QUINTAS -FEIRAS;

                                                                         
                                                             

Deocleciano era um destes homens quarentões de vida regrada, casado, tinha dois filhos, que  ele tivesse conhecimento com aquela mulher executiva de uma empresa de renome internacional, enfim, típico habitante desta terra brasileira padrão de classe média.
Tinha, no entanto uma particularidade que não conseguia desvendar os seus mistérios pois, todas as quintas-feiras tinha que se masturbar. Trancava-se no banheiro após sua mulher deitar-se e começava o ritual de 5(cinco) dedos mais a sua mão esperta contra 1(um) pênis ansioso, uma verdadeira aparente covardia mas que realmente, transformava-se numa obra de arte maior e mais completa do que os melhores espetáculos do Cirque du soleil e que lhe propiciava orgasmo inigualável.
Ia para a cama, no entanto com forte sentimento de culpa por ter jogado no vaso sanitário, aquilo que poderia contribuir para a felicidade dele e de sua amada esposa.
Resolveu então procurar um sexólogo no endereço que descobrira.
E pensou que, como só era as quintas–feiras iria procurar por aquele profissional, exatamente no dia da semana que aquela vontade incontrolável o dominava, e assim o fez.
Era uma quinta-feira chuvosa, tocou a campainha e o sexólogo veio atender, só que para começar era uma sexóloga, bonita, atraente, simpática, olhos azuis, sorriso encantador e corpo espetacular.
Ficou em consulta por duas horas seguintes. Ela preencheu mais de 12 fichas de observações e ele a pedido dela respondeu a um questionário de
69 páginas. Nada foi detectado, nenhuma pista, absolutamente nada!
Na outra quinta-feira voltou lá. E mais duas horas foram consumidas com perguntas e respostas que nem se podia imaginar que pudesse ter ação direta sobre a sua masturbação como a raça do cachorro dele, se tinha hemorroida, prisão de ventre, a marca de dentifrício que utilizava, qual o sabonete, se a escova de dente era dura, meio-mole, suave ou o escambau. Se usava perfume, se gostava de carne de porco, ir a praia, escutar musica e que tipo, perguntas, perguntas e mais perguntas, fichas , fichas, fichas e mais questionários, questionários e questionários, infindáveis.
Na terceira quinta – feira que lá esteve com a sexóloga ele perguntou a ela se não podiam os dois se masturbar, pois, quem sabe aquele indesejável fetiche, desta forma, pudesse ser então ser desfeito, equacionado, descoberto, exorcizado, e finalmente as suas causas encontradas?
Em nome da ciência e o bem-estar do seu cliente a gostosa sexóloga aceitou “profissionalmente” e para quem sabe, poder colaborar com a “cura” do seu paciente.
Que coração, quanta generosidade, absoluta entrega aos objetivos maiores do seu exercício profissional!
Isto aconteceu há quatro anos e ainda hoje, Deocleciano continua tentando todas as quintas-feiras parar de se masturbar as quintas- feiras, agora, no entanto, com a assistência qualificada da sua sexóloga, todas as quintas-feiras que as quintas-feiras lhe dá uma mãozinha sempre as quintas-feiras! Ficam assim todas as quintas-feiras? Ufa!!!
Bem, na verdade, algum progresso houve, pois o chamado sexo solitário agora passou a ter uma outra mão amiga.
Isso é que chamamos de solidariedade profissional!
                                                               

AVISA QUE VAI CHEGAR MAIS CEDO!



                                
                                                                     

Manda a boa ética da convivência entre os casais que, quando existe alguma mudança repentina de horários, seja na chegada ou saída dos cônjuges (eta nome esquisito!) de casa que, aquele que sem combinar, mudou seus tradicionais e arraigados hábitos e para não ser um estorvo na vida da limpeza e arrumação diária do lar, avise ao outro, tipo:
-Olha amor tô chegando agora!
Não custa nada fazer isso, é um sintoma saudável de respeito, mesmo na sua própria casa,  e se tivesse feito isto, aquele homem, absolutamente fora do horário de rotina de voltar para casa, jamais teria escutado o que não queria, pois ,ao entrar  viu a porta  do quarto fechada e lá dentro sua companheira, falava:
-Seu safado, eu vou te ensinar a não fazer mais isso. Não vou mais confiar em você seu vagabundo, mal agradecido, ingrato pois, mesmo eu deixando você desfrutar da mordomia desta casa é assim que você agradece? Já pensou se falo com o meu marido esta patifaria que  você acabou de fazer comigo? Já pensou na desgraça que haveria?


