OS ÚLTIMOS SUSPIROS!




Certas pessoas carregam consigo o eterno e sombrio medo de uma doença.

São os hipocondríacos que podem ser polivalentes,quando acreditam terem dezenas de doenças simultâneas e tomam muitos e variados remédios indiscriminadamente, sem a menor preocupação de se intoxicarem.
Porém, existe aquele que elege uma doença, e com ela convive muito tempo!

O Adamastor é um caso típico.Emprego bem sucedido em uma grande multinacional, tinha da empresa um plano de saúde que cobria até os seus pés em dias de frio. Era completo. E a generosa empresa ainda pagava-lhe também,os remédios,exames , enfim, uma verdadeira mãe médico-hospitalar!
Adamastor descobriu que era cardíaco, tinha sopro no coração, o que espalhava para todo mundo até com certo orgulho e uma cara de idiota sofredor e carente.

Sua mulher o deixou um ano depois.Dizia que ele não queria sobrecarregar nenhum músculo do corpo e ela cansou de esperar, por "aquele" músculo que ficava tão longe do coração dele e tão perto, das suas mais legitimas fantasias libidinosas, funcionar.
E Adamastor... nada!
Então deu-lhe um pé no traseiro,pois ninguém é de ferro!

Seu médico mandava ele fazer exatamente, o contrário, mas Adamastor queria curtir aquele "sopro", como se estivesse dirigindo um carro Ferrari Testarossa e vermelha!

Cuidadosamente!
Se ele fosse um iatista a sua embarcação jamais sentiria calmaria no mar, pois um sopro nas velas destes barcos é tudo que se deseja.
Em festa de aniversário o seu sopro deixava a criança aniversariante sempre chateada, pois era ele quem sempre apagava todas as velinhas. 

Tinha sopro de sobra!

Várias consultas por mês, exames caríssimos, remédios aos quilos, tudo patrocinada pela sua generosa empresa.
Sua conversa era uma verdadeira ventania, pois não tinha outro assunto.Com quem Admastor encontrasse ia logo perguntando ao pé do ouvido:

-Você também, também, tem sopro no coração?
Qualquer que fosse a resposta do interlocutor, Adamastor deitava falação sobre sua pior e “gravíssima doença”, cultivada com muito carinho amor e abnegação.
Andava feito um bonequinho de louça, devagar, respirando compassadamente e poupando o mais possível as suas energias.Sua alimentação era semelhante a dos coelhos ou urso-panda, exclusivamente folhas e legumes, pois nada podia forçar-lhe a digestão e quem sabe, possivelmente exigir muito do seu “sôfrego” e exagerado sopro do coração.Um belo dia Adamastor foi à cidade e passou embaixo de uma construção . Um andaime despencou-lhe na cabeça.Adamastor teve afundamento craniano e, segundos antes de morrer, pelos ferimentos fatais e irreversíveis sofridos,estas foram suas últimas palavras ao médico da ambulância em plena via pública:
-Doutor , muito cuidado,pois tenho sopro no coração!
Foram os seus últimos suspiros!

SINCERAMENTE GRATO!

Os dados aqui apresentados são oficiais do BLOGGER, detentor da gerência de todos os blogues e que podem ser acessados a qualquer momento por vocês.

HUMOR EM TEXTOS É ISSO:

- 302 CRÔNICAS PUBLICADAS

-2074 SEGUIDORES,

-JÁ FOI VISUALIZADO POR  360.666 AMIGOS NOSSOS.

-TEM UMA MEDIA MENSAL DE 2000 VISUALIZAÇÕES.

MAIS DO QUE MEUS AGRADECIMENTOS QUERIA REPARTIR  COM TODOS VOCÊS MEU MAIS SINCERO E EMOCIONADO:OBRIGADO!


Gráfico de visualizações de página do Blogger


Visualizações de página de hoje
31
Visualizações de página de ontem
37
Visualizações de página do mês passado
2.182
Histórico de todas as visualizações de página
360.666


COM A MESMA MOEDA .

                                         


Deocleciano Murilo era destes homens, absolutamente safados! Conhecia centenas de frases feitas para dar cantadas nas mulheres, escolhendo sempre as que, deixassem nas suas futuras "presas" , a impressão de que, guardava um imenso tesouro escondido atrás do zíper da sua calça, verdadeira entrada de uma fechadura mágica!



