A NOVA MULHER SE ESCREVE COM BOM SENSO



A nova aparência feminina continua inalterada.Traços faciais emoldurados por cabelos sempre cuidados, sobrancelhas acertadas milimetricamente com pinças, lábios pintados por reluzentes batons, brincos dependurados e colares cada vez mais criativos entre outras demonstrações explicitas de vaidade.

Descendo um pouco mais, notamos que o seios - salvo alguns acidentes de percurso e algumas descompensações no alinhamento - continuam um ao
lado do outro - na maioria dos casos - e alguns tantos maxi-siliconados, daqueles que dispensam até os airbags originais dos seus carros. Como os americanos do norte sempre insistiram em chamar estas imensas bolotas, de seios, aqui pelo cone sul passamos a adotar a mesma nomenclatura.

O homem latino sempre teve em relação ao seio uma certa parcimônia, afinal emotivo e muito apegado às lembranças da infância, tem nas recordações maternas o mais puro sentimento relacionando aquele seio bom e provedor da vida.Isto causam –lhes, por vezes, reações paradoxais.Afinal, dizem que onde se ganha a vida não se come à carne. É assim? Não acho que o ditado é diferente, sei lá!

Apesar de que estas rememorações serem muito relativas e pouco consistente na hora que os instintos de reprodução explodem testosterona até pelos ouvidos.Afinal, se estas coisas de sentimentalismos em relação as nossas infâncias fossem mais forte, a ato sexual ficaria
inviabilizado, pois, todos os homens vêm ao mundo e saindo do mesmo lugar e nem por isso, revelam surtos de inapetência pelo órgão feminino responsável pelo passaporte de suas sobrevivências.Pelo contrário são tão cobiçadas que a própria natureza as escondeu bem discretamente, porque senão nenhum homem sairia de casa para trabalhar! Escondidinhas já são achadas insistentemente, imaginem escancaradas!A natureza é sábia.


Olh
ando-as de trás - vemos que apesar da mulher melancia exagerar um pouquinho - a visão que nos entusiasma é mesmo esta parte especialíssima delas, incluída como a preferência nacional masculina.Nem os poetas se atrevem a colocar o bumbum como suas obras eternas de rimas.A não ser os amadores e iniciantes que o fazem de maneira chula!

No entanto, não é por fora que deveremos analisar esta tão discutida e anunciada Nova Mulher e nem inspirados em serie da cinematografia televisiva, pois esta mulher não é moda, não está correndo atrás de audiência. Estão sendo formatadas por seus novos hábitos, usos e costumes, síntese de muito aprendizado anterior que parece lhes colocou no meio termo ideal.


Realmente, a Nova Mulher é jeito interior se ser.Suas ações, preferenciais ou ao portador, parecem estar mais valorizadas na bolsa dos valores sociais e, hoje renascem das cinzas como mulheres menos sôfregas, lamurientas, inseguras, com paranóias ou idéia fixa de casamento como forma de sobrevivência, lar, filhos e cheiro de fraldas usadas de bebes nas mãos, mesmo depois de bem lavadinhas.

Parece que aquele bando de mulheres meio perdidas na confusão daquelas mudanças iniciadas nas décadas de 60 e 70, radical nos seus conceitos de liberdade e emancipação assustou o homem e, tiveram até que inventar o Viagra. Afinal o que interessa ser radical e ficar na mão? Homem, realmente foge de mulher-Maguila.

Esta Nova Mulher é o meio termo que aprendeu a ir à luta por espaços sociais e não lutar contra o homem ou a ele querer igualar-se.Após os anos mais frenéticos dos movimentos feministas, parece a que a Nova Mulher foi se esquecendo daquelas lideranças femininas que falavam com voz muito grossa, fumavam charuto, estavam sempre dispostas a partir para a violência e tratavam o homem não como parceiro, mais sim, como adversários.