Do lado de fora o marido não acreditava no que estava ouvindo. Como supor aquele tipo de deslealdade da sua mulher, após tantos anos juntos e devotando integral  fidelidade a ela.
Com  o sangue subindo à cabeça, foi até o esconderijo na cozinha onde guardava sua arma, a empunhou e quando já se dirigia para o quarto, de porta trancada, ouviu este derradeiro desabafo:
-A culpada fui eu, deveria tratar você como você é, mas sempre achei que dar meu amor irrestrito a você, seria um ato até de piedade, pois, você nunca largou da minha saia seu ingrato, jamais aceitou eu não querer mais você. Nossa, como eu me arrependo de deixar que isto tenha acontecido e dentro da minha própria casa.
Não aguentando mais aquilo, o homem atirou na fechadura numa reação típica de cassada policial e quando entrou viu sua mulher de quatro olhando para debaixo da cama que assustada disparou:
-Enlouqueceu homem?
-Quem está aí debaixo da cama? Quem é este maldito safado, sua traidora?
-Quis saber ensandecido o cara e babando mais que criança recém-nascida.
E mesmo antes dela responder, ao olhar para cima da cama viu uma bela e extensa urinada de cor amarelada forte, típica e que denunciava, pelo odor, o causador de tudo aquilo: Seu estimado e lindo cachorrinho!
E vocês aí, já estavam pensando no pior.
Fala sério!
                                                   

DESABAFO DO NOIVO: PÔ CARMEM LUCIA!


O casamento foi lindo! Foi tudo muito lindo! Dizem que as mulheres valorizam mais do que os homens o planejamento, as compras, as festividades, tudo que cerca aqueles momentos mágicos que antecedem ao "sim" da união matrimonial dos cônjuges.
Em parte, isto é verdadeiro, não totalmente, porque eu me emocionei muito com o nosso casamento. Mas, reconheço que realmente você o valorizou muito mais. Comprou tudo. Coordenou todas as despesas.
Quanto empenho!
Envolveu toda a sua a família. Verdadeiro trabalho em equipe. Só depois da lua de mel é que fui ver tudo direitinho, fazer as contas, cotejar.
E, como você valorizou Carmem Lucia!
Aquelas cinqüenta rosinhas de chocolate que a sua mãe sugeriu para que fossem oferecidas aos convidados quando eles saíssem da festa, custou mais do que o aluguel da igreja e o coral, com o órgão do padre e tudo. 
Lembra do meu sapato preto, importado da Austrália de couro de canguru, que você achou lindão? Então, daria para comprar uns cinqüenta pares com o dinheiro gasto naquelas singelas lembrancinhas de chocolate. Eu sei que foi uma amiga da sua mãe que nos vendeu, não foi? 
Se a gente não conhecesse bem a sua mãe, Carmem Lúcia, diríamos que ela levou, no mínimo, cinqüenta por cento de comissão naquela comprinha.
                                           
Foi muito caro. O pior é que eu vi crianças atirando aquilo umas nas cabeças das outras. Um duplo desperdício. Como você valorizou nosso casamento, Carmem Lucia! 
Aquela gorda que fez os pasteizinhos de queijo para tira-gosto a pedido do seu pai bebum, cobrou mesmo, aquilo tudo? Tem certeza que o seu pai só gosta de comer os pasteis dela? Fiz umas contas rápidas e o que pagamos por aqueles pasteizinhos safados e mirrados daria para a gente comprar uma pastelaria no estado que mais se come pastel: São Paulo. O pastelzinho tinha no máximo, o minimo de pastel. Uma coisa à toa que, nem tinha vento e, com uma bolinha de queijo muito acanhada lá dentro, do tamanho de um grão de feijão. Um roubo! Desculpe, mas é revoltante.
Outra coisa, Carmem Lucia: eu tinha alugado um carro conversível, do ano na agência de um amigo, uma semana antes, e no dia do casamento seu irmão cancelou e alugou o carro dele para nós, aquele Escort, vermelho 86, surrado. Eu não entendi. E nos cobrou o dobro do preço daquela limousine conversível que eu já havia contratado. 
                                                 