Considerava-se o maior espetáculo da terra,melhor do que um grande final do majestoso Cirque du Soleil, uma monumentalidade que nenhuma outra mulher encontraria  e, para quais e cheio de gracinhas, dizia:
-“Me chama de pequena empresa, que eu lhe mostro meu grande negócio”.


E eventualmente,o "modesto" garanhão pedia emprestado a medicina, os olhos clínicos de um experiente profissional em diagnostico e mandava:
-“Eu olho e examino os seus seios, e através deles tento acompanhar e escutar a morfologia e batimentos do seu coração”
E até, fazendo o papel de um professor de matemática sempre metido a engraçadinho balbuciava nos ouvidos delas:
-“Vou rezar um terço para encontrar um meio de levar você para um quarto”.
Ou seja, era o rei da empáfia, a ação mais valorizada do mercado e a última oportunidade viva de um homem que, poderia fazer qualquer mulher, subir pelas paredes.


Ernestina Maria, sua mulher de papel passado e sacramentado no civil e religioso, sabia da conversa mole do maridão até porque, ele na vizinhança , sempre com as narinas abertas e respiração ofegante como um búfalo no cio,vivia distribuindo gracejos e outras guloseimas românticas para suas amigas, e de forma irresponsável, sem nunca pensar nas consequências.


E a mulher  dele que não acreditava em tudo, muito menos em horóscopo, tarô e que poderia perder aqueles seis quilinhos a mais sem fechar a boca, portanto, e os outras conversinhas fiadas, jamais acreditou também, em homem, pois, para ela noventa por cento deles eram infiéis e os outros dez que sobravam: Mentirosos!
Ernestina Maria andava pensando uma maneira de dar ao Deocleciano Murilo, uma licãozinha, para apagar um pouco o fogo daquela fogueira que, parecia não parar nunca de consumir lenha e bolou, uma molecagem para fazer com ele.

Iria deixar propositadamente um caderninho em cima da mesa de jantar e, na capa escrito com letras vermelhas e bem grandes: 
"O que devo falar para os homens".
Ele chegou da rua, ela se trancou no banheiro e logo viu aquele caderno, abriu e lá estava logo na primeira frase:
“Esqueça! Brincar de médico clinico geral é para crianças! Vamos logo brincar de ginecologista”.
Perdido no tempo e no espaço feito astronauta que mexeu na alavanca errada e foi expelido para o infinito do cosmos, perguntou aturdido:


-Ernestina Maria, que merda é essa aqui em cima da mesa?
-Um caderninho? Perguntou ela de dentro do banheiro.
-É.
-O que você está vendo, ora essa! O que mais poderia ser?
-Não acredito...
-No que, Deocleciano minha gracinha?
-Logo na primeira frase, sobre ginecologista...
-Ginecologista? – fingiu que estava tentando se lembrar.
-Sim, a frase de brincar de ginecologista - respondeu com voz de meio corno, meio idiota.
-Ah, sim gracinha, é que cansei de ficar brincando neste circo com você seu palhaço. Quero agora variar...


O que se viu depois foi uma cena explicita com muitas risadas e de ambas as partes, já que ele percebeu a armadilha.
Mas o melhor como sempre, estava reservado para o final, pois, ela saindo do banheiro e nua, disse a sua frase planejada para uma cantada fulminante:
-Vai comer agora ou quer que embrulhe?
Lógico que ele comeu, AGORA!!!

GOSTAMOS MUITO DE VOCÊ!




A síndrome do rejeitado é um fato indiscutível. 
Este tipo de carência afetiva dói mais do que cálculo renal. 
Você nunca sentiu?Torça para não ter um. 
A falta de amor é pior do que um carro com os dois pneus arriados. 
Um só é fácil. Você troca o furado pelo estepe e vai para o borracheiro. Dois pneus, no entanto, dá uma mão de obra desgraçada.
Parece que não terá solução. 
A mesma falta de solução que persegue as pessoas que vivem esmolando um agrado, um abraço, um beijo ,um afago, um sorriso, mesmo que estes sejam falsos, interesseiros, diplomáticos, formais ou ensaiados.
Eles fazem tudo para aparecer.