A Nova Mulhe
r é sábia. Não quer confronto, admite as posições diferenciadas, não radicaliza segurança nem se deixa levar pela submissão, porém sabe que não devem cometer algumas impropriedades, pois não fazem parte da natureza feminina como:

-Falar palavrões, palitar os dentes, sair dos banheiros dos restaurantes ainda abotoando o zíper, ir aos jogos de futebol de chinelos e ficar com pés enegrecidos, cuspir feito lagarta como se estivesse participando dos famosos cuspe à distância, ter chulé, cheiro debaixo dos braços, mau hálito, fazer gestos obscenos com as mãos daqueles bem conhecidos, discutir no trânsito, berrar na rua, andar feito homem embalançando o corpo feito malandro, fumar, beber e ficar com a boca cheirando a alambique de quinta categoria, viver se jogando nos pescoços dos homens, beijá-los na boca em público para mostrar aos respeitáveis transeuntes que não é um beijo técnico, facilitar excessivamente a transa, transar por modismo, achar que o trabalho é primordial à família, privar os filhos do colo insubstituível, e não ter consciência que o homem até colabora, mas é ele quem educa a ninhada. Não tem saída!


Por outro lado, e absolutamente paradoxal que apesar desta Nova Mulher emergente, nunca se constatou tamanha perda da identidade feminina como atualmente.Mulheres que só têm como ideal:

-Fazer um book para mostrar nas agências, participar de programas que as promovam a pousar nuas em capas de revistas, usar o corpo como matéria de troca, esquecer que pensa, ter com ideal casar com cantores ou jogadores de futebol, acreditar que garota de programa é uma profissão como outra qualquer, pensar que beijar na boca e o mesmo que comer pipoca, dar mole, dar muito e dar errado!

Gostaria de colocar estas contradições para discussão.

OS MELHORES PASSEIOS DA MINHA VIDA.