Olha, vou ao Procon. Temos que conversar, seriamente, com seu irmão Outra coisa, quem pediu aquelas empadinhas de camarão para sua prima? Confere aí, pois, eu duvido que ela tenha mandado as quinhentas encomendadas. Foram caríssimas, não tinham camarão e ela deve ter entregue, menos da metade do que nos cobrou. 
O Juninho, filho da Esmeralda berrava: - mãe devolve minha empadinha. Ela tomou da criança na mão grande. Todo mundo estava reclamando. Meu amor você valorizou demais, prestigiou demais seus parentes, foi muito mão aberta com a sua família. 
Você falou que o tapete vermelho iria da entrada da igreja até ao altar. Que tapete? Eu vi o padre em cima de um pequeno capacho vermelho. 
Roubaram o maldito do tapete, Carmem Lúcia? 
E o dinheirão que eu paguei por 20 quilos de pétalas de tulipas multicoloridas que seriam jogadas em cima de nós no momento do beijo, lá no altar. Pétalas? Minha cabeça ficou cheia de serragem e papel de jornal picadinho. Parecia desfile gay na avenida, Carmem Lucia. Ficamos todos emporcalhados com aquilo.
Não quis lhe falar nada para não quebrar o clima, mais até quando nos deitamos na nossa tão esperada alcova na lua de mel, você ainda tinha aquele embuste de enfeite, dentro da calcinha. Lembra-se que eu comecei a espirrar? Era serragem Carmem Lucia!Vê qual foi o seu parente que nos vendeu alho por bugalho. E o arroz que seria jogado quando entrássemos no carro? Jogaram alpiste e muito milho, na nossa cara. Parecia chuva de granizo. Eu paguei arroz agulhinha de primeira. Jogaram alpiste e milho. Alguma insinuação a você? Não é possível. Nunca vi tanto milho! 

Tudo isto seria perdoado, não fosse aquele episódio grotesco de você ,desde cedo,começar encher a cara com seu pai - aquele bebum inveterado -  e ficar em altíssimo, estado alcoólico mal a festa ainda ter começado.
Abraçava todo mundo com aquele bafo insuportável e, ao invés de cortar o bolo de casamento cortou a galinha assada, do prato que estava perto. 
Carmem Lúcia, quando você me ofereceu aquele pedaço de galináceo, ainda pediu para que eu não sujasse o terno com o chantilly! 
Carmem Lucia, e foi, exatamente, aquele seu deplorável estado de embriaguez que, não deixou você notar quando, no final da festa, saímos e seu irmão parou aquele maldito Escort 86 ,tipo vermelho cheguei, no tal hotel que seu primo nos reservou, dentro de um pacote turístico que incluía estada em Teresópolis por uma semana com café da manhã, almoço, lanche e jantar executivo com velas e outras coisas românticas como passeio de cavalinho e assemelhados.
Na verdade ele nos deixou num velho sobrado na Rocinha. Lembra-se que você dizia - nas poucas vezes que conseguiu acordar naquela noite do embuste - que seu primo tinha pensado em tudo, até nos fogos de artifício? 
Carmem Lucia, aquilo não era foguetório nenhum, e sim um intenso tiroteio de armas pesadas entre a policia e os traficantes do local. 
                                             
Como fui enganado!
Estou num estado deplorável e lhe deixando esta carta, porque já está amanhecendo, você ronca como uma porca, o tiroteio acabou e vou direto procurar meu advogado para anular este verdadeiro ato de terrorismo que vocês chamaram de casamento e, colocar sua família na cadeia. 
Carmem Lucia, caso você queira suicidar-se, deixo-lhe um vidro de chumbinho, na mesinha de cabeceira. 
Torço por isso. 
Adeus!

AQUELE HOMEM ENAMORADO




E aquele homem enamorado, botando sentimentos afetivos por todos os poros e com as narinas abertas e respiração ofegante era o próprio búfalo no cio de desejos inconfessáveis, óbvios e prementes por aquela mulher que nem cabia mais dentro do seu coração, por ser um amor tão grande e incomensurável!
E isto apesar dela só ter um metro e quarenta dois, mais era um amor maior do que ele  com seus um metro e oitenta de altura.
Telefonava para a sua pequena amada toda hora, mandava-lhe bombons quase a intoxicando de tanta gordura achocolatada, flores, balinhas que vivia procurando nas docerias, além de quinquilharias e bugigangas tipo ursinho de pelúcia, travesseirinho vermelho em forma de coração escrito: “Te amo”.
O amor não é lindo?
Enfim, ele vivia os melhores momentos do seu amor com aquela que os homens da vizinhança chamavam acintosamente de gostosa e que, parava todos os pedreiros das obras pelas quais passavam que colocavam a cara para fora dos tapumes e diziam para ela elogios que mulher nenhuma, normalmente, ouviria sem constrangimentos.
Pesados, muito pesados, tipo... Não, deixa pra lá. Vamos colocar aqui só um absolutamente, publicável.