Alguém pode imaginar crueldade maior? Solidão maior?
No mundo de hoje, encontramos muito destes seres humanos, verdadeiras ilhas, cercados de picaretas, trombadinhas, estresse, desemprego, desamor e solidão por todos os lados.
Ele tem dois grandes aliados: a televisão e o celular.
Acreditem as pessoas falam com elas mesmas no celular.
Fingem que tem um outro, na linha.Já ganharam até estátua em praça pública. 
Só o fato das pessoas pensarem que elas estão falando com alguém, alivia-lhes a sensação de isolamento.

 A síndrome do rejeitado, não tem idade. Tem sofrimento.! 
Preste bem atenção: ele não pode ver uma senhora carregando embrulho que se oferece. Se for muito grande, inventa uma maneira de ajudar. Os cegos ficam até contrariados com ele, porque para demonstrar excessiva generosidade os atravessa a rua, para lá, e para cá, diversas vezes. Em muitas ocasiões os cegos sequer queriam atravessar a rua. 
Esse cara com síndrome de menor abandonado, torce para que no ônibus em que viaja, pare para entrar  um idoso, uma grávida, uma mãe com criança de qualquer tamanho, para ele poder dar um salto da poltrona e dizer bem alto:
- ”Sente-se aqui”.
Verdadeiro cachorro adestrado.

Um cidadão prestativo, educado, generoso e atencioso.
 Pense bem: quem não gostaria deste cara, repito?
No entanto, quem não gosta dele é ele mesmo! 
O portador da síndrome do rejeitado, quando encontra alguém que lhe conte sobre as sua mazelas doenças e infelicidades, vai às lagrimas diversas vezes. Morde os lábios trêmulos de incontida emoção, esfrega as mãos, diz, “Não é possível”, ”vai melhorar” e “Deus é pai”, dezenas de vezes. 
E começa então a ensinar muitas simpatias e orações. 
Transforma-se em um verdadeiro místico, esteja onde estiver.
Abre os braços.Abraça o infeliz interlocutor.Estende as mãos para o céu em plena via pública e começa a orar, falar línguas estranhas, enfim derrama todo o seu potencial de curandeirismo.
Ele quer salvar. Ele precisa ser bom. Tem que demonstrar seu imenso interesse em encontrar soluções. Ser aceito.
A síndrome de maior abandonado devora-lhe as vísceras! Transforma-o num duende, num gnomo de jardim invadido por saúvas destruidoras.

Ele faz qualquer negócio para que você perceba sua presença. É capaz sair andando nas calçadas, provocar esbarrões e trompaços só para ter a singular possibilidade de pedir desculpas, repetidas vezes. Se for um esbarrão numa bolsa de supermercado que contenha ovos e eles se quebrarem, enlouquecerá de raiva e oferecerá os seus próprios em holocausto por aquela bárbara, grosseira e indesculpável atitude. 
Quando vê um cachorro indeciso para atravessar a rua, grita desesperadamente, inventando os mais diversos nomes, para ver se acerta o verdadeiro daquele cão, que como ele também perambula pelas ruas sem carinho e amor. Vai atrás do cachorro, Fala com voz de critica e autoridade para que o animal não atrevesse a rua, que não seja irresponsável, tenha amor à vida.Grita para o cachorro e olha para os lados. Se alguém estiver olhando, aí ela vai à loucura.
Fica entusiasmado.Já tem público.
 Banca o guarda de trânsito, pede para os carros parem.
Se desgraçadamente toma uma porrada de um caminhão e cai rolando no asfalto quente da rua, ao ser atendido por populares, certamente exclamará:
- “Não foi nada não gente. Só algumas poucas fraturas. Coisa à toa. Valeu. Salvei o cachorro. Valeu!”.


E ali, quase entrando em estado de coma fica atento ao que dizem à sua volta. Ele precisa de reconhecimento e exaltados elogios. Por isso, olha atentamente para a boca dos curiosos, pois sua audição já está prejudicada pelo atropelamento. Não tão prejudicada assim, que não possa ouvir com profunda decepção o comentário daquele jovem:
- “Tremendo babaca, idiota, Zé mané, arriscar a vida por causa de um vira - lata”. 