Tempo livre, é para ser curtido ao ar livre.Fora de casa, longe da mesmice de toda a semana e deste vicio abominável de ver televisão, como se a vida se resumisse a uma telinha iluminada de programas chatos e repetitivos.
Tenho amigos, absolutamente dependentes deste negócio de televisão. Eu não. Tendo chance, to fora! Vou viajar ver uma bela peça teatral, curtir um bom filme, enfim, coloco meu bloco na rua. Jamais deixarei que minha vida seja tão pouco criativa!No último domingo, fui a um belíssimo espetáculo de música clássica na Quinta da Boa Vista. Coisa de encantar os olhos e lubrificar os ouvidos dos mais exigentes puristas da música dos grandes mestres clássicos.
Apesar, de a seleção brasileira estar jogando na Bolívia, em La Paz, confesso que, em nenhum momento, pensei em deixar de assistir aqueles virtuosos homens e seus instrumentos maravilhosos. Naipes de violinos, solos de oboés, enfim...
Jamais, me acomodaria, trocando um espetáculo musical tão belo, pelo costume condenável de trancar-me em casa com os olhos grudados na televisão. Afinal, a vida é tão mais plural e diversificada, pois, temos o verde das florestas, o imenso azul do céu, aquelas cores fantásticas dos animais e dos peixes, o canto dos pássaros, eventualmente uma ou outra bala perdida –sejamos realistas - faz parte!É bem verdade, que estes modernos televisores digitais de tela plana de infinitas polegadas, com os recursos de áudio acoplados a um “home theatre”, é coisa de enlouquecer qualquer um.Porém, o máximo que, me permito, em ocasiões muito especiais, nos quais meus passeios coincidam com eventos televisivos de relevância, é levar meu televisor portátil e levíssimo.
Foi o que aconteceu nesta ocasião. Que jogo indescritível eu vi sentado naquela relva maravilhosa da Quinta da Boa Vista. Só dava Brasil. E que vitória, maiúscula! Um belo passeio. E tome gol na televisão. Cada solo na orquestra! Eu enlouqueci com a seleção brasileira. Um senhor muito simpático que, estava ao meu lado, contou-me alguns detalhes da magistral apresentação da orquestra sinfônica. Em retribuição contei toda a história do jogo para ele.
Sou, absolutamente, contrário ao hábito - hoje em dia muito comum nas famílias - de cada um chegar a uma determinada hora para almoçar ou jantar. Uns gostam de fazer suas refeições na sala, no quintal, outros no quarto, confortavelmente, recostados na cabeceira da cama. A mesa de jantar virou cabana para cachorro.
Então colocam um televisor instalado, em cada cômodo da casa. Até no banheiro.E ao lado do televisor, um celular. Um absurdo. Falar com familiares dentro de casa pelo celular? Fica parecendo uma colônia de baratas ou um bando de morcegos todo mundo trancafiado e escondido vendo televisão.
Se por exemplo, alguém tem algum comentário sobre o que acabou de ver em determinado canal, liga para o outro e assim, fica estabelecido o indispensável e insubstituível diálogo entre pais, filhos, e as companhias telefônicas. Sou contra estas nefastas modernidades!
É verdade que algumas mães, econômicas e tradicionais, nem usam o celular. Berram e esmurram as portas e aí, todos escutam, colaborando desta forma, na economia doméstica.
Semana passada fui convidado para um desfile de modas no Copacabana Palace. Era um estilista italiano, chamado Tutiamamte Cudioro, um excepcional artista da arte de vestir a mulher, sem que ela fique parecendo uma idiota.
Olha, vejam vocês as coincidências: ao meu lado, sentou-se um destes apaixonados por tênis e, coincidentemente o nosso Guga, estava jogando uma daquelas partidas decisivas. E aí, realmente, o Guga pegava a gente pelo coração. Era o Brasil de raquete. Não tem jeito! Reconheço que o aparelhinho de televisão foi o menor eu já tinha visto. Já estava sintonizado no jogo e poderia ser chamado de colosso da tecnologia japonesa. Tinha, no máximo, no máximo, umas cinco polegadas. Colorida, importada do Paraguai. Coisa de primeiro mundo!
Quando ele percebeu que, eu também gostava de tênis, dividiu logo comigo o hadfone, e presenciamos uma vitória inesquecível deste rapaz que, merece todos os aplausos desta gente brasileira e isto, sob os intensos aplausos de quem estava assistindo aqueles manequins e suas roupas deslumbrantes, mas que ninguém usa, fora dali.
Como a parceira deste amigo, filmou tudo, ao chegarem em casa, mandaram-me, pela internet o desfile completinho e muito bem filmado.
Então pude ver tudo, calmamente. Realmente, as cores e os brilhos daquelas lindas roupas e os corpos das modelos ficam muito melhores na televisão. É incrível como o aparelho de televisão delineia, marca, ressalta e da mais glamour às imagens! Parecia, um outro desfile.
Lógico que nada substitui os eventos “ao vivo” e se possível em contato com a natureza. Isto é imprescindível. Mas, sempre acontece o imponderável. Semana passada, confesso que fiquei um pouco contrariado, quando fui bater uma bolinha com o pessoal lá da empresa.
Como estava um pouco cansado, pedi para ficar no gol. Eis que, do primeiro andar do prédio no condomínio, onde jogava, escuto a trilha sonora da novela, cujo, último capitulo, seria exatamente, naquele dia.
Apesar de não dar muita atenção a programas de televisão e, principalmente, novela, tinha esquecido que, naquele dia, era o grande final. A cidade parou!
Corri até a lateral do campo e pedi para o pessoal do apartamento, virar um pouco mais o televisor, em direção ao gol que eu estava “defendendo” e, aumentar mais o som.
O pessoal foi muito legal e fez exatamente, o que eu pedi.
No entanto, é realmente, impossível ficar com um “olho no padre e outro na missa”, e com dez minutos de jogo, o adversário já tinha marcado oito gols, nas minhas redes.
Quando deixei entrar o nono gol, tomei um soco no pé do ouvido esquerdo - justamente no ouvido que estava virado, diretamente, para o som da novela e, quando acordei estava deitado no sofá da minha casa. E entre compressas de água gelada e um zumbido irritante no ouvido, pude ainda assistir ao final daquele inesquecível capítulo. Eu amo a vida ao ar livre!



ENGANA QUE EU GOSTO

O casamento foi lindo! Foi tudo muito lindo!