Com certeza ela era um dos corpos mais lembrados e homenageados pelos tarados de plantão, naquilo que se costuma adjetivar de sexo solitário. Imagine se ela tivesse dois metros!
Um belo dia um dos seus eternos enamorados sentou em frente ao computador e pensou consigo mesmo que iria escrever para ela, algo que jamais sua amada, salve ,salve, teria lido.
E mandou aquele tijolo enorme, um texto sem fim com varias laudas digitadas além de fotografias de abraços, beijos, apertos de mãos e toda uma serie de fotografias surrupiadas da internet além de memes os mais variados.
Seus e-mails tinham mais movimentos e brilho que desfile de escola de samba.
Sua amada salve ,salve, leu tudo, pensou, analisou e mandou esta resposta:

“Querido, sei que você me ama, mas arruma um trabalho fixo, talvez desta forma você pare de me mandar mimos baratos de 1,99 como estes bichinhos que até sem os olhos já vieram e alguns até com rasgadinhos e enchimento de palha vazando.
Pobreza querido!
E outra coisa :Eu disse que gostava de chocolate. Mas é chocolate bom, de bombons recheados de licores ou trufas e não estes tabletes de chocolatinhos de quinta categoria e intragáveis de camelôs.
Desculpe tá amor, mas devemos ser muito francos um com outro e já que é assim, cuide do seu bilau, pois, ele está sempre fazendo corpo mole em todas as fotos que me manda e talvez a causa seja o excesso de bebida que você anda ingerindo, meu amor bebum.
E por favor, se beber, além de não dirigir, não coma como tira gosto e sob hipótese nenhuma sardinha enlatada com cebola crua fatiada.
Espero que você compreenda que sua boca não é vaso sanitário e não duvide mas, meu nariz não é lata de lixo.
Tem sido muito difícil por estas e outras -muitas outras mesmo -tentar fingir que está tudo bem!
E compreenda que um sovaco bem lavado será sempre melhor do que este o qual despudoradamente você expõe e torna toxica a respiração no seu entorno.
Desculpe, vou continuar tentando compreender este amor que você diz sentir por mim mas que não reúne as mínimas condições sanitárias para a sua convivência.
Desculpe mesmo"
                                                     

COM A MESMA MOEDA!

                                         


Deocleciano Murilo era destes homens, absolutamente safados! Conhecia centenas de frases feitas para dar cantadas nas mulheres, escolhendo sempre as que, deixassem nas suas futuras "presas" , a impressão de que, guardava um imenso tesouro escondido atrás do zíper da sua calça, verdadeira entrada de uma fechadura mágica!



Considerava-se o maior espetáculo da terra,melhor do que um grande final do majestoso Cirque du Soleil, uma monumentalidade que nenhuma outra mulher encontraria  e, para quais e cheio de gracinhas, dizia:
-“Me chama de pequena empresa, que eu lhe mostro meu grande negócio”.



E eventualmente,o "modesto" garanhão pedia emprestado a medicina, os olhos clínicos de um experiente profissional em diagnostico e mandava:
-“Eu olho e examino os seus seios, e através deles tento acompanhar e escutar a morfologia e batimentos do seu coração”
E até, fazendo o papel de um professor de matemática sempre metido a engraçadinho balbuciava nos ouvidos delas:
-“Vou rezar um terço para encontrar um meio de levar você para um quarto”.
Ou seja, era o rei da empáfia, a ação mais valorizada do mercado e a última oportunidade viva de um homem que, poderia fazer qualquer mulher, subir pelas paredes.


Ernestina Maria, sua mulher de papel passado e sacramentado no civil e religioso, sabia da conversa mole do maridão até porque, ele na vizinhança , sempre com as narinas abertas e respiração ofegante como um búfalo no cio,vivia distribuindo gracejos e outras guloseimas românticas para suas amigas, e de forma irresponsável, sem nunca pensar nas consequências.


E a mulher  dele que não acreditava em tudo, muito menos em horóscopo, tarô e que poderia perder aqueles seis quilinhos a mais sem fechar a boca, portanto, e os outras conversinhas fiadas, jamais acreditou também, em homem, pois, para ela noventa por cento deles eram infiéis e os outros dez que sobravam: Mentirosos!
Ernestina Maria andava pensando uma maneira de dar ao Deocleciano Murilo, uma licãozinha, para apagar um pouco o fogo daquela fogueira que, parecia não parar nunca de consumir lenha e bolou, uma molecagem para fazer com ele.

Iria deixar propositadamente um caderninho em cima da mesa de jantar e, na capa escrito com letras vermelhas e bem grandes: 
"O que devo falar para os homens".
Ele chegou da rua, ela se trancou no banheiro e logo viu aquele caderno, abriu e lá estava logo na primeira frase:
“Esqueça! Brincar de médico clinico geral é para crianças! Vamos logo brincar de ginecologista”.
Perdido no tempo e no espaço feito astronauta que mexeu na alavanca errada e foi expelido para o infinito do cosmos, perguntou aturdido:


-Ernestina Maria, que merda é essa aqui em cima da mesa?
-Um caderninho? Perguntou ela de dentro do banheiro.
-É.
-O que você está vendo, ora essa! O que mais poderia ser?
-Não acredito...
-No que, Deocleciano minha gracinha?
-Logo na primeira frase, sobre ginecologista...
-Ginecologista? – fingiu que estava tentando se lembrar.
-Sim, a frase de brincar de ginecologista - respondeu com voz de meio corno, meio idiota.
-Ah, sim gracinha, é que cansei de ficar brincando neste circo com você seu palhaço. Quero agora variar...