Ele se sente,então, à beira do precipício. 
Pobre coitado!


SOBRE UMA MULHER REVOLTADÍSSIMA!

                                                                 
                                                             


Jurema é uma destas mulheres fogosas que carrega atrás do seu corpo escultural aquele sonho de consumo do brasileiro e há quem diga que, ela deveria cobrar ingresso para todos aqueles que na rua não tiram o olho da sua buzanfa de nádegas abundantes e fartas. 
-Jurema você ficaria rica se fizesse isso – confirma sua inseparável amiga para todas as horas.
-Pois é, em compensação aquele unha de fome do meu marido não sabe reconhecer nada e só abre a mão para apertar minha bunda.
-Não acredito Jurema o Escrobaldo não é bom pra você?
-Bom pra ele, só pensa nele, só quer na hora que ele quer, fica nervosinho se digo não, fica histérico se não atendo à lá carte seus desejos e pedidinhos devassos. É um inferno...
-Ué, da um chute neste cara Juju.
-Olha,  é exatamente Juju, a maneira como ele me chama.
-Então, é uma forma carinhosa de lhe tratar.
-Carinhosa o cacete, é para economizar letras, safado pão- duro,
-Nossa você está exagerando!
-Estou? Então vou lhe provar.
-Prova mulher...

-Eu estava precisando de umas coisinhas lá pra casa.O fogão que era mais velho que a mãe dele, geladeira que vazava água o dia inteiro, a tampa da pia tinha mais rachas do que colégio feminino de normalistas, o micro-ondas queimou duas vezes e finalmente pifou, nosso banheiro estava com o chuveiro elétrico queimado há dois meses...
-Nossa Jurema para de chorar miséria ele não comprou tudo?
-Chorar miséria?
-É!
-Você tem lido os jornais mulher?
-Não, com este monte de roubalheira por ai estou de saco cheio e não leio mais nada.
-Pois então deveria ler, e foi numa destas roubalheiras mesmo  que eu li que uma empresa  pagou por um tampo de pia de resina americana de design moderno noventa mil reais e” presenteou” pra casa de um politico pelo “favorzinho” que ele fez para os caras. Sabe o que o Escrobaldo fez com a minha?
-O que?
-Tacou cimento branco nas rachas do tampo da pia e ficou uma porcaria! Comprou uma geladeira de segunda mão pintada de pintinho amarelinho que funciona e apaga,enquanto não sei quem lá, deu pro politico “amigo” dele uma geladeira de dezoito mil paus com seis portas , três andares tipo triplex.
O meu fogão velho mais engordurado que os cornos do Escrobaldo, o safado mandou reformar, enquanto mais um empresário deu pro politico “fiel escudeiro” dele um fogão de doze bocas e três fornos de nove mil paus por outro favorzinho. E eu que só faço favorzinhos para o escrobaldo a toda hora, mesmo assim,o meu fogão reformado se o acendo tenho que usar máscara contra gases...
-Igual aos Black blocks nas passeatas né? Mas, quantos paus,você falou ai , Jurema! Nossa que fartura são muitos paus pra lá, paus pra cá.... (risos muitos risos).
-Pois é. E o chuveiro elétrico, minha filha, caindo aos pedaços ele só trocou uma tal de resistência, uma droga que não resiste a coisa nenhuma e queima toda hora.
-Absurdo Jurema! Eu fico aqui imaginando: Se com você  que tem esta apoteose de bunda desejada pelas maiores torcidas de futebol do país ele faz isso, se é comigo então, que nem tenho, pois, a minha é pra dentro e desmanchando, seu marido me colocaria para morar na casinha do cachorro. (novamente muitos risos e algumas gargalhadas).
                                        
                                                                             