Dizem que as mulheres valorizam mais do que os homens o planejamento, as compras, as festividades, tudo que cerca aqueles momentos mágicos que antecedem ao "sim" da união matrimonial dos cônjuges. Em parte, isto é verdadeiro, não totalmente, porque eu me emocionei muito com o nosso casamento.

Mas, reconheço que realmente você o valorizou muito mais. Comprou tudo. Coordenou todas as despesas. Quanto empenho! Envolveu toda a sua a família. Fez muitas reuniões.Nunca ví tanta reunião na minha vida e seus parentes , todos muito ansiosos para colaborar.Verdadeiro trabalho em equipe.

Porém,só depois da lua de mel é que fui ver tudo direitinho, fazer as

contas, cotejar. E, como você valorizou Carmem Lucia!




Aquelas cinqüenta rosinhas de chocolate que a sua mãe sugeriu para que fossem oferecidas aos convidados quando eles saíssem da festa,
custou mais do que o aluguel da igreja e o coral, com o órgão do padre e tudo. Lembra do meu sapato preto, importado da Austrália de couro de canguru, que você achou lindão? Então, daria para comprar uns cinqüenta pares com o dinheiro gasto naquelas singelas lembrancinhas de chocolate. Eu sei que foi uma amiga da sua mãe que nos vendeu, não foi? Se a gente não conhecesse bem a sua
mãe, Carmem Lúcia, diríamos que ela levou, no mínimo, cinqüenta por cento de
comissão naquela comprinha. Foi muito caro. Quem tem uma amiga assim, não precisa nem ter inimigo!

O pior é que eu vi crianças atirando aquilo umas nas cabeças das outras. Um duplo desperdício. Como você valorizou nosso casamento, Carmem Lucia! Aquela gorda que fez os pasteizinhos de queijo para tira-gosto a pedido do seu pai bebum, cobrou mesmo, aquilo tudo? Tem certeza que o seu pai só gosta de comer os pasteis dela? Fiz umas contas rápidas e o que pagamos por aqueles pasteizinhos safados e mirrados daria para a gente comprar uma pastelaria no estado que mais se come pastel: São Paulo. O pastelzinho tinha no máximo, o mínino de pastel. Uma coisa à toa que, nem tinha vento e, com uma bolinha de queijo muito acanhada lá dentro, do tamanho de um grão de feijão. Um roubo! Desculpe, mas é revoltante.



Outra coisa, Carmem Lucia: eu tinha alugado um carro conversível, do ano na agência de um amigo, uma semana antes, e no dia do casamento seu irmão
cancelou e alugou o carro dele para nós, aquele Escort, vermelho
86, surrado. Eu não entendi. E nos cobrou o dobro do preço
daquela limousine conversível que eu já havia contratado. Olha, vou ao Procon. Temos que conversar, seriamente, com seu irmão . Um absurdo!



Carmem Lucia, quem pediu aquelas empadinhas de camarão para sua prima? Confere aí, pois, eu duvido que ela tenha mandado as quinhentas unidades encomendadas. Não vieram nem cento e cinquento.Foram caríssimas, não tinham camarão e ela me roubou, legal!

O Juninho, filho da Esmeralda berrava:
- mãe devolve minha empadinha.
Ela tomou da criança na mão grande. Todo mundo estava reclamando.



Meu amor você valorizou demais, prestigiou demais seus parentes, foi muito mão aberta com a sua família e o pior, usando meu dinheiro.Você falou que o tapete vermelho iria da entrada da igreja até ao altar. Que tapete? Eu vi o padre em cima de um pequeno capacho vermelho, mirrado e desbotado.Só.Roubaram o maldito do tapete, Carmem Lúcia?
E o dinheirão que eu paguei por 20 quilos de pétalas de tulipas multicoloridas que seriam jogadas em cima de nós no momento do beijo, lá no altar. Pétalas? Minha cabeça ficou cheia de papel de jornal picadinho e seragem. Parecia desfile gay na avenida, Carmem Lucia. Ficamos todos emporcalhados com aquilo. Não quis lhe falar nada para não quebrar o clima, mais até quando nos deitamos na nossa tão esperada alcova na lua de mel, você ainda tinha aquele embuste de enfeite, dentro da calcinha. Lembra-se que eu comecei a
espirrar? Era serragem Carmem Lucia!Vê qual foi o seu parente que
nos vendeu alho por bugalho.



