas almas pecadoras e ímpias e encaminhadas para o fogo eterno, vai virar é churrasco.
Então, como tudo na vida acaba, para de ficar chorando de saudade por aquele inesquecível leite derramado que, já não cai mais na sua leiteira.
Seu marido deve agora estar sendo atraído por menininhas de programas com aqueles seios em pé ,um bico olhando para cada lado e para o alto, aquelas ancas perfeitas, coxas roliças simetricamente impecáveis e, quando ela vira de costas ,ele descobre que nádegas,realmente não são aquilo que sobrou para ele que, levaria até um indio, a sair de casa.
Estas da rua que pescam homens carentes são mulheres programadas para o prazer, tem os lábios grossos e apetitosos,uma dentição perfeita, a pele de pêssego que, só em encostar dá frutos, além de um olhar que atrai até raio em dia de tempestade.
A senhora deixou-se levar pelas responsabilidades domésticas e hoje, parece uma ursa com o pelo todo desalinhado depois, de tantos anos hibernada naquela cozinha fazendo “coisinhas gostosas” para que o seu maridão enchesse a cara de cerveja e ficase falando aquele monte de asneiras.




Ele que, antigamente parecia um gladiador romano,mais hoje está mais para aqueles jumentos inúteis e esqueléticos que povoam as secas do sofrido nordeste.
Fala serio!
Senhora reconheça, que o tempo derrubou, fez despencar ,devastou e está tão enrugada que, suas antigas chamadas rugas de expressão, agora viraram rugas de revoltas expressadas, as quais nenhum botox consegue mais esticar sem fazer que a sua boca fique torta e a senhora ao falar, parece uma chaleira de pressão.

Por outro lado, eis que seu marido agora tem mamas volumosas de gordura,e as nádegas dele também estão moles , achatadas para baixo, além daquelas papadas debaixo do queixo, verdadeiras geléias, balançando para lá e para cá e sem falar naquela barriga de gestante. Um horror!
E pense bem: já notaram que de uns anos para cá vocês, em razão de todos esses infortúnios estéticos, passaram a só falar de beleza interior?
Brincadeira!!!

QUEM AMA,BABA!

Ela, uma loira,linda,coxuda,bocuda dando a impressão que tinha muito mais do que trinta e dois dentes ,pela grandiosidade daquele sorriso panorâmico enorme e irresistível,seios generosos com faróis sempre acesos,ancas receptivas, e uma "preferência nacional" que ia muito além das nossas fronteiras.



Nossa!
Ele, um gato,olhos azuis turquesa,testão,nariz grande e iguais aos seus dedos , aos seus pés, o que já levava as mulheres a imaginarem ter um colossal instrumento de trabalho ,tórax de Apolo,barriga tanquinho e com mais ondulações do que pintura de arte moderna.
Casal perfeito, diriam todos e com razão.
Ela uma sueca vinda para o Brasil na tenra idade, ele carioca fanfarrão e eram casados fazia muito pouco tempo,desde o dia que ele encharcou-lhe a cara de vodca russa legitima e ela ter ficado aquela noite e, até hoje, com ele!
Um casal gozando literalmente da mais plena felicidade.
Será?
Vamos entender melhor esta historia de Aisha Frida e Antonino Piomentese depois desta discussão que parecia não ter mais fim:
-Grandão (como ela o chamava) você reclama de tudo,vive com essa boca entupida de comida e só pensa em me comer ,comer, comer...
-Aisha ,se eu soubesse que as suecas eram tão frias assim teria casado mesmo com uma gostosa brasileira.
-Ainda é tempo, vai em frente pois, você seu safado, sempre disse que eu era muito mais gostosa do que elas, hipócrita, mentiroso.
-Mas esquece o passado loirinha , pois agora eu quero é ir por trás dessa gringa, vem amor , minha delicinha...
-Nada disso,nada disso...
-Como assim?
-Nem como assim, nem como assado.Não vai comer nada, e nunca mais vai mamar aqui ,nunca mais seu ingrato.



Vai procurar sua brasileira gostosa, tem muitas por aí,quem sabe até uma mulata com bundão!-É brincadeirinha Aisha, gosto mais de você do que aliche,pizza calabresa, fetuchine carbonara e o escambau,eu fico louco minha loura gostosa.
-Nada disso, agora vai arranjar essa brasileira,pode apelar para a concorrência pois,tô me lixando... Arremata aquela gringa deslunbrante quase esfregando o peitão na cara do Marcelo.
-Ah, é?
-Ta bom.Mas antes vou dizer a verdade sua gringa fria.Sabe quando você me babou? Responde.Nem pode, pois nunca fez isso, sua pedra de gelo,iceberg afundado... -Para Grandão...-ensaia chorar desmoronando , mesmo!
-Não paro nada, você é mais distante de mim do que ponto de ônibus de madrugada.
-Para grandão...
-Devia ter casado com uma latina "caliente", gostosa, destas que incendeiam à toa! -Você sempre disse que eu era gostosa, seu ingrato...
-Mas sem sal, insossa, gélida. Gosto de mulher que me babe muito, fique grudada em mim, adoro isso!
-Eu babo,sim miserável ingrato...
-Mentira nunca babou coisa nenhuma.
-Grandão,para e vem aqui que eu babo - entre soluços aquele monumento nórdico abriu os braços...enfim, abriu tudo, jogando-se no sofá.
E Antonino que não era bobo, nem nada, já sentia que não seria por falta de uma espada enorme e já prá fora no campo de batalha que, ele iria perder mais aquele delicioso embate.
Então foi aquela enroscação total e vira pra lá, pra cá, levanta, abaixa, enfim, uma confusão do cassete, pior do que um curioso querendo abrir um computador. Mas de repente, Antonino levanta e reclama:
-Aisha ,você ta me cuspindo todo,olha o que você fez, foi pura maldade!
-Grandão, quem me ensinou foram a brasileiras.
-Ensinou o que?
-Que são os homem que devem ficar babando por nossa causa e um homem safado como você que quer me trocar ,merece é isso mesmo – terminou enfurecida e vitoriosa, cuspindo literalmente, fogo pela boca.
-Não,Aisha na cara , não...
Muito tarde, pois o que saiu daquela boca enfurecida,tinha endereço certo, sem possibilidade de retorno e parecia até uma performance circense!

LENINHA E ROBERTÃO.






Certas comparações em brigas de casais soam pior do que a narração de um gol contra o seu time num jogo de 0x0 e no qual, o juiz marca pênalti contra o seu , dois minutos depois de esgotado o tempo regulamentar, ou seja, já na prorrogação!
Quem agüenta isso?
Leninha e Robertão, eram casados há oito anos e só combinavam mesmo, na cama.
Ali , realmente o couro comia solto, era pena para tudo quanto é lado e ele com aquela determinação de um búfalo no cio,levava sua mulher a orgasmos múltiplos,amplos,irrestritos, eternos e inigualáveis .
E todas estas maravilhas eram confessadas por ela mesmo em tom de murmúrios de “quero mais”, após cada sessão de libidinagem explicita nas quais ela vivia ameaçando subir, literalmente, pelas paredes.
No mais ,era uma vida de discussões acaloradas e um partindo para cima outro.
E jamais poupavam mútuas ofensas:
-A diferença ente nós é que eu fui criado com macarrão feito em casa,de massa italiana especial com molho calabrês,azeitona preta e cujo aroma ia longe e você Leninha, sempre se satisfez com miojo- atacava o Robertão querendo ferir de morte a Leninha, numa daquelas discussões costumeiras.
-Miojo? Seu abestalhado idiota, aprendi comer essa porcaria quando casei com você.
-Leninha, não seja mentirosa! Você sempre diz que precisa fazer uma coisa rapidinha depois que transamos, pois sabe que eu fico com tanta fome que uma feijoada seria pouco.Aí você corre logo pra botar aquele macarrãozinho vagabundo e safado na panela com o tal “molho” em pó de saquinho que me leva a ficar arrotando o resto do dia. -Safado,como você é torpe Robertão, quem me pede uma comidinha sempre rapidinha prá poder voltar pra cama é você - retruca Leninha já ensaiando beicinho de choro .
Robertão, então cai na real e ao ver sua Leninha querendo desabar em prantos a pega no colo e se jogam,novamente na cama.
Ali, os dois ficam todo o tempo,e parece que o mundo parou, entre gozos e sussurros internáveis até que exaustos , ambos confessam cansaço e uma fome implacável e Robertão arrisca:
-Então, minha Leninha, delicinha,faz uma comidinha gostosa?
-Faço Robertão vou botar o miojo pra ferver.
-Leninha, não acredito, enfia o miojo no seu ...
-Olha essa boca suja, Robertão, ai, ai ,ai, não seja malcriado comigo- diz Leninha caminhando com aquele corpão abundante e considerável rumo à cozinha, entre risos e gargalhadas de deboche explícito e vingança consumada!

VOU ESCREVER O QUE PENSO SOBRE AS MULHERES!






( in memoriam )


Permitam que eu fuja, só nesta postagem, da essência dos textos que caracterizam este blog.


Mas vou falar das mulheres e ...Tudo!

Para um cara como eu que mamou até quase os cinco anos, e só parou porque meu pai exigiu da minha mãe uma definição, tipo ou ele ou eu, é muito emotivo falar de mulher.

Então, vamos começar pela minha mãe.

Quantos momentos de ternura, carinho e amor eu me omiti, em relação a ela. Afinal estava tão próxima que parecia que um abraço mais apertado, um beijo mais demorado e uns afetos mais constantes, não eram tão necessários assim.

Eram, e com eram!


Quando ela se foi, caiu a ficha e fui tão covarde que não a conseguia vê-la na lápide fria do cemitério.


Dizer que o tempo apaga a dor e a saudade daquela que me colocou no mundo é uma deslavada mentira. De uma mulher que se anulou para formar, formar um homem de bem... Mãe é inesquecível!


As mulheres são úteros abençoados, que Deus priorizou para que a humanidade se perpetuasse.
A gravidez é o momento mais sublime de uma mulher e não tem como a gente não se emocionar, e só olhar aquele barrigão e pensar: Já estive ali, no ventre aconchegante de uma outra mulher.


Elas são mais ponderadas, humanas, sábias, equacionam melhores os conflitos, são mais solidárias e exalam ternura e perdão por todos os poros.


Se dependessem dos homens para terem filhos, a humanidade não existiria!


E amamentar, quando isto é possível, é um momento mágico que transcende qualquer outro quadro, de qualquer outro pintor, seja ele o mais famoso.


Sofrem, sim!


Nos relacionamentos afetivos é sempre a parte que sai mais machucada, e em geral coloca em si mesma a razão do seu sofrimento, mesmo tendo convivido com um crápula.


Como profissionais, as mulheres têm se destacado de forma exuberante e vejam, quantas Chefes de Estado são mulheres.


Mas, continuam a ser pouco remuneradas, profissionalmente, em relação ao mesmo trabalho que os homens desenvolvem.


Mulher não é flor, não é caixa de bombom, muito menos jantar fora, ganhar presentes, carro zero quilômetro, anel precioso, nada disso: Mulher é a dimensão transcendental de nossas vidas, extrapola o material, o palpável.


Vocês são o lado mais bonito do por do sol, os maiores benefícios que as chuvas trazem, o encanto de nossas paisagens que vegetação nenhuma é capaz de dar tanta beleza, e nenhum canto de pássaro é mais sonoro que as suas vozes.


E vocês que são filhos, ame-as intensamente, vocês que são seus companheiros, maridos, enfim: Respeitem!


Mãe desculpe-me por ter sido tão covarde!


Um dia estaremos, novamente, juntos.

TUDO RASPADINHO. SIM OU NÃO?











Priscas eras, dizia-se que era dos carecas que elas gostavam mais.Até música fizeram! Cabeças destituídas de nenhum vestígio capilar costumam desfilar garbosas pelas ruas, brilhando a luz do sol, como se tivessem sido enceradas pelos seus donos.
O tempo passa , a fila anda, novos hábitos e aqueles homens de cabeças carecas começam a pensar com mais amplitude de possibilidades de anularem cada vez mais pêlos, cabelos, penugens e o escambau dos seus corpos principalmente, quando descobriram que a depilação da genitália faria com que os seus membros ficassem parecendo maior.


Como um passe de mágica!

Lógico que lâmina de barbear não faz crescer nada, mas realmente aquela cascata de cabelos que repousa sobre aquele verdadeiro orgulho de todo homem, na sua área pubiana,pode dificultar a visão integral dos olhos atentos de nossas adoráveis companheiras.



Quer dizer, fica meio escondidinho! Então a relação custo benefício daquela depilação ganhou muitos adeptos como uma forma aceitável de através de manobras simples, aumentar literalmente o objeto do desejo feminino.
Porém, todo homem sabe disso, jamais usam cera depilatória nesta região pois ,como diriam os antigos, você irá ver “sua mãe pela greta” de dor e desconforto.
É fogo, literalmente!

Depilar a barba com cera é outro modismo de parecer mais lisinho e esquecer o aparelho de barbear, pelo menos por quinze ou vinte dias.
Cara de bundinha de bebê será o resultado e não se iluda que dói pra cassete!
Depilar os peitos , também está na ordem do dia.
Algumas mulheres amam estes peitos pelados, outras acham simplesmente coisa de boiola!
Vá entender as mulheres.
E neste caso, o melhor é sempre saber o que a “sua” mulher, gosta, e quem sabe, então dar-lhe de presente um peito sem cabelos ou uma carinha nua?
Mas as depilações masculinas, não param por aí pois e alguns homens estão depilando também, as nádegas e as pernas.
Não sei não, mas aí começo a achar que esses caras estão com um pé já quase fora do armário.
O que leva um homem a depilar sua nádega? Será que é para que sua companheira diga coisas do tipo:
-Nossa, amor que coisa gostosa!
Mas gostosa como? Saber que tem nádegas gostosas agrada ao homem?
Epa, pára esse trem que estou soltando!
Depilar as pernas ? Como assim?
O cara quer tornar-se miss coxas 2012?
Não dá para entender.
E o pior é que já tem homem até fazendo obras de arte em seus pelos pubianos, tipo punk,moicano e outras novidades.



E pensar que ali antes era mata cerrada.
Quer que eu minta?

O TIRO QUE SAIU PELA CULATRA.













O cenário desta história é num grande condomínio de apartamentos no bairro de Campo Grande zona oeste do Rio de Janeiro e carinhosamente, apelidado pelos cariocas de Big Field, o que lhe aumentou a importância e status enquanto bairro pois, afinal se você quiser fazer sucesso no Brasil seja uma mulher qualquer fruta ou tenha um nome de forte apelo nórdico , em inglês.
Típico local de moradia desta nova classe média emergente que, segundo os dados oficiais governamentais e portanto não –confiáveis, já atingem hoje, mais de 40 milhões de brasileiros.

Meninos que antes não compravam nada, e meninas que hoje vivem comprando tudo e seus pais, ontem meros desconhecidos dos superlotados trens suburbanos desta eterna cidade maravilhosa e agora, desfilando nos seus potentes carrões 1.0 com ar condicionado de fábrica, são os moradores do Condomínio das Pitangueiras.

O síndico desta confraria de novos emergentes, identificou uma febre entre os moradores por reformas nos apartamentos e todas elas concentradas no item:Pintura.

E que febre!

Nunca se pintou tanto aqueles apartamentos e, sempre sob as vigilantes ordens das mulheres daqueles maridos que jamais se atreveiam discutir a cor da tinta escolhida por suas companheiras e muito menos se intrometerem na execução das reformas e como desculpa sempre a mesma frase:

-Não me meto nisso, é a “patroa” quem decide!

Uma verdadeira e extraordinária onda de sucessivas pinturas nos apartamentos passou a acontecer,a partir do momento que uma moradora, numa das reuniões de condomínio,fez graves acusações ao pintor contratado pelo síndico para atender às senhoras patroas de maridos estressados e ocupadíssimos, neste quesito de reformas gerais.

Irritadíssima a moradora acusava o pintor tê-la assediado sexualmente todos os quatro dias que duraram as pinturas no seu apartamento de uma maneira muito subliminar e dando entender que o referido profissional , trabalhando sempre sem camisa e com um largo calção sem cueca, ao subir na escada para os serviços necessários , exibia propositadamente , suas intimidades a quem ficava lá por baixo , ou seja :Ela.




E com olhares de soslaios o pintor parecia estar querendo mesmo era cutucar com vara curta, ou longa - um detalhe sem definição- os apetites libidinosos da dona da casa.

Esta denúncia gerou intensos e acirrados debates entre todos,sendo que maioria absoluta das mulheres,defendia o pintor e tentava classificar a moradora que acusava,de recalcada, baranga frustrada,e outras adjetivações menos nobres e aqui certamente,impublicáveis.
Até passeata fizeram!
Verdadeiras ou não tais acusações, o fato é que, a partir daquela histórica reunião de condomínio uma verdadeira onda de pedidos para os préstimos e urgência no atendimento daquele referido profissional, chegava ao síndico que nem tinha como atender àquelas hordas de aflitas e decididas mulheres que, queriam porque queriam, novas cores para os seus até então,pouco convidativos apartamentos de cores muito sóbrias!
Este verdadeiro turbilhão de solicitações vinha sempre acompanhado, após o término dos serviços, por explícita e evidente melhoria da pele das suas usuárias, um olhar mais alegre e satisfeito daquelas que antes pareciam estar à beira de um ataque de nervos e agora, calmas e educadas, caminhavam pelos corredores do condomínio leves,saltitantes e com aquele indisfarçável desejo de “quero mais”.
Ninguém sabe da verdade sobre as acusações daquela moradora, mas a voz corrente entre a oposição era a de que o tiro tinha saído pela culatra.

MEU "JACARÉZINHO".






Eu tinha uns cinco ou seis anos e desde essa época jamais consegui esquecer meu amigo e inacessível jacarézinho que ficava no vidro da minha janela que eu mantinha fechada para que ele não se assustasse e continuasse sempre a vir.
Ele era na realidade uma lagartixa e chegava sempre no mesmo horário, ficando agarrada no lado de fora do vidro.
Nunca a chamei de lagartixa e sentia um grande orgulho de ter um “jacarezinho”, passeando ali na minha janela.
Só via sua barriga branquinha, as patinhas e seus mínimos dedos agarrando-se ,nem sei como, no liso vidro daquele palco encantado.
Eu chegava da escola, ao cair da tarde, quando os mosquitos e outros insetos eram mais numerosos lá estava ela esperando por mim e eles.


Então se empanturrava!
Coisa engraçada é que um dia eu vi perfeitamente, um inseto que ela tinha engolido correr pela sua branquíssima garganta e sumir no seu corpo.
As lagartixas são transparentes por baixo!


Uma vez quiseram me dar dois gatos de presente eu recusei,por razões óbvias.

Ela só me dava alegrias . Sua companhia era assídua, pontualíssima e ficava tão imóvel que às vezes me assustava e chegava a pensar que ela tinha morrido.Então, abria a janela, mas ela imediatamente fugia em corrida desabalada. Estava dormindo.
Nossa que alivio eu sentia !
E pouco depois voltava parecendo estar tão alegre como eu , pois ficava andando com mais desenvoltura pelo vidro da janela, como se estivesse querendo me divertir.
E tenho certeza que estava.
Minha amizade com meu jacarezinho era tão forte que chegava a doer no meu peito, e só muito mais tarde é que soube que era mais do que amizade. Era amor mesmo!
Um dia não apareceu, fiquei esperando horas e não apareceu.
Minha mãe me chamou para jantar e disse que estava sem fome, e aí meu pai obrigou-me a ir para a mesa.
Naquela época as famílias ainda faziam suas refeições todos juntos .Era um lindo ritual!
Então, após a pouquíssima comida que conseguí empurrar goela a dentro, voltei para o meu quarto e que decepção ,meu jacarezinho que durante tanto tempo me fazia companhia, não estava mais lá.
Meu quarto ficou sem graça, minha vida de criança muito chata, e como estávamos no Natal, pedi a Papai Noel que ele trouxesse meu jacarezinho de volta e o colocasse no meu sapato na janela.
Quando acordei fui direto para a janela e lá estavam muitas quinquilharias e bugigangas , muitos presentes, mas o principal, o mais ansiosamente esperado não estava: Meu jacarezinho!
Foi nesse dia que experimentei o verdadeiro sentimento de perda!
E ainda hoje, em todas as situações semelhantes na vida, eu me lembro do meu jacarezinho.

Então, o sofrimento é em dobro.