O ESTRANHO CASO DO RESTAURANTE





Todos nós sabemos que comer fora de casa e, com todos os duplos sentidos possíveis que esta comi nós sabemos que comer fora de casa e, com todos os duplos sentidos possíveis que esta comilança pode trazer de problemas seja os de natureza sexual ou aquelas ligadas a saciar a fome do nosso organismo, são assuntos que fazem parte do nosso dia-a-dia.
Cada vez e, infelizmente são mais comum as traições extraconjugais que, se sucedem como se fosse impossível manter-se a fidelidade numa época em que abundam as intensas possibilidades e ofertas as mais generosas de prevaricarmos e as intoxicações alimentares por outro lado, costumam aumentar à medida que também, praticamente só nos alimentamos em restaurantes.
Agora imaginem uma mulher grávida e que não andou prevaricando e foi a uma rede de fast-food com o seu maridão e o filho e ela encontrou um dedo humano na sala que havia pedido.
O fato se deu no estado da Califórnia, num restaurante da Applebee’s e a salada era de frango, segundo publicado no jornal “The Tribune”.
Bem, nestes tempos que o diabo anda solto, algum mais extremado religioso poderia dizer que aquela mulher teria prevaricado sim e que a o dedo na salada de frango teria sido uma conjugação de esforços do além para informar ao marido que ele era corno e a prova era aquele parto parcial do dedo para desmascará-la.
Tal hipótese seria tão absolutamente absurda como estupida e irresponsável foi aquele dedo ter aparecido na salada.
Mas afinal que dedo era aquele?
Um revoltado politico brasileiro pego pela operação Lava-Jato diria que era de um dedo duro de um destes empresários corruptos que através das delações premiadas sempre estão querendo diminuir suas penas estão conseguindo mesmo!
Antigamente dizia-se que alguns políticos safados “roubavam mais faziam” agora se diz que, “roubam mais delatam”, enfim...
Afastando todas as hipóteses seja de, um irresponsável julgamento religioso estapafúrdio ou o fato de vingança e castigos aos modernos dedos-duros ladrões, a verdade é que se nos entrarmos nas cozinhas dos restaurantes nos quais diariamente nos alimentamos, irreversível para o criminoso se, ao invés de um dedo ele tivesse optado pelo pênis.
A senhora grávida poderia correlacionar imediatamente que coisas que dão prazer podem também causar intenso sofrimento, ao ver aquele pênis no seu prato e ao lembrar daquela musica de protesto de Geraldo Vandré, onde ele diz que :
”A mão que toca um violão se for preciso faz a guerra”.
E por outro lado, a hipótese de sabotagem contra a empresa por um empregado demitido também não pode ser afastada, principalmente por ter sido um dedo e por esta razão terem sobrados mais nove naquelas mãos criminosas.
Conclui-se que poderia ser muito mais constrangedor para aquela senhora grávida e definitivamente mutilante para o pseudo criminoso se ao invés do dedo ele tivesse optado pelo pênis.

JÁ OUVIRAM UMA COISA DESTA?


Estava na fila do teatro - êta povo para gostar de fila, concorda? - e na minha frente duas senhoras chamaram minha atenção, pois, “conversavam” de uma maneira muito atípica e vou lhes ser muito sincero, de uma forma como eu nunca tinha visto.
Já vi muita coisa em termos de não- diálogos e não- conversas mundo afora, inclusive um casal que sentou a meu lado num restaurante e o companheiro daquela mulher, desde o momento que ambos sentaram até quando eu me retirei, eles em nenhum momento deixaram de falar no celular e ela, um pouco mais “educada” falava e desligava, falava e desligava.
Mas ele, nem respirava!
Inclusive, enquanto comiam.
Uma tristeza, verdadeira morte do diálogo humano.
Agora imaginem o quanto de farofa, restos não engolidos de carne, pedaços perdidos de arroz, quiabo e quantas gotas de saliva e tipos outros de bebidas diferenciadas, não ficavam coladas na tela daqueles celulares.
Em nenhum momento falaram um com o outro até a hora que saí dali.
Mas o que vi e ouvi na fila para compra do ingresso de um teatro foi isso:
-Vecu sapnqurvcfsse rsrsrsrfiladrnda muie jurinbe que pnsioueu penirsrsrsrsrsntersei que vc fosse filha da eanuela de costaVecusapnqurvcfsse .Voersckkkê, Nãoioelermesmoamekkkkkkfalentensem dideufi aoou maretisseolu nsentikkkkkkkdores namseoraamescaloiuorado. Ersdea sntró mdrsrsrsebtroais uodom heesomjhem podisprsrsrsrsrsroinstennível. Nmaiterão miera naramais seutru nãokkkkkkpneomeimoradorsrsrsrs.