E o arroz que seria jogado quando entrássemos no carro? Jogaram alpiste e milho, na nossa cara. Parecia chuva de granizo. Eu paguei arroz agulhinha de primeira.

Jogaram milho!


Alguma insinuação a você?



Não é possível. Tudo isto seria perdoado, não fosse aquele episódio grotesco de você
começar encher a cara com seu pai - aquele bebum inveterado - desde cedo, e ficar em
altíssimo, estado alcoólico mal a festa ainda ter começado. Abraçava todo mundo com aquele bafo insuportável e, ao invés de cortar o bolo de casamento cortou a galinha assada, do prato que estava perto. Carmem Lúcia, quando você me ofereceu aquele pedaço de galináceo, ainda pediu para que eu não sujasse o terno com o chantilly. Como você bebeu!



Carmem Lucia, e foi, exatamente, aquele seu deplorável estado de embriaguez que,
não deixou você notar quando, no final da festa, saímos e seu irmão parou aquele maldito Escort, no tal hotel que seu primo nos reservou, dentro de um "pacote
turístico "que incluía estada em Teresópolis por uma semana com café da manhã,
almoço, lanche e jantar executivo com velas e outras coisas românticas como passeio
de cavalinho e assemelhados. Na verdade ele nos deixou num velho sobrado na Rocinha. Lembra-se que você dizia - nas poucas vezes que conseguiuacordar naquela noite do embuste - que seu primo tinha pensado em tudo, até nos fogos de artifício? Carmem Lucia, aquilo não era foguetório nenhum, e sim um intenso tiroteio de armas pesadas entre a policia e os traficantes do local. Como fui enganado!Estou num estado deplorável e lhe deixando esta carta, porque já está amanhecendo, você ronca como uma porca, o tiroteio acabou e vou direto procurar meu advogado para anular este verdadeiro ato de terrorismo que vocês chamaram de casamento e, colocar sua família na cadeia.



Carmem Lucia, respeitosamente:caso você queira se suicidar- por causa do remorso
que certamente irá corroer suas vísceras- deixo-lhe um
vidro de chumbinho. As ratazanas levam menos de cinco minutos para morrerem e no dia seguinte estão sequinhas.Você não queria, emagrecer um pouquinho?
Então,torço por isso. Adeus.
KAMA SUTRA, TAMBÉM TINHA SUAS POSIÇÕES FIXAS.

Certamente, o mais conceituado livro sobre a culinária sexual, dá receitas sobre 64 posições, algumas das quais com nomes singelos e criativos, como: o dragão, a roda da fortuna, o kilimanjaro, o pendulo, o polvo e por aí vai. A razão dos nomes, só praticando para entender. Na realidade muitos pensam que Kama Sutra é o autor. Erraram. O livro foi escrito pelo hindu, sábio e nobre Vatsyayana, no século quarto - até no século existe coerência - e Kama deriva de uma divindade masculina hindu. Sutra refere-se ao conjunto de ensinamentos em Sâncristo. Ao contrário de outros best-sellers da pornografia contemporânea, como: “Varando a noite”,
“Só a cabecinha”,” Além da garganta profunda” e “Retaguarda em pânico”, o Kama Sutra não é absolutamente um manual de sacanagem. O livro aborda de forma pedagógica - as vezes de forma infantil, recreativa e até ilustrada e cientifica aquilo que os hindus só aprendem vendo as figuras e, os brasileiros já nascem sabendo. Kama Sutra, no entanto, tem um objetivo dramaticamente, difícil e complexo, qual seja, o de ensinar aos homens as técnicas que podem levar uma mulher a ter orgasmo. E o que é muito pior: convencer aos homens a não serem egoistas e machistas na hora deste recreio insubstituível, entre o homem e a muller.