O que se viu depois foi uma cena explicita com muitas risadas e de ambas as partes, já que ele percebeu a armadilha.
Mas o melhor como sempre, estava reservado para o final, pois, ela saindo do banheiro e nua, disse a sua frase planejada para uma cantada fulminante:
-Vai comer agora ou quer que embrulhe?
Lógico que ele comeu, "AGORA"!!!

DÚVIDAS DOS MEUS SEGUIDORES!

RESPOSTAS AOS MEUS SEGUIDORES SOBRE AS INÚMERAS DÚVIDAS QUE CHEGAM ATÉ A MIM POR E-MAIL






Tenho recebido muitas perguntas, questionamentos e curiosidades de meus queridos leitores e aproveito esta oportunidade para esvaziar minha Caixa de entrada, pois é a única saída de atender a todos com o carinho que merecem.
Identifique abaixo, qual foi a sua pergunta.
Se não identificar é porque não perguntou.
Entendeu?


Pergunta - Paulo, porque será que eu não engravido com o meu marido?

Resposta- Já tentou fazer sexo com ele?

P-Nosso dinheiro nunca chega ao fim do mês,tem alguma sugestão?

R-Tenho sim.Mesmo que o seu salário seja tipo carro motor 1.0,coloque mais combustível e ande menos com ele,resolverá com certeza!

P- Meu filho nasceu com a cara do apresentador Ratinho.Que chato! 

R- Fique tranquila, na próxima gravidez veja só o programa do Faustão.

P- Queria fazer meu marido ser o homem mais feliz do mundo.Pode me dizer qual a parte dele é a mais sensível?

R - Posso sim.Pare de enfiar mão no bolso dele.Ele será outro homem!

P-Prof. Paulo, você dá aula particular?

R-Dou.Mas preciso saber exatamente, detalhes do seu “currículo”.Mande!

P-Aí Paulão, sonho sempre que estou estrangulando uma galinha branca e velha.Isso não faz sentido.Dá para explicar?

R- Lógico, Jorjão é exatamente assim que você vê,inconscientemente, sua sogra.Seja mais generoso e passe a ler Freud.

P- Cara, tenho uma tremenda dificuldade de lidar com velhice,só em pensar que vou ficar meio broxa, meio impotente, meio chato,meio cheio de rugas, meio adoentado...

R-Você tem mesmo dificuldade de lidar com a velhice e principalmente, uma profunda ignorância, pois , não ficará “meio” nada, e sim, “totalmente”. Caia na real.Espero ter ajudado!

P- Paulinho, quando você faz sexo com uma mulher,por que partes você começa a arrebentá-la de prazer primeiro e quais aquelas que vão deixando por último?

R- Companheiro, você errou o endereço deste e-mail, pois eu não sou Jack “o Estripador”, aquele sim, cortava as partes das suas vitimas arrebentando-as toda.Troço chato cara! Está desempregado?

PARA OS HOMENS O QUE SERIA MELHOR QUE UMA MULHER?




PARA OS HOMENS, O QUE SERIA MELHOR DO QUE UMA MULHER?

-Várias!!!

-Mulher rica.

-Mulher que goste de fazer massagem relaxante com todas as suas "variáveis implícitas decorrentes e inevitáveis", principalmente endurecedoras ,quer dizer...

-Mulher que consiga atingir ao orgasmo, sem dizer depois que foram múltiplos, infindáveis, intermináveis, cósmicos...Menos,menos!!!

-Mulher que não tenha a síndrome de locutora de futebol na hora do rala e rola, tipo:



-"Isso, aí mesmo! Mais pra baixo, pro lado, agora pra cima, eu disse pra cima seu asno, mais um pouco pra baixo, assim, vai, vai, vai, espera. Não espera,continua, continua,continua machão
vamos...Goooooool !!!"
-Mulher que não pergunte: - Foi bom?


-Mulher que torça pelo mesmo time de futebol que o seu marido, evitando-se desta forma eventuais desentendimentos ou porradaria generalizada.

-Mulher que acredite em todas as mentiras do homem.


-Mulher que não exige aquelas eternas preliminares às seis horas da madrugada de segunda-feira, dia de trabalho...Lógico!

- Aquela mulher que não interrompa a ritualística sexual com observações, tipo:

- “Ah desculpe, querido antes de você ter sua merecida ejaculação, tenho uma coisa importantíssima para lhe contar...”.
-Mulher que não tenha ciúme daquela vizinha gostosa que está dando mole para o seu maridão.

-Mulher que fica perguntando de meia em meia hora: Tô cheirosinha?