                                                                  
Não conseguiram entender?
Pois é, muito menos eu.
Afinal as duas falavam rigorosamente ao mesmo tempo e quase sem respirar, como se fosse uma competição de frases seguidas e ditas umas depois das outras por ambas numa tentativa bizarra, como eu jamais havia pensado que duas pessoas pudessem não deixar e em nenhum momento a outra falar, e  ambas sendo atropelada uma pela outra e a outra, por uma.
E ainda... vice-versa!


                                                                                     

RÉQUIEM DE NATAL PARA TODOS OS AUSENTES.





É Natal. Meia noite!Toca a campainha. A ceia está à mesa. 
Crianças para variar batem com a cabeça em todos os lugares da casa. Quando a gente é criança vive arranhando o corpo, depois que cresce as feridas são na alma. Todos os avós estão vivos, de todos os lados. Para a criançada isto significa uma loja inteira de brinquedos, transportada para dentro das suas casas. Afinal, avós são aqueles que já erraram uma vez e continuam agora, deseducando os filhos dos seus filhos. Suas missões é querer curtir as brincadeiras com os netos. As coisas sérias ficam para os pais, agora tão chatos como eles também, já foram! A dona da casa vai abrir a porta. Todos gritam.A criançada explode de alegria: É Papai Noel! Aquela barba, aquela roupa vermelha, aquele saco. E a criançada vai ao delírio.
-Entra Papai Noel, a casa é sua! - convidam todos.

-HO,ho,ho,ho, com vão ? Pergunta Papai Noel - com a criançada querendo arrancar-lhe o saco!

-Papai Noel, cadê meu presente - pergunta o menininho ansioso?

-E o meu Papai Noel? - dispara a outra menininha.

-Eu quero um vídeo-game - pede o garoto viciadão nesta praga!

-Ho ho ho ho, calma todo mundo - Tranquiliza Papai Noel.

A ansiedade é geral. 

Papai Noel coloca o saco no chão. 

Para espanto de todos, de dentro dele, saem duas crianças. 

Uma verdadeira escadinha de idades: 2 e 3 anos.

Não tem nenhum loirinho, nem branquinho.Papai Noel tira a 

roupa devagar.Por último a barba.

- Ariovaldo? Reconhece a dona da casa.

Ariovaldo era o esposo da ex-empregada daquela família 

que ali trabalhou durante 16 anos, falecida há dois meses 

atrás, vitima de anemia profunda e complicações cardíacas.

A família consternada abraça-o. E também aos filhos. A 

criançada não entende nada e continua a brincadeira. 

Ariovaldo” então explica:

-Antes de morrer ela estava revoltada, porque dizia que a sra. fazia a melhor rabanada do mundo, e ela tinha certeza que este ano não iria comê-las. Então pediu para trazer as crianças para comerem por ela, e lá em cima ela ficaria menos revoltada. Aí fechou os olhos e morreu. Morreu minha querida esposa!

Ao terminar a explicação todos os adultos da festa emocionados começaram a cantar a música: Natal, Natal das crianças...

Aos filhos do Ariovaldo foram oferecidas muitas rabanadas. E sorriram. Então, aí sim, até as outras crianças entenderam!

Houve uma que olhou para o céu, e... Chorou!

RUIDO NA COMUNICAÇÃO.

                                        


Era mais um destes programas de entrevistas de televisão de qualidade sôfrega e temas bons, mas muito pouco explorados e sem muitas informações a serem repassadas.
Mas afinal, como diziam os antigos, de graça até injeção na veia.