É verdade! Tanto é assim que o livro dispensa especial atenção às sonhadas e tão reclamadas preliminares, por parte de nossas adoráveis parceiras.
Ensina, através de longos e detalhados capítulos, entre outras coisas, como montar o cenário - não confundir com, montar no cenário! Nesta etapa, Kama Sutra explode em sabedoria e, afirma que: Em todas as coisas ligadas ao amor, cada um deveria agir de acordo com a sua própria inclinação”. Inclinação, no caso, seriam as índoles, vontades, necessidades reprimidas, do tipo: enche-me de porrada, papai e mamãe nunca mais, bota a máscara do Batman, diz que eu sou cachorra, faz igual ao Ricardão, a vela é aquela de sete dias, mane! Enfim, este é o capítulo do solta a franga, minha gente!


O segundo precioso ensinamento Kama Sutresco são os toques e abraços. Isto porque as mulheres sendo de natureza sensível, delicada e tenra querem começar calmamente o jogo do amor.
Oh, Kama, realmente o amor é lindo! Mas, fica evidente que ele não conheceu a Rosalma do Tatuapé, uma louraça imprevisivel e decidida. A última vez que a vimos estava chutando as partes íntimas de um policial militar no calçadão de Copacabana. Uma ternura só e, mulher obstinada a provocar várias escoriações no adversário.


Depois vêm os beijos e preliminares, pois segundo ele, se a mulher beijá-lo, o homem deve beijá-la de volta. Beijar é uma arte em sí. A boca é uma das partes mais sensíveis do corpo!
Acertou em cheio, e a gente só se dá conta como a boca é sensível quando vai à dentista para tratar o canal. Noutro enfoque, mais incrementado, passa a estudar agora as generalidades sobre as posições do amor, que uma vez iniciada a relação, basta à paixão para dar origem a todos os atos do parceiro.
Neste ponto Kama Sutra coloca os homens na maior roubada, pois declara que é dever do macho dar prazer a sua parceira. É o caso de se perguntar: os homens querem dar prazer as mulheres.Afinal vivemos para isso!Mas, sem essa de trocar um singelo orgasmo com a promessa de emprestar-lhe o cartão de crédito ou
quitar as oitenta prestações do cartão dela.Também, sem nenhum compromisso de que irá mandar pintar a casa. Muito menos, nos comprometer que pagaremos a ampla, extensa e irrestrita reforma do seu vestuário. Finalmente, neste tsunani de exaustivas preliminares teríamos o epílogo amoroso. Kama Sutra aqui é bem objetivo, pois as coisas que aumentam a paixão deveriam ser feitas primeiro. Espera aí. Há controvérsia. Para o homem, a coisa que aumenta sempre a sua imensa e incomensurável paixão é partir, imediatamente, para o jogo principal, com profundos lançamentos na entrada da área e, no que o adversário vacilar pimba: está tudo lá dentro. Agora é só correr para os generosos aplausos da torcida.


Já para
a mulher - oh, my god! - não é bem assim.Afinal você não a encontrou na beira da estrada mostrando suas partes pudicas às hordas de rodoviários que cruzam as estradas deste país de dimensões continental e todo mundo querendo também, fazer seu golzinho.
Ela vive ponderando que ainda é cedo para começar o jogo de fundo, falta você descobrir-lhes os pontos de G a Z, fica lhe zoando no ouvido que não esta suficientemente abastecida e lubrificada (pô, é corrida de formula um, minha rainha?), e melhor seria continuar a aproveitar aquele momento tão gostosinho, por mais tempo- apesar de você já ter subido pelas paredes, várias vezes- e outras preciosidades dignas de quem está empurrando, isto sim o jogo para disputa nos pênaltis. Já pensou, cinco penalidades para cada lado.Quem agenta este tranco?
Portanto, neste quesito é que começam as controvérsias. Aí Vatsyayana, ou qualquer um destes letrados e teóricos da gostosa arte de amar, teria muito que aprender com os nossos "moços e nossas moças", com diriam os paulistas. Em última análise: da teoria à prática os resultados, são sempre o aumento da polulação e não, a divisão dos prazeres, apesar de toda a boa vontade de Kama Sutra.

O QUE AS MULHERES ADORAM,FALAR,FAZER E PEDIR.




- Desestimular sempre a idéia do marido se aposentar;

- Arrumar rapidinho uma nova ocupação para o marido na aposentadoria;

- Mostrar o carro do namorado, para vizinhança, buzinando alto ao chegar;

-Olhar de soslaio o marido da vizinha;

-Repetir compulsivamente: adoro; odeio, estou confusa, dá um tempo, não tenho um maldito de um tostão, pô deixa um cheque;

-Agora não, porque acho que talvez, possivelmente, amanhã ficarei com dor de cabeça;

- Deixar claro na hora do sexo que, para ela tanto faz, mas se ele quiser...

-Manda a tua mãe, fazer isso, devasso!

-Não aí, não!


-Devagar seu desgraçado;


-Está bem, mas só um pouquinho;

-Já? Egoísta!

-Dizer sempre que o marido da vizinha é um autêntico cavaleiro;

-Dizer sempre que o seu marido é um autêntico cavalo;

-Caso sejam louras e vingativas xingar sempre as outras de burras;

-Se forem gordas, fumar para emagrecer;

-Se forem magras, fumar para relaxar;

-Se forem lésbicas, fumar charutos para se impor e para ter cheiro de macho, na boca;
-Mentir chorando, mentir sorrindo, mentir de verdade;

- Dizer que detestam fazer compras;

- Comprar de tudo, compulsivamente;

-Nunca comprar o essencial, pois de tanto lerem o Pequeno Príncipe, elas acham que “o essencial só se vê com o coração”, e o coração delas, sempre cabe mais um embrulhinho;

-Ameaçar abandonar tudo;

- Ameaçar abandonar tudo, amanhã;

-Viver ameaçando a vida inteira abandonar tudo amanhã;

-Criticar todas as mulheres que empinam o bumbum;

-Empinar o bumbum até ter lordose ou perder o centro de gravidade;


-Revoltar-se quando algum homem olha para seu bumbum e ficar deprimida quando nenhum deles olhou;


-Olhar de soslaio para qualquer homem;

-Fingir que não viu...

-Negar que sexo seja tudo na vida;

-Ficar uma boa temporada sem pensar em sexo;

-Nem pensar em sexo;

-Reclamar que o marido não faz sexo;

- Manter o marido sob rigoroso controle, exigindo explicações detalhadas em qualquer situação, mesmo as mais calamitosas.

-Chamar o marido de devasso e o amante de criativo;

-Ler tudo sobre dietas, ponto G, tensão pré - menstrual, preliminares, duração ideal do ato sexual, tamanho mais adequado do membro; orgasmo, orgasmo múltiplos e, como chegar ao orgasmo;

- Dizer “sim”, como se estivesse sempre afirmando:” vou pensar”;

- Dizer: “não” e “talvez”, só para não perder o hábito;

-Precisar de muito dinheiro, de algum dinheiro, de qualquer dinheiro, de qualquer trocado...

-Ter um cartão de crédito, dois, três... enfim, todos;




-Viver amaldiçoando o dia em que se casou;


-Encher o saco dos filhos para se casarem;-Ler tudo sobre vestido de noiva;

-Não perder um casamento;

-Ir às lágrimas ao som da marcha nupcial;

-E finalmente,sentir culpa da culpa que não sentiu, e continuar culpando-se pelos anos perdidos naquele longo e enfadonho casamento, ou quem sabe, de um namoro muito curto, ou ainda por não ter feito naquela hora o que deveria ser feito, e dizer com os olhos molhadinhos por lágrimas - mais ou menos sinceras - que não se arrepende de nada do que deixou de fazer, a não ser, pelo fato, de ter que se arrepender, pelo resto da vida, por tudo aquilo de que se privou, pelo marido, pelos filhos, pelos netos, pelos cachorros, e até... pela escada!Como são fáceis de entender estas humanas que mestruam.