-Mulher que fica mandando você abrir a torneira quando seu xixi, não quer sair e depois fica perguntando: - Já fez, benzinho? Lava bem as mãos!

-Mulher que jamais pergunte de forma histérica e insistentemente, se você levantou a tábua do vaso sanitário e, como complemento: Sera´que você urinou no chão novamente?
-Mulher econômica que controla de forma sábia o "uso abusivo" do papel higiênico.
- Mulher compreensiva que reconhece que o homem precisa variar de vez em quando, para ter uma saúde sexual e psíquica estável, inabalável, diferenciada, multifacetada, ampla, geral e irrestrita!

-Mulher que tem sempre alguma sobra do seu salário para emprestar ao abnegado companheiro.
-Mulher que na época da TPM vai para a casa da mãe dela.
- E nessa época de presentes ela ganhe uma Mamãe Noela muito gostosa! Com gosto de rabanada. Que presentão!!!

                                                               

CENTRAL DE ATENDIMENTO,ONDE SOU O SENHOR DOS SENHORES!!!



                                                            
Hoje já temos quem nos ouça. As empresas se estruturaram com sofisticados call-centers. Atendentes são treinadas, para além de chamá-lo de senhor exaustivamente e quem sabe, eventualmente, resolver seus problemas. Aliás, este era o caso. Meu cartão de crédito solicitado há vinte e sete dias, ainda não tinha chegado às minhas mãos. Então vamos aproveitar a tecnologia e a comodidade, colocadas à nossa disposição:
-Nagoya, boa tarde, em que posso servi-lo, senhor?
-Nagoya? É Nissei? – perguntei pra quebrar o gelo.
-Não senhor, Sansei. Qual o problema senhor?
-Eu nunca acerto... -respondi  com um sorriso amarelo e quase me desculpando.
-Em que posso servi-lo, senhor?- E ela queria mesmo atender este senhor aqui!
-É o seguinte, meu cartão de crédito ainda não chegou e eu já pedi há algum tempo.
-Pois não senhor. Pode me confirmar alguns dados, senhor?
-Quais?
-Nome do seu pai, nome da sua mãe, sua data de nascimento e número do seu CPF, senhor.
E então, eu disse tudo que sabia. Se mais não disse, é porque não fui perguntado.
-Obrigado senhor. Seu cartão de crédito é Estendido Premium, não é isso senhor?
-Estendido?
-Correto senhor, tem um chips amarelado, correto senhor?
-Deve ser, eu pedi e ainda não chegou, portanto não sei dos detalhes.
-Os detalhes são estes senhor. Então senhor, infelizmente não é aqui, só atendo cartões Econômicos, sem chips, senhor. Vou transferi-lo para o setor responsável, senhor.
-Nagoya...
Já era! Bem que tentei. Imediatamente outra atendente na linha.
-Meu nome é Ruth, boa tarde senhor, em posso servi-lo, senhor.
-Ruth da bíblia?-brinquei para quebrar um pouco minha tensão que já dava sinais de sobrecarga na minha rede de energia elétrica.
-Desculpe senhor, em posso servi-lo?
-É o seguinte meu cartão ainda não chegou é Estendido Premium, com chips, exatamente com o que você trabalha, segundo informou sua colega.
-Exato senhor. Pode me confirmar alguns dados, senhor?
-Confirmar não, eu posso reconfirmar, pois sua colega já me pediu.
-Desculpe senhor, mas é para sua própria segurança. Nome do seu pai...
Estava certo. Atualmente nunca se sabe quem é o interlocutor. E lá estava eu repetindo tudo de novo. Mas afinal era para minha segurança...
-Obrigado senhor. É com o titular que eu estou falando, senhor?
-É. Pensou que fosse o “Ricardão”?- Brinquei de novo e ela nem notou.
-Um momento senhor.
Após “uns momentos”...
-Senhor, quando o senhor, pediu o novo cartão, senhor?
-Tem uns vinte dias.

                                            



-Engraçado senhor, não consta no sistema, senhor.
-E que graça tem isto? – notem que desta vez eu fui às forras!
-Desculpe senhor, vou transferi-lo para o setor de emissão de novos cartões Estendido Premium, com chips, senhor.
-Mas Ruth?
Novamente, não consegui pegar e uma nova atendente, no entanto com a presteza habitual já se apresentava.
-Esther, boa tarde, senhor? Em que posso servi-lo, senhor?
-Como assim?O velho testamento está todo trabalhando aí. A bíblia está toda reunida aí?
-Como senhor, não entendi...
-Deixa pra lá...
-Em posso servi-lo, senhor?
E então, com já havia decorado direitinho o meu texto, disse-lhe tudo rapidinho.
-Ok, senhor pode me confirmar alguns dados, senhor?
-Não, não posso. Tenho amnésia, Alzaimer, arteriosclerose, e estou tendo um AVC- explodi sem ter mais saco para nada!
-AVC, senhor?
-E olha,Quer saber de uma coisa?
-O que senhor?
-Você podiam até me chamar de “brother”, “amigão”, “cara”, “mano”, “maluco”, ”tio”, mais cacete se resolvessem o meu problema,não teria problema
-Senhor...
 Fui mas rápido. Ela ficou falando sozinho.
Algum tempo mais tarde, já tendo me vingado suficientemente das atendentes, do sistema, do call-center, enfim, verifico que ainda estava com o mesmo problema. Que bobagem tinha feito, por um simples prazer, fui fazer minha atendente infeliz, com diria Jamelão no clássico: Matriz e filial.
Voltei a ligar:
-Jesus, boa tarde. Em posso servi-lo, senhor?
-Quem está falando?- perguntei incrédulo!
-Jesus, senhor!
-Senhor, eu? Quanta humildade sua!- respondi quase me ajoelhando.

Mas, finalmente exultante e agradecido aos céus pela dádiva concedida, tive a certeza de que agora sim, teria resolvido meu problema, e sem intermediários, pois, Deus é grande, Deus é pai! 

ARMANDINHA E SUA IDEIA FIXA.


Armandina era uma mulher muito ciumenta apesar de seu maridão o Cróvis ser homem fiel e que não deixava furo, muito menos aparecia com batom na cueca em casa. No entanto, Armandina era realmente doente e de um ciúme tanto que, o Cróvis sempre que atendia o celular em casa, para não ter problema , deixava o viva-voz ligado assim acreditava evitar chateação e desconfiança de sua amada esposa, mas eis que recebe um telefonema sobre negócios em curso:
-Cróvis? – Disse a interlocutora
-Sim é o Cróvis
-Aqui é Bernadete
-Oi Bernadete!O que manda?
-Olha queria saber se você ainda quer levantar seu negócio
-Olha Bernadete, estou desistindo
-Desiste não, vamos incrementar novas posições, investe nisso,vamos botar isto pra cima...
Armandina, escutando aquela conversa, pediu licença para o Cróvis e desligou o celular, tomando o aparelho da mão dele.
Sem entender nada, o Cróvis quis tomar satisfação:
-O que foi isso, ficou maluca Armandina?
-Maluca,  seu despudorado? Não tem vergonha de deixar eu escutar esta periguete levar estes papos sexuais, levianos e nojentos com você?
-Como assim ?
-Isso mesmo, ela não tem outro homem para levantar a “coisa” dele,fazer novas posições, tipo talvez transar dentro da máquina de lavar roupa ou com a cabeça dentro da geladeira? Seu safado, quem é esta piranha sem-vergonha?
Armandina , você enlouqueceu definitivamente, esta é a consultora de investimentos que eu visitei ontem tentando arrumar um empréstimo para incrementar o nosso negócio de salgadinhos que você vende pra fora.Cacete você desligou o telefone na cara dela. Esculhambou tudo!
-Olha Cróvis , desculpe , mas isto tava parecendo realmente sexy-fone, nossa, nunca ia pensar que era assunto de trabalho mesmo. Muito complicado, perdi a cabeça.Perdoa?

A REVOLTA DO BETO.


                                                                               



Certos casais tem suas intimidades do dia-a-dia tão conhecidas pelos vizinhos que a maioria daqueles fofoqueiros não ligam sequer o radio nem televisão,esperando os horários infalíveis nos quais a novela ao lado sempre começa.

Beto vive com Perpétua faz mais de dez anos e nada de papel passado e o escambau juntaram e acabou.Nesta sua vida de uma década de altos e baixos,Beto sempre atendeu aos pedidos da mulher amada.Um homem manso e prestativo o que não o impediu de colocar para fora (calma pessoal sem fantasias sexuais) uma mágoa aguda que o afligia.

-Perpétua precisamos fazer uma DR.

-DR? Que porra é essa Beto? Ontem fiz omelete de linguiça que você tanto gosta e ainda, hoje tô preparando uma dobradinha caprichada e ainda quer que eu faça DR? Não sei fazer isso.

-Querida, DR é discutir a relação, a nossa relação,melhorar as coisas,entendeu?

-Tá bom o que tá pegando Beto? Sexo eu tô sempre aberta

-Abertíssima Perpetua! Mas não é isso.

-Agora sexo anal só muito eventualmente meu caro...

-Pára Perpetua só pensa em sacanagem.Estou magoado com você e sabe a razão?

-Se você não falou, como posso saber?

-Então, lembra quando eu fiz aquele curso de radio e televisão pra consertar os aparelhos aqui de casa quando quebram e mais curso de refrigeração pra consertar ar-condicionado,aprendi a mexer na máquina de lavar roupa, o ferro de passar roupa eu uso de forma econômica como você me ensinou sem ficar ligando e desligando?No inverno do ano passado fiz curso de tricô e você hoje não precisa mais comprar roupa de frio?

-É verdade você fez sim, e daí eu agradeço pois,sou muito friorenta

-Esqueceu que fiz curso de crochê e bordado para enfeitar os lençóis , a nossa roupa de cama,seus paninhos de prato...

-Tá Beto evolua , ta muito demorado.

-Pois é Perpétua sabe quantos homens tinham no curso de crochê? Só eu, e também no de tricot? E no de bordado? Nesse era eu e uma senhora de mais de oitenta anos.

-E daí , ainda não alcancei onde quer chegar Beto.

-Pois é Perpétua, você me obrigou a fazer curso de cabeleireiro e corto o seu cabelo e das vizinhas, das suas amigas...

-E ganhamos um dinheirinho com isso.

-Ganhamos, mas eu ando muito magoado com você Perpétua, afinal, sua mãe quando vem aqui eu pinto o cabelo dela e as unhas das suas irmãs sou eu quem faz e tudo de graça.

-Você queria cobrar estas besteirinhas da minha família,Beto?

-Não! Mas apesar de estar terminando o cursinho de maquiagem que você pediu, somente este mês você me chamou de machão dezoito vezes e sempre com aquela cara de quem vai avançar pra cima de mim.Ando magoado e se eu fosse machão não estaria atendendo tudo que você me pede...

-Ah, é isso? Desculpe Beto.Esquece! Vem fazer a minha sobrancelha e depois vamos dar uma "rapidinha",quer?

-Tá bom querida.

-Mas, eu por cima...adoro!

DRIBLANDO A CENSURA.




                                                                                   
Bertolucio era desses professores da língua portuguesa severos e conservadores.Religioso extremado os seus alunos universitários temiam quando ele pedia na prova uma redação e nada mais. Redação essa que valeria de um a dez pontos, portanto fundamentais para aprovação.
No entanto, Bertolucio se notasse que o aluno estava escrevendo bobageiras e abordando assuntos de forma pornográfica , lascava direto um zero, pois, não admitia de forma nenhuma condutas imorais. Porém, como em todas as turmas tem sempre aquele que deseja desafiar o mestre, descumprir suas ordens enfim, botar as manguinhas de fora Deocleciano era um destes alunos desafiadores da autoridade e numa das redações de tema livre pedidas pelo Bertolucio, o tal do Deocleciano com muita dose de cinismo e hipocrisia transgressora deu este instigante titulo a sua redação : A bunda!
Pelo inusitado da ousadia abaixo transcrevemos esta pseudo peça literária.
"Caro mestre, trataremos aqui de uma bunda de formato preferido dos homens ou seja, a redonda com excepcional simetria na distribuição de  gordura entre as suas partes superiores e inferiores e aquela excelente projeção para trás, dando-lhe a inclinação  sensual e estrategicamente ousada por ser empinada.
Caso minha descrição não esteja ricamente detalhada lembro estar me referindo as bundas que  as gostosas como a Kim Kardashian, Beyoncé, Jennifer Lopes e nossa bunda pátria inigualável e tão fartamente homenageada da Annita , ostentam.
É desta bunda que estou falando!
Mestre fico imaginando quantos homens as desejam, sinceramente, na universal posição dogstyle.
Imagine-as ainda. respeitosamente mestre, bronzeadas pelo verão e ostentando aquelas marquinhas brancas consequência do uso de um minimo e ousado fio dental. E pensar o desafio que representam para serem conquistadas, dominadas  e finalmente de forma prazerosa possuídas além do inegável método contraceptivo que por sua própria natureza oferecem, tipo, prazer sem culpa e nem maiores consequências.
Fui levado a escrever estas considerações chulas, inapropriadas e condenadas pelo nosso emérito titular de nossa cadeira da língua portuguesa, restrições estas com as quais concordo plenamente,para tão somente ir ao assunto e de forma a mais profunda possível na temática da atração sexual por bundas que, cientificamente chama-se Pigofilia.
Agora, caso o agente da ação se satisfaça apenas em passar a mão é um fetiche chamado Pigotripsia lembrando que, como o mestre ainda não nos tinha ensinado, descobri que a palavra bunda deriva dos escravos africanos angolanos e cabo-verdianos também chamados de bundos  e o seu idioma era coincidentemente, bunda que aqui aportaram n época da colonização brasileira.
A mulheres bundos tinham nádegas avantajadas e quando passavam os portugueses abestalhados exclamavam: Que bunda!
Pronto, a coisa pegou  e  com a devida vênia espero que o mestre também aprecie esta "inocente" parafilia".