O entrevistador pergunta ao convidado, um cardiologista:
-Dr. quais as causas principais do infarto agudo do miocárdio?
-A principal causa está relacionada ééééééééééé, à presença de uma doença arterial coronariana ééééééééééé, na qual existe deposição de éééééééééé placas de gordura ééééééééééé por dentro das paredes éééééééééé das artérias coronárias que irrigam o coração.
Quando essas placas éééééééééé de gordura éééééééééé causam obstrução do fluxo sanguíneo das ééééééééééé coronárias para o coração, o músculo cardíaco sofre falta de ééééééééé sangue e começa a morrer- finaliza o cardiologista.
-Bem senhores, vamos agora a um rápido intervalo comercial- comunica o entrevistador.
E durante o intervalo, o entrevistador fala para o médico demonstrando alguma irritação:
-Dr.você está falando muito éééééééééé.Fica cansativo para quem ouve.Se puder controlar isso , ficaria ótimo, menos éééééééééé.
Então o cardiologista faz um mea culpa:
-Desculpe, vou me policiar sim, eu tenho mesmo este vício de linguagem.
Tudo então combinado, o programa volta ao ar e com a palavra o entrevistador:
-Dr.quais os conselhos que você daria aos nossos telespectadores para a prevenção do infarto?
- A prevenção úúúúúúúúúúú baseia-se no controle e tratamento úúúúúúúúúúú dos fatores de riscos e, principalmente deixar úúúúúúúúúúú de fumar. Isto é muito úúúúúúúú importante- desandou úúúúúúúúúúú´o cardiologista desastrado.
E assim, para o martírio daquele derrotado e constrangido entrevistador e, cujo coração já estava enfartando de tanta raiva e desânimo, aquela droga prosseguiu até o final, com uma maldita e ruidosa barulheira. Parecia uma asno falando!


Moral da história: Vicio é vicio e não existe milagre em curto prazo. Enquanto não vem a cura vamos trocando apenas, seis por meia dúzia.

Até a próximááááááááááááááááá.





ÚLTIMOS E-MAILS RECEBIDOS PELO HUMOR EM TEXTOS.



DESIDRATADA DA PAULICÉIA, SÃO PAULO, CAPITAL.

Sr. levo ao seu conhecimento que aqui na minha casa não entra água há mais de seis meses.
E aí no Rio de janeiro?


MINHA QUERIDA DESIDRATADA.

Na sua casa não entra água há seis meses e, aqui na minha casa no Rio de Janeiro, nestes últimos tempos, entrou sim, entrou muita água e ladrão pra cacete!
Quer trocar?
   

ADELINA DE JUIZ DE FORA, MINAS GERAIS.

Tamburro, dava para você fazer uma postagem romântica ou invés deste humor idiota que só você acha graça? 
Você poderia elaborar um belo texto elogiando e falando sobre o meu pãozinho de queijo adorado que é coisa mais gostosa do mundo, o meu Ariovaldo?
Elogia ele.
Olha aí!
E coloca as fotos das suas namoradinhas!!!


ADELINA,

Não divulgo aquilo que eu como e todas  as fotos seriam:




Se é que me fiz entender.
Abração carioca.

 JUAREZ PINTO, TERESINA, PIAUI.

Caríssimo blogueiro,

Minha mulher está me traindo aberta e desavergonhadamente com o meu melhor amigo o Dulcidio Perobão.
Desculpe perguntar, mas estou tão sem noção que, gostaria de saber se já aconteceu isso com você.


JUAREZ PINTO.

Felizmente não! Mas devo lhe lembrar que entre um pinto e um perobão, a opção da sua “senhoura” não deve ter sido muito difícil.


LUIZA CONFUNDIDA DE ALMEIDA, BANGÚ, RIO DE JANEIRO.

Oi Paulão,

Sei que você é uma pessoa discreta e não gosta de fofocas, mas preciso desabafar: Minha família tá uma zona completa, pois o coroa do meu tio ta saindo com a filha da minha tia que, por sua vez ta ficando com o irmão da minha prima e, meu primo está apaixonado pelo pai da minha cunhada. Meus dois primos estão vivendo juntos, minha irmã apaixonada pela vizinha e o pior é que, meu marido perguntou se eu topava ir a uma noite de queijos,vinhos e ménage à trois, na casa de um amigo dele.
Paulão, pelo queijo e vinho tudo bem, mas, esse tal de ménage à trois, sei não! Tenho dúvidas.
Um conselho, por favor.


LUIZA CONFUNDIDA.

Dúvidas?
Sua família deve parar imediatamente de ver as novelas das seis, sete, oito, nove e o escambal da GROBO.
Inclusive estes BBB’S da vida.
Isso tem